Dhy Ribeiro será cidadã de Brasília no Dia Nacional do SambaO Dia Nacional do Samba, comemorado dia 2 de dezembro, tem muitas histórias de samba e sambistas para contar.A data foi primeiramente comemorada na Bahia, para homenagear a primeira visita do sambista Ary Barroso a Salvador,em 1940.A partir de 1963 as comemorações se estenderam para todas as cidades brasileiras.No Distrito Federal, a lei nº3.839/06, de autoria da deputada Eliana Pedrosa, inclui o Dia nacional do Samba no calendário de eventos do DF.Cabe as secretarias de Turismo e Secretaria de Esporte e Lazer a elaboração de orçamento para a cobertura das despesas inerantes às comemorações.A sambista Dhy Ribeiro, natural do Rio de Janeiro e criada em Salvador, é radicada em Brasília há mais de 20 anos, despontou para o sucesso nacional aqui na capital.Aqui constituiu família e reside no Guará.A Câmara Legislativa do Distrito Federal, proposto pela deputada Elina Pedrosa , prestará homenagem à sambista lhe concedendo o título de Cidadã Honorária, no próximo dia 3 de dezembro (SEGUNDA-FEIRA), às 21 horas,como parte das comemorações do Dia Nacional do Samba.Será um grande encontro de bambas do samba,com as escolas Acadêmicos da Asa Norte e Aruc, prestando,também ,homenagens a Dhy Ribeiro,que levou o samba para fora de Brasília e do país.As comemorações no dia 2 de dezembro serão na Esplanada dos Ministérios com Dhi Ribeiro, Jorge Aragão entre outros sambistas de renome nacionalZuleika lopes/99322442/32642442Dhy Ribeiro-78196518
terça-feira, 27 de novembro de 2012
DHY RIBEIRO HOMENAGEADA NO DIA NACIONAL DO SAMBA
VENHA MOSTRAR SUAS URGÊNCIAS NO "INTER-AGIR"
Ciclo Inter-Agir abre inscrições para "Mostra Cênica" e convoca para o palco urgências, inquietações e atitudes do mundo contemporâneo
Rio de Janeiro, 27 de novembro - O "Inter-Agir – na rua, na rede, na cena contemporânea", ciclo de debates e performances realizado no Oi Futuro do Flamengo desde setembro, encerra sua programação neste mês de dezembro com a "Mostra In Cena Múltiplos Palcos", que será realizada no próximo dia 4.
A ação multicultural foi concebida pela produtora e pesquisadora Ana Lúcia Pardo e conta com patrocínio da Oi e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
A ideia, segundo Ana Lúcia Pardo, é abrir o espaço do Oi Futuro para os novos artistas com novas linguagens apresentarem "suas urgências, provocações, chamamentos à ações, atitude e inquietações." Vale qualquer tipo de performance: a teatral, a poética, a de novas linguagens e intervenções artísticas", anunciou Ana Pardo.
"Se lhe dessem quinze minutos para falar do mundo, da sua realidade, do seu entorno, o que você faria? Que urgência lhe inquieta e instiga neste momento a ocupar a cena, o palco? Que caminhos, que proposta, que ações, o que dizer? Como dizer? Como capturaria a presença do outro para o encontro, para a troca?", questiona a coordenadora do projeto.
COMO SE INSCREVER
O "Inter-Agir" terá uma comissão de seleção das cenas. A produção oferecerá estrutura de luz, som e projeção, a ser detalhada após a aprovação dos projetos. As inscrições para participar do "Mostra In Cena Múltiplos Palcos" poderão ser feitas de hoje a sábado, dia 1º de Dezembro.
Para inscrever sua ideia, urgência, ação, intervenção, cena, poesia, performance ou apresentação com novas tecnologias, responda, em até 10 linhas, a pergunta: "Qual a sua urgência? O que te inquieta a ocupar a cena e que transformação quer provocar?".
Envie sua resposta, junto com a ficha de inscrição que pode ser baixada neste link, para o endereço mostra@ciclointeragir.com.br e venha participar e ocupar a cena.
Mais informações: www.ciclointeragir.com.br.
O QUE PROCURAMOS
Para a "Mostra In Cena Múltiplos Palcos", não estamos procurando somente propostas fechadas, com acabamento definido. Queremos estimular o experimentar, testar, ousar e refletir. Dar espaço para novas abordagens, que tragam novas vivências e inquietações.
Para inscrever sua ideia, urgência, ação, intervenção, cena, poesia, performance ou apresentação com novas tecnologias, responda, em até 10 linhas, a pergunta: "Qual a sua urgência? O que te inquieta a ocupar a cena e que transformação quer provocar?".
O QUE É O "INTER-AGIR"
A proposta do ciclo "Inter-Agir" foi, ao longo desses quatro meses de 2012, trazer para o debate público e a cena contemporânea a potencialidade da prática, da ação e do movimento cultural, com reflexões e criações a partir de duas questões fundamentais que atravessam e se misturam: interação e atitude.
Artistas, criadores e pensadores da moderna cultura multimídia digital passaram ao longo desses quatro meses pelo espaço Oi Futuro Flamengo.
No último mês, o artista multimídia alemão Florian Thalhofer desenvolveu ao longo de cinco dias uma oficina sobre o Sistema Não Linear Korsakov, para fazer documentários cinematográficos não lineares. Mais de 20 alunos fizeram a oficina experimentando o software criado por Florian e cinco projetos de cinema se concretizaram.
MAIS INFORMAÇÕES
Assessoria de Imprensa - Luis Turiba - 21-8288-1825
Coordenadora do projeto "Inter-Agir" - Ana Lucia Pardo - 21- 9588-0452
Produção: Marcela - 21-9679-2441
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
O CORPO FALA !!! ...
O CORPO FALA !!!
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
O coração infarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
BRINCANTES DE BRASÍLIA NA Feira Brasil Rural Contemporâneo
Mambembrincante anima o Espaço Brincante na feira Brasil Rural Contemporâneo, no Rio de Janeiro
Nada de jogos eletrônicos. Entre os dias 21 e 25 de Novembro, computador e videogame não terão vez na Feira mais completa da agricultura familiar e reforma agrária da América Latina, a 8ª Edição da Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo 2012.
Pais e filhos terão cinco dias na Marina da Glória, capital do Rio, para resgatar brincadeiras que fizeram parte de um passado que, hoje, parece distante diante da avançada tecnologia ao alcance das crianças. E nada como a musicalidade do grupo Mambembrincante, do Distrito Federal, para animar este espaço de felicidade na Feira, com o resgate das cirandas, canções populares e a presença dos bonecos gigantes que animam o show como o Jaraguá, o Boizinho e a Boneca Fulô.
O Espaço Brincante será um lugar de encontro de gerações. Amarelinha, tapete de quebra-cabeça, balanços de madeira e obstáculos com pneus farão parte do espaço composto por duas casas cercadas de madeira, como no interior do Brasil. Uma delas é a Casa da Leitura, onde meninos e meninas de todas as idades terão a chance de conhecer diversos autores da literatura brasileira. No Espaço Brincante, as crianças devem estar sempre acompanhadas dos pais.
Do lado de fora, a grama artificial e o parque também servem de opção para a diversão das crianças. Tudo embalado aos sons e ritmos brasileiros do grupo brasiliense Mambembrincante, que apresenta durante o evento, um espetáculo musical que remete à cultura e folclore do País.
Grupo Mambembrincante
Formado em 2000, com Chico Nogueira (vocal e viola), Léo Terra (viola e violão), Anahi Nogueira (vocais/ backing), Érika Cortêz (vocais/ backing) e Marcos Ramalho (arranjo e percussão), o Mambembrincante pratica um estilo de canto e apresentação performático, permeado por bonecos gigantes, muita dança e festa. Tendo realizado shows por vários estados brasileiros, além de turnê pela Europa em dez países, o grupo resgata a beleza da ancestralidade musical brasileira nas danças circulares, cantigas de roda, cirandas, sertanejo e moda de viola reunindo vozes e arranjos bem brasileiros.
Um show marcado pela animação, como definem os músicos do grupo, "que ninguém consegue ficar parado". Assim é o espetáculo, cheio de clássicos populares e canções da raiz brasileira que botam o público para dançar. Renomado pelo trabalho de resgate cultural, o Mambembrincante prepara o quarto CD do grupo com canções de várias Caravanas realizadas pelos interiores do Brasil, obra que leva este mesmo nome e será lançado em 2013. Tendo participado de grandes feiras populares como as de Mariana (SP) e Ouro Preto (MG), além de interpretar o Hino Nacional acompanhados por Lia de Itamaracá em forma de ciranda na posse da presidente Dilma Roussef, o grupo traz ao Rio algo há muito perdido pela excessiva urbanidade e modernidade dos tempos atuais.
Serviço: Shows Mambembrincante – 23/11 às 20h00 e 25/11 às 19h00
Espaço Brincante – Feira Brasil Rural Contemporâneo – Marina da Glória
Assessoria de Imprensa: Vinicius Borba –(61) 8551 1075/ (61) 81698150Vinícius BorbaJornalismo, produção cultural e assessoria de comunicação
(61)8551 1075/ 33390782 - viniciusborba.cultura@gmail.com
viniciusborbablog.blogspot.com
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
O MULTIMÍDIA FLORIAN THALHOFER TERMINA OFICINA NO RIO
FLORIAN THALHOFER, MULTIMÍDIA ALEMÃO,
DIZ QUE "FAZER CINEMA COMERCIAL É LOUCURA"
E SE EMOCIONA AO FALAR DO BRASIL
Por Luis Turiba
Durante cinco dias - de 14 a 18 deste mês -, o documentarista e artista multimídia alemão Florian Thalhofer, inventor do sistema de criação Korsakow, um software onde é possível criar produtos audiovisuais quebrando a narrativa linear de contar histórias, está no Rio de Janeiro, onde ministrou oficina para cerca de 30 pessoas no Oi Futuro do Flamengo.
Florian Thalhofer veio ao Brasil convidado para participar da terceira etapa do projeto "Inter-Agir – no palco, na rua, na rede, na cena contemporânea", criado pela atriz e pesquisadora Ana Lucia Pardo com o objetivo de debater o uso de linguagens artísticas e experimentais na era cibernética.
Da oficina de Thalhofer, nasceram cinco projetos de filmes documentais: 1- O Pólo Indígena Maracanã, sobre indígenas que ocupam o terreno onde funcionou o Museu do Índio, próximo ao Maracanã; 2- um making off da própria oficina; 3- O trânsito no Rio a partir do Túnel Rebouças; 4- Uma história de amor; 5- Sonhos e suas múltiplas leituras.
A atriz e pensadora Sonaira D´Ávila, que prepara artistas para atuarem nos veículos audiovisuais (TV, youtube, etc) e uma das coordenadores da oficina, acha que a vinda de Thalhofer ao Brasil preencheu um vazio no audiovisual brasileiro: "Ele apresentou um sistema que permite múltiplas visões de como podemos contar uma história e o Brasil estava defasado em relação a isso".
O publicitário Patrick Accioly também se entusiasmou com a oficina: "Florian não só criou um software que quebra os paradigmas do audiovisual, como também introduziu um novo conceito de se fazer arte. A própria internet funciona de uma maneira não linear. No hiper-link existe certa aleatoriedade, trabalha-se muito com a dinâmica da fragmentação."
Outra entusiástica do software Korsakow é a inglesa Vik Birkbeck, militante de causas sociais. Ela coordenou o projeto sobre os índios que fundaram um pólo no antigo Museu do Índio no Maracanã. "O software tem um formato simples e deve ser usado especialmente em transmissões on-line. Ele é totalmente interativo", afirma ela.
Na oficina, o projeto que deixou Florian Thalhofer mais feliz foi o filme "Sonhos" de Vanessa Rocha, estudante de Artes Visuais da UERJ. Ela trabalhou em parceria com Cacau Borreto, ator e diretor de teatro, para quem "nos sonhos, a ordem dos fatores não altera o produto".
Para Vanessa Rocha, o software de Thalhofer "explora a estética do sonho. Assim, Korsakow e sonho formam um par perfeito. Vou levar essa lição para o resto da minha vida". Florian Thalhofer concordou com ela: "essa nova geração já nasce com o pensamento não linearizado."
Leia em seguida a entrevista de Florian Thalhoder após as apresentações dos trabalhos pelos oficineiros.
ENTREVISTA
Pergunta- Qual o fundamento que sustenta o software Korsakow, apresentado nesses quatro dias aqui na oficina do projeto "Inter-Agir"? Onde nasceu e como foi criado?
Florian Thalhofer – O método Korsakow foi criador para desenvolver uma narrativa de filmagem não linear. Ele nasceu na Universidade de Artes de Berlim, onde estudei. Eu queria contar histórias pelo computador e não através dos métodos usados pelo cinema tradicional e comercial. Eis porque criei esse solftware. Para mim, fazer cinema de uma maneira comercial é loucura. Disso tenho certeza.
Pergunta – O que muda para o espectador de filmes com narrativas não lineares?
Thalhofer - Ele é obrigado a utilizar muito mais o cérebro do que quando assiste a um filme comum com início meio e fim. Ele participa e tem que assumir a responsabilidade pelo que está fazendo. Sim, porque não tem uma estrutura pré-concebida. No sistema Korsakow não tem ninguém dizendo ao espectador como ele deve pensar o filme. E quando alguém diz o que você tem que pensar ao ver um filme, seu celebro fica preguiçoso.
Pergunta – Seu software já é conhecido mundialmente. Em que países você já fez oficinas como esta que aplicou aqui no Rio de Janeiro?
Thalhofer – O Korsakow está na internet e pode ser baixado por qualquer pessoa. Mas já estive pessoalmente compartilhando esse sistema no Canadá, Japão, Singapura, Lituânia, Estados Unidos, República Tcheca, Portugal, Itália e Países Baixos.
Pergunta – O que você achou dessa sua primeira oficina no Brasil?
Thalhofer – Aqui foi um pouco difícil porque eu não conheço a língua portuguesa. Talvez por isso mesmo tenha sido uma grande experiência e eu aprendi muito também. Esperava que tivesse um dia a mais, porque o processo criativo e de edição foi um pouco lento. No entanto, entre os projetos apresentados pelos participantes, teve um que foi maravilhoso e eu não tinha visto um resultado tão bom como esse nas outras oficinas que fiz pelo mundo. Refiro-me a um filme sobre "Sonhos", apresentado por uma jovem que tem grande familiaridade com a tecnologia digital. Essa geração mais nova já nasceu compreendendo as novas maneiras de contar histórias.
Pergunta – E sobre a noite de abertura do "Inter-Agir", quando tivemos no mesmo espaço uma peça teatral transmitida pela internet; intervenções da atriz Sonaira D´Avila; e um papo com o multimídia Giuliano Chiaradia sobre a utilização do telefone celular como um instrumento para fazer documentários artísticos, além da sua participação?
Thalhofer – Muito interessante. Penso que Giuliano mostrou aspectos diferentes do uso tecnológico do telefone celular. Ele usa esse instrumento como uso o software Korsakow. A revolução digital não afeta somente os artistas. Todos são influenciados pela nova tecnologia: engenheiros, médicos, professores, políticos, psiquiatras, advogados, vendedores, motoristas. Enfim, todos começam a explorar essas novas possibilidades.
Pergunta – E do Brasil, o que você leva de recordação e quando voltará por aqui?
Thalhofer – (o multimídia se emociona ao falar do Brasil. Seus olhos lacrimejam e ele pára embargado. Depois de alguns segundos, recomeça a conversa)... Meu avô foi casado com uma brasileira. Teve três filhos. Dois ficaram na Alemanha e o terceiro no Brasil. Isso para mim é muito estranho. Alguns parentes acabaram de falecer na Alemanha. E meus parentes brasileiros vieram me assistir na noite de abertura do projeto. Enfim, acho que a parte mais legal da família está no Brasil.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
FILME BRASILIENSE VAI CONCORRER NA GRÉCIA
FLORIAN THALHOFER ENCERRA OFICINA MULTIMÍDIA NO OI FUTURO FLAMENGO
PARA MULTIMÍDIA ALEMÃO,
"FAZER CINEMA COMERCIAL É LOUCURA"
ELE SE EMOCIONA AO FALAR DO BRASIL
Por Luis Turiba
Durante quatro dias - de 14 a 18 deste mês -, o documentarista e artista multimídia alemão Florian Thalhofer, inventor do sistema de criação Korsakow, um software onde é possível criar produtos audiovisuais quebrando a narrativa linear de contar histórias, está no Rio de Janeiro, onde ministrou oficina para cerca de 20 pessoas no Oi Futuro do Flamengo.
Florian Thalhofer veio ao Brasil convidado para participar da terceira etapa do projeto "Inter-Agir – no palco, na rua, na rede, na cena contemporânea", criado pela produtora Ana Lucia Pardo,com o objetivo de debater o uso de linguagens artísticas e experimentais na era cibernética.
Da oficina de Thalhofer, nasceram cinco projetos de filmes documentais: 1- O Pólo Indígena Maracanã, sobre indígenas que ocupam o terreno onde funcionou o Museu do Índio, próximo ao Maracanã; 2- um making of da própria oficina; 3- O trânsito no Rio a partir do Túnel Rebouças; 4- Uma história de amor; 5- Sonhos e suas múltiplas leituras.
A atriz e pensadora Sonaira D´Ávila, que prepara artistas para atuarem nos veículos audiovisuais e uma das coordenadores da oficina, acha que a vinda de Thalhofer ao Brasil preencheu um vazio no audiovisual brasileiro: "Ele apresentou um sistema que permite múltiplas visões de como podemos contar uma história e nosso país estava defasado em relação a isso".
O publicitário Patrick Accioly, 28 anos, também se entusiasmou com a oficina: "Florian não só criou um software que quebra os paradigmas do audiovisual, como também introduziu um novo conceito de se fazer arte. A própria internet funciona de uma maneira não linear. No hiper-link existe certa aleatoriedade, trabalha-se muito com a dinâmica fragmentada."
Outra entusiástica do software Korsakow é a inglesa Vik Birkbeck, militante de causas sociais e que coordenou o projeto sobre os índios que fundaram um pólo no antigo Museu do Índio no Maracanã. "O soft tem um formato simples e deve ser usado especialmente em transmissões on-line. Ele é totalmente interativo", diz ela.
O projeto que deixou Florian Thalhofer mais feliz foi o filme "Sonhos" de Vanessa Rocha, estudante de Artes Visuais da UERJ, em parceria com Cacau Borreto, ator e diretor de teatro. "Nos sonhos, a ordem dos fatores não altera o produto", afirma ele.
Para Vanessa Rocha, o software de Thalhofer "explora a estética do sonho. Assim, Korsakow e sonho formam um par perfeito. Vou levar essa lição para o resto da minha vida". Florian Thalhofer concordou com ela: "essa nova geração já nasce com o pensamento não linearizado."
Leia agora a entrevista que Florian Thalhoder deu após as apresentações dos trabalhos pelos oficineiros.
ENTREVISTA
Pergunta- Qual o fundamento que sustenta o software Korsakow, apresentado nesses quatro dias aqui na oficina do projeto "Inter-Agir"? Onde nasceu e por quê foi criado?
Florian Thalhofer – O método Korsakow foi criador para desenvolver uma narrativa de filmagem não linear. Ele nasceu na Universidade de Artes de Berlim, onde estudei. Eu queria contar histórias pelo computador e não através dos métodos usados pelo cinema tradicional e comercial. Daí, criei esse solftware. Para mim, fazer cinema de uma maneira comercial é loucura. Disso tenho certeza.
Pergunta – O que muda para o espectador de filmes com narrativas não lineares?
Thalhofer - Ele é obrigado a utilizar muito mais o celebro do que quando assiste a um filme comum com início, meio e fim. Ele participa e tem que assumir a responsabilidade pelo que está fazendo. Sim, porque não tem uma estrutura pré-concebida. No sistema Korsakow não tem ninguém dizendo ao espectador como ele deve pensar o filme. E quando alguém diz o que você tem que pensar ao ver um filme, seu celebro fica preguiçoso.
Pergunta – Seu software já é conhecido mundialmente. Em que países você já fez oficinas como esta que aplicou aqui no Rio de Janeiro?
Thalhofer – O Korsakow está na internet para ser baixado por qualquer pessoa. Mas já estive pessoalmente compartilhando esse sistema no Canadá, Japão, Singapura, Lituânia, Estados Unidos, República Tcheca, Portugal, Itália e Países Baixos.
Pergunta – O que você achou dessa sua primeira oficina no Brasil?
Thalhofer – Aqui foi um pouco difícil porque eu não conheço a língua portuguesa. Talvez por isso mesmo tenha sido uma grande experiência e eu aprendi muito também. Esperava que tivesse um dia a mais, porque o processo criativo e de edição foi um pouco lento. No entanto, entre os projetos apresentados pelos participantes, teve um que foi maravilhoso e eu não tinha visto um resultado tão bom como esse nas outras oficina que fiz pelo mundo. Refiro-me a um filme sobre "Sonhos", apresentado por uma jovem que tem grande familiaridade com a tecnologia digital. Essa geração mais nova já nasceu compreendendo as novas maneiras de contar histórias.
Pergunta – E sobre a noite de abertura do "Inter-Agir", quando tivemos no mesmo espaço uma peça teatral transmitida pela internet; intervenções da atriz Sonaira D´´Avila; e um papo com o multimídia Giuliano Chiaradia sobre a utilização do telefone celular como um instrumento para fazer documentários artísticos, além da sua participação?
Thalhofer – Muito interessante. Penso que Giuliano mostrou aspectos diferentes do uso tecnológico do telefone celular. Ele usa esse instrumento como uso o software Korsakow. A revolução digital não afeta somente os artistas. Todos são influenciados pela nova tecnologia: engenheiros, médicos, professores, políticos, psiquiatras, advogados, vendedores, motoristas. Enfim, todos começam a explorar essas novas possibilidades.
Pergunta – E do Brasil, o que você leva de recordação e quando voltará por aqui?
Thalhofer – (o multimídia se emociona ao falar do Brasil. Seus olhos lacrimejam e ele pára embargado. Depois de alguns segundos, recomeça a conversa)...Meu avô foi casado com uma brasileira. Teve três filhos. Dois ficaram na Alemanha e o terceiro no Brasil. Isso para mim é muito estranho. Alguns parentes acabaram de falecer na Alemanha. E meus parentes brasileiros vieram me assistir na noite de abertura do projeto. Enfim, acho que a parte mais legal da família está no Brasil.