quinta-feira, 20 de outubro de 2011

POESIA CONTEMPORÂNEA LANÇADA EM BRASÍLIA

 
 
O livro "Poesia Contemporânea - Olhares e Lugares", coletânea de reflexões organizada por Sylvia Helena Cyntrão, será lançado nesta sexta-feira, 21, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura (shopping Iguatemi) em Brasília.
 
Reúne ensaios de professores e escritores convidados do simpósio realizado na Universidade de Brasília em setembro do ano passado. O livro é especialmente importante por um detalhe:... o simpósio foi o único evento da II Bienal Internacional de Poesia de Brasília que de fato se realizou - e que, agora, dá um novo fruto. Este que lhes escreve participa do livro com o texto "Brasília é apenas um lugar comum", uma reflexão sobre o excesso de clichês na poesia que se faz em Brasília, ou sobre Brasília. Outros autores que participam são José Castello, Rodrigo Garcia Lopes, Luis Turiba, Nicolas Behr, Amneres Santiago , Alexandre Pilati, entre vários outros. Haverá uma performance do grupo VivoVerso. Estaremos lá.Ver mais

AÇOUGUE CULTURAL T-BONE FAZ BIENAL DA POESIA DE RUA, EM BRASÍLIA

Bienal do B no T-Bone Foto: Secom Prefeitura de Manaus

Evento literário alternativo reunirá mais de 50 artistas. Entre os convidados estão os poetas Thiago de Mello e Nicolas Behr e o músico Kiko Zambianchi 

20 do 10 de 2011 às 10:00

Natalia Emerich_Brasília 247

– Arte na rua, de graça e para todos. Assim será a Bienal do B – evento alternativo que substituirá a 2ª Bienal Internacional da Poesia (BIP), que deveria ter sido realizada em setembro, mas foi cancelada pelo governo do Distrito Federal por falta de recursos. De 26 a 28 de outubro, o Açougue Cultural T-Bone sediará o encontro literário, que reunirá mais de 50 poetas, artistas plásticos e músicos na comercial da 312 Norte. A programação inclui bate-papos, declamações de poesia, shows, lançamentos e venda de livros e teatro de bonecos.

A ideia de realizar a Bienal do B surgiu da insatisfação de artistas pelo cancelamento da BIP na última hora. Como eles mesmos argumentam, a melhor forma de protestar é fazer cultura e não deixar as ideias morrerem. De acordo com o proprietário do T-Bone, Luís Amorim, a iniciativa representa a força que a arte tem na capital. "É uma criação coletiva e será manifestada ao ar livre, sem burocracia", disse.  A lista de convidados locais, nacionais e estrangeiros que estarão na Bienal do B confirma.

A expectativa é grande. O poeta Nicholas Behr vê na bienal uma oportunidade para que Brasília respire. "É a desconstrução dessa realidade mecânica e cruel em que vivemos, de metas e produção", afirma o poeta, brasiliense de coração. "Nada é tão inútil, nem tão necessário." De acordo com ele, o livro é só um depósito de palavras, "A poesia deve sair das páginas e tocar os ouvidos", destaca. Behr declamará poesias e participará de bate-papos. "Não basta fazer títulos, poeta que é poeta tem que ler e apresentar o seu trabalho", diz. "Vou lá mostrar serviço."

Considerado um dos maiores poetas brasileiros, o amazonense Thiago de Mello, autor de "Os estatutos do homem", estará no evento alternativo. "Não vou como escritor profissional, vou como escritor solidário", justifica o poeta, que aceitou o pedido de um amigo e não cobrou para comparecer. Na capital, ele pretende repartir a esperança que guarda em si. "A poesia é instrumento de mudança e formação de consciência, não é só arte", diz. No bate-papo, Mello afirma que cada um deve fazer a sua parte trabalhando na mudança para endireitar a vida dos que sofrem no país;.

Na Bienal do B também haverá homenagens. Os escolhidos são o poeta Ezio Pires, o livreiro Ivan Silva, da Livraria Presença, e a coordenadora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, Maria da Conceição Moreira Salles. "É maravilhoso ver o resultado do trabalho realizado na biblioteca reconhecido", diz Maria da Conceição. "Sempre procuramos destacar autores da Brasília e dar espaço para que eles divulgassem suas obras."

Embora os locais e a estrutura do festival poético tenham mudado, o anfitrião será o mesmo: o presidente da Biblioteca Nacional de Brasília – e poeta –, Antônio Miranda.

Interação artística

Música é poesia e por isso músicos de Brasília e de outras cidades se apresentarão nas três noites literárias e participarão de bate-papos com o público. Entre eles estão Kiko Zambianchi, Jorge Mautner, Rênio Quintas, Fernanda Porto, Marcio Cipriano e o grupo Sopro & Cordas.

Além de música e poesia, a bienal alternativa terá exposição de artistas plásticos locais, bancas para a compra e venda de livros e apresentação do mímico Miqueias Paz. Para as crianças, a partir das 18h, se apresentarão o bonequeiro Carlos Machado, a Companhia de Teatro Pilombetagem e o grupo Circo Boneco e Riso.

O evento é uma iniciativa da Organização Não Governamental Viva Arte – idealizada por Luis Amorim, dono do Açougue Cultural T-Bone. A bienal tem apoio da Petrobras e a contribuição voluntária dos artistas. "A nossa ideia é mostrar que a arte existe independentemente do apoio do Estado", afirma o porta-voz do Viva Arte e poeta, Vicente Sá.

MENINOS DO "MORRINHO" MANDAM SUA MENSAGEM NO CENTRO DO RIO

 
 
"DEUS SABE TUDO MAS NÃO É X-9"
 
Mensagem dos meninos do projeto Morrinho, que há 13 anos faz réplicas das favelas do Rio de Janeiro com tijolos pintados e trabalhados para se tornarem barracos. O "Morrinho" está montado hoje em pleno Largo da Carioca, onde pode ser curtido por mais de 2 milhões de pessoas que passam por lá diariamente. 

AS OBRAS "PRIMAS" DE CHICO ALVIM E ELIAS FAJARDO,


 
"O metro nenhum" e "Ser tão menino"
 
Recomendo que comprem, leiam e dêm de presente no Natal
 
Luis Turiba, Enviado via iPad
 

Hoje quero escrever sobre dois livros de dois autores diferentes que, embora diferentes, têm algo em comum além do amor à construção do mundo através de palavra e literatura: ambos são mineiros. E isso não é pouco, pois em se tratando de literatura e poesia no cenário brasileiro, ser mineiro não é tão somente um status geográfico, mas sim um merecimento histórico, diria até divino e por isso mineiramente misterioso.

São eles o poeta Francisco Alvim, que acaba de lançar "O Metro Nenhum", pela Companhia das Letras; e o escritor Elias Fajardo, autor de "Ser tão menino", lançado em meados do ano pela  7 Letras. Devorei ambos, não os autores, mas os livros nesse último mês. E aqui escrevo para fazer apresentações deles e, por que não, recomendar na véspera do Natal de que aproxima, essas duas obras que não são irmãs, mas podem ser primas, como, quem sabe, um bom presente nas festas natalinas.

Como já disse antes, são autores diferentes. Um de tão conciso, sobra. Outro falta, de tão farto. Elias Fajardo, por exemplo, se derrama no seu romance de memórias  em narrativas poéticas transcendentais de um tempo de meninices entre montanhas na velha e boa Minas Gerais.

Ao mesmo tempo que sua história (dele, o menino personagem) é contada delicadamente em cenas independentes e fragmentadas que funcionam como contos, Elias se posiciona como narrador crítico que interfere, une e dá a dimensão de atualidade a sua literatura.

"Escrever não mais para exorcizar fantasmas, mas para desvendar o lado oculto do mundo. Mergulhar no invisível contido no visível, fazer vir à tona pequenos ecos, intenções, barulhos, climas. Cristalizar o fugidio, extrair o mistério escondido no cotidiano e expô-lo como flor delicada aos olhos dos leitores", é assim que o narrador explica a proposta do romance-memória.  

Já nosso querido poeta Chico Alvim, pinga ao longo de 90 páginas poemas no seu já conhecido estilo folha-seca. Como um Drummond à maneira de Oswald, há um poema intitulado "Meio do caminho" que diz: "dá vontade/de sentar dar/ nem/ um passo à frente ou/ atrás". Ele espremeu tão liricamente sua linguagem, que há poema no tempo de um piscar de olho: "Não disse? Eu sabia".

Coube ao misterioso Zuca Sardan, que a gente nunca sabe se existe mesmo ou não, assinar o texto de orelha-apresentação de "O metro nenhum". E lá pelas tantas, Zuca me sai com essa: "Francisco Alvim (...) um Pierrot Lunar com meia-sombra lunar. As caveiras de Minas não acham graça; apenas fingem-que, mas de sorriso azedão. O Inferno é perigoso e o Paraíso um saco) e naquela encruzilhada metro nenhum passa, nem sequer para o Purgatório."

Para Zuca, a linguagem trágica do poeta Alvim "é também a lyrica, um lyrismo de irônica melancolia, que mal esconde o abysmo que se escancara atrás do sofá, enquanto pela janela se espraia o horizonte, onde passa a gaivota."

Mas o melhor de tudo isso é que esses dois livros estão a disposição dos espertos leitores nas melhores livrarias do ramo. Corram.....



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

GOVERNADOR DE BRASÍLIA TEM QUE FALAR SOBRE PROPINA DO PC DO B?


 
Alexandre Garcia, comentarista da TV Globo, envolveu hoje pela manhã o ex-ministro dos Esportes e atual governador do DF, Agnelo Queiróz, no caso da propina do PC do B.
 
Agora, o ex-assessor de Comunicação de Roriz, cobre que Agnelo venha a público se explicar. Shiiiiii... 

Fale governador, ou mande alguém falar

Ou pegar o avião e viajar não é politica de comunicação

19 do 10 de 2011 às 13:02

Paulo Fona

Nos quatro anos em que estive na Comunicação Social, como Secretário de Estado e Porta-Voz, jamais deixei de responder aos questionamentos da imprensa local ou nacional sobre as denúncias que existiam contra o governo Joaquim Roriz, no período 2002/2006.

Em algumas ocasiões pedia – por absoluta falta de tempo – que a matéria fosse publicada posteriormente para que pudéssemos saber quais as razões dos atos governamentais, seja de um administrador regional ou de um secretário ou mesmo de funcionário não graduado.

Isso ocorria naqueles casos em que o repórter ligava às 20 horas para ouvir o governo sobre uma denúncia que seria a manchete do jornal no dia seguinte. Ás vezes, era atendido, às vezes não. Fazia parte do jogo político e da relação de Poder entre governo e veículos de comunicação.

Mesmo assim, por diversas vezes, ouvi e rebati a acusação de que o então governo "controlava" a mídia local, o que era desmentido diariamente pela plena liberdade que os veículos tinham de informar a população sobre eventuais "malfeitos", para usar uma expressão da moda.

O que espanta, nos dias de hoje, é como o atual Governo do Distrito Federal, petista, supostamente "democrático e aberto à sociedade" esconde o governador Agnelo Queiroz e também se esconde, se omite em dar as necessárias explicações sobre o processo que responde no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a chamada "Operação Shaolin". Isso, em tempos de twitter, facebook, smartphones e todo o tipo de I (pad, phone, pod)!

Desde a campanha eleitoral de 2010 existem as denúncias contra Agnelo Queiroz e o esquema montado em sua gestão no Ministério dos Esportes e desde então o então candidato deixou de dar explicações – na campanha eleitoral preferiu recorrer à justiça eleitoral para impedir a divulgação de depoimentos de dois envolvidos, que davam testemunho de como os recursos das ONGS eram desviados.

Mas não adiantou. Como se costuma repetir, a Justiça tarda, mas não falha! As denúncias continuam sem explicação cabal contrária e criou-se no GDF uma política de comunicação em que a melhor saída é pegar um avião, sumir por uns dias e esperar que a mídia, a Justiça, e a sociedade esqueçam os fatos.

Não resolve!

Paulo Fona foi Secretário de Comunicação e Porta Voz do GDF (2002/06) e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (2007/09) e Coordenador da Comunicação da campanha de Joaquim e Weslian Roriz em 2010.

TODOS CONTRA MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL

18/10/2011 21h23 - Atualizado em 18/10/2011 21h34

Personalidades do país gravam vídeo contra projeto do Código Florestal

Idealizado pelo cineasta Fernando Meirelles, vídeo é parte de campanha.
Foco é ganhar a atenção do Senado e barrar pontos polêmicos na nova lei.

Do Globo Natureza, em São Paulo

Com o objetivo de reforçar o pedido aos senadores para que tenham cuidado ao analisar o projeto do Código Florestal, a campanha "Floresta faz a diferença", idealizada por 152 organizações ambientais do país e entidades da sociedade civil, lançou uma série de vídeo-depoimentos com atores, jornalistas e especialistas em meio ambiente.

O vídeo foi idealizado pelo cineasta Fernando Meirelles, que pediu a pessoas como Gisele Bündchen, Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Fernanda Torres e Rodrigo Santoro para gravarem de forma voluntária depoimentos com declarações contra as mudanças na legislação ambiental do Brasil.

Ao todo são 25 depoimentos, cada um com aproximadamente um minuto, que vai reforçar a campanha do "Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável", coalizão de entidades contrárias às mudanças na legislação ambiental do país.

Proteja a fauna e a flora do Brasil no novo game do Globo Natureza: Missão Bioma

O ator Wagner Moura é um dos que aderiu à campanha contra mudanças no Código Florestal (Foto: Divulgação/Floresta faz a diferença)O ator Wagner Moura é um dos que aderiu à campanha contra mudanças no Código Florestal (Foto: Divulgação/Floresta faz a diferença)

Um abaixo-assinado virtual contra a mudança do Código Florestal pode ser preenchido no site www.florestafazadiferenca.com.br. Além do site, o movimento pede a inclusão da hashtag #florestafazadiferenca no Twitter.

De autoria do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), o projeto de lei foi aprovado no último dia 21 de setembro na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, mas o texto ainda passar por outras 3 comissões, antes de ser levado à votação em plenário. A previsão é que isto ocorra na primeira quinzena de novembro.

Cientistas também fazem apelo
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Brasileira de Ciências apresentaram na última semana sugestões concretas para os senadores que analisam a proposta de alteração do Código Florestal, já aprovada pela Câmara.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

RAUL SEIXAS ELETRIZA O FESTIVAL DE CINEMA DO RIO

 
Por Luis Turiba
"-Faz o que tu queres
Há de ser tudo da lei"

"Raul – o início, o fim e o meio", filme-documentário de Walter Carvalho, que fechou ontem (17, segunda) o Festival de Cinema do Rio, tem todo o perfil para se tornar um filme Cult, desses que são permanentemente assistidos por milhares e milhares de pessoas que amam e cultuam a música de Raul Seixas.

No final da apresentação de quase duas horas, o público que lotou o Cine Odeon, na Cinelândia, aplaudiu calorosamente de pé a obra aos gritos de "Toca Raul", "Viva Raul". Caetano Veloso e Patrícia Pilar estavam entre os que vibraram.

Walter Carvalho, irmão mais novo de Vladimir Carvalho, acertou à mão. Levou perto de quatro anos para fazer o filme: dois filmando e quase dois montando. Mas conseguiu reunir com riqueza de detalhes tudo que se tinha sobre o roqueiro baiano.

Depoimentos riquíssimos sobre o autor de Gita, Ouro de Tolo, Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa e o eterno Maluco Beleza, foram colhidos por parceiros, parentes, amigos, ex-mulheres.

Falas como as do escritor Paulo Coelho, parceiro de Raul; do jornalista Nelson Mota, Caetano Veloso, Tom Zé e Marcelo Nova; além de todas as cinco ex-mulheres do cantor, especialmente o dramático e verdadeiro depoimento de Lena Coutinho, sua última viúva, que confessa ter perdido a batalha (e Raul) para as drogas.

"Raul" tem estréia marcada para o início do verão, em janeiro, e certamente atrairá esse povão apaixonado pelo seu canto, suas lições, mensagens e ensinamentos.

Assim, o Festival de Cinema do Rio, que começou há uma semana com o mito do espanhol Almodóvar, terminou com outro mito, o inventor do rock brasileiro, o baiano fã de Luiz Gonzaga e Elvis Presley, Raul Seixas. E todo o cinema, com lágrimas nos olhos, cantou "Rauuuuuuulllllll", um filme que não dá pra perder.
 
GITA
Gita

Raul Seixas e Paulo Coelho

"Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando",
"Foi justamente num sonho que ele me falou"

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado

Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar

Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou eu fui eu vou

Gita

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada

Por que você me pergunta
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água, do ar

Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim

Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor

Eu sou a dona de casa
Nos pegues pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo

Gita

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai, o avô
O filho que ainda não veio,
O início, o fim, e o meio
O início, o fim, e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio