terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

BAHIANOS FESTEJAM DIA DE IEMANJÁ

MILHARES DE PESSOAS VÃO AO RIO VERMELHO SAUDAR RAINHA DO MAR

Hoje, 2 de Fevereiro, é Dia de Iemanjá e tem festa no mar. A midialouca do Rio Vermelho será palco do coletivo
de artistas trazendo grandes nomes da nossa música mais moderna, aliado a uma feijoada beneficente para o Terreiro
Ilê Axé Omin Dá, feita por uma das maiores quituteiras da Bahia, mãe Edenis (as apresentações são gratuitas, a
feijoada custa R$ 10 e tem um numero limitado à venda - tickets já à venda).
 
Vale lembrar que um dos diferenciais da Bahia é o afeto e o prazer em compartilhar, e muito disso é herança da nossa raiz afro-brasileira, então nada mais
adequado, nesta festa, do que prestar nossa homenagem, também, a uma casa dessa tradição.

Os artistas comandam a festa e fazem sua oferenda musical à mãe d'água a partir das 13h . Vai ter Mariella Santiago,
uma das maiores cantoras do Brasil, extraordinária e plural, Lucas Santtana, um dos principais nomes da moderna música
do país, e muitos outros nomes que vem despontando em várias instâncias na nova cena baiana e brasileira, como Ângelo
Santiago, Laila Rosa, Been Leeb, os DJs Mangaio, Adriana Prates & Drunna, Bankiva e Maira (16 Toneladas), trazendo um
panorama de vários gêneros do que há de novo no Brasil.

Teremos também grandes novidades do verão baiano como o Carrinho Multimídia & DJ Missy Blecape, que faz uma releitura
dos carrinhos de café musicais da Bahia em tempos de trios eletro-eletrônicos, com o seu carrinho que é um mix de música,
vídeo, poesia material, etc, e a Escola de Samba Catarina Paraguaçu, onde todo o público participa tocando percussão em
tambores gigantes feitos de antenas parabólicas. Imperdíveis.

E vamos mantendo a tradição de que a Fonte do Boi é a rua mais deliciosa da festa do Rio Vermelho nos anos recentes.
Aguardamos vocês!

Somos a midialouca, espaço cultural e loja de CDs, DVDs e livros na
rua Fonte do Boi, 81 - Rio Vermelho - Salvador - Bahia,
ABERTA TODOS OS DIAS (INCLUSIVE DOMINGOS E FERIADOS) de 8:00 da manhã
ATÉ A MEIA-NOITE. tel: (071) 3334-2077, cel: (071) 8761-2077

www.midialouca.com.br
twitter: midialouca
skype: midialouca



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

NÃO TENHO MEDO DA MORTE, de Gilberto Gil

De Gilberto Gil


Banda Larga Cordel, de 2008,

 
http://www.gilbertogil.com.br/sec_disco_player2.php?id=649&numero=8&acao=play
 
Não tenho medo da morte
não tenho medo da morte
mas sim medo de morrer
qual seria a diferença
você há de perguntar
é que a morte já é depois
que eu deixar de respirar
morrer ainda é aqui
na vida, no sol, no ar
ainda pode haver dor
ou vontade de mijar

a morte já é depois
já não haverá ninguém
como eu aqui agora
pensando sobre o além
já não haverá o além
o além já será então
não terei pé nem cabeça
nem figado, nem pulmão
como poderei ter medo
se não terei coração?

não tenho medo da morte
mas medo de morrer, sim
a morte e depois de mim
mas quem vai morrer sou eu
o derradeiro ato meu
e eu terei de estar presente
assim como um presidente
dando posse ao sucessor
terei que morrer vivendo
sabendo que já me vou

então nesse instante sim
sofrerei quem sabe um choque
um piripaque, ou um baque
um calafrio ou um toque
coisas naturais da vida
como comer, caminhar
morrer de morte matada
morrer de morte morrida
quem sabe eu sinta saudade
como em qualquer despedida.

BELÍSSIMA HOMENAGEM AO RIO DE JANEIRO

Vejam que maravilha
 
A TAP Portugal e a Infraero homenagearam de forma diferente a cidade do Rio de Janeiro e o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no dia 20 de Janeiro, dia da cidade.

ENSAIO DO SAMBA DA BEIJA-FLOR EM BRASÍLIA

Por Luis Turiba

 

Os brasilienses que vão desfilar na Beija-Flor na madrugada de domingo (14) para segunda (15) de carnaval, cantando a fundação de Brasília e seus 50 anos, farão um ensaio especial para aprender (e apreender) o samba e os movimentos da escola na avenida.

 

O encontro será nesta segunda-feira, dia 1º de fevereiro, no restaurante Coco-Bambu, bem atrás do Pier 21, a partir das 19 horas, com a bateria da ARUC, sob o comando da animada jornalista Jane Godoy e de Silvestre Gorgulho.

 

A grande novidade será a presença da porta-bandeira Selmynha Sorriso e do mestre-sala Claudinho, durante o ensaio. Também um dos autores do samba-enredo, Dílson Marimba, estará no ensaio cantando animadamente o hino da escola para este carnaval. Eles irão ensinar os passos e as gingas aos foliões brasilienses.

 

 Selmynha deu essa breve entrevista a Jane Godoy que ora republicamos no blog.

 

P-  Faltando duas semanas para o Carnaval 2010, como estão os trabalhos de produção da Beija Flor para o desfile?

 

SELMINHA SORRISO - A Beija-Flor é uma escola campeã, e muito deste sucesso vem da disciplina e do profissionalismo com que conduzimos os trabalhos no barracão nos últimos anos. Os obstáculos e os atrasos que acontecem são previsí­veis, e dificilmente atrapalham o andamento da operação. Com a definição do enredo "Brilhante ao sol do novo mundo. Brasí­lia, Capital a Esperança", começamos a trabalhar no conceito e nos detalhes que vão embalar o desfile. Tenho que confessar que tinha uma imagem distorcida de Brasília. Mas as visitas que fizemos, ao lado de Laí­la, Alexandre Lousada, Fran Oliveira Santos e Ubiratan Silva, serviram para mostrar o lado mais belo e diverso da capital do Brasil. Levaremos para a avenida a construção de uma cidade, a história de um povo. Um enredo que vai cantar a cultura, a arte, a alegria e a saga de um sonho. Brasília é um sonho e ajudou o Brasil a ocupar uma grande região que é o Centro-Oeste.

 

P-  A escola receia que manifestações do público possam atrapalhar a

qualidade do desfile?

 

SELMINHA SORRISO - Como alguém vai se manifestar contra a Beija-Flor ou contra a epopéia da construção da nova Capital do Brasil? Não vai ser um desfile polí­tico. Nós vamos levar para a Sapucaí­ a saga de uma cidade criada a partir do sonho e da criação genial de nomes como JK, Niemeyer, Lúcio Costa, Athos Bulcão, Burle Marx e tantos outros. E mais: a Beija-Flor vai mostrar que esta é uma cidade que pulsa no ritmo de seus moradores, se ilumina por conta de seu céu, que se mostra intensa a partir de sua diversidade cultural. A cada visita que fizemos, Brasí­lia crescia diante de nossos olhos. A gente aprendeu a gostar dos candangos, das cidades satélites, dos poetas, dos sambistas da ARUC onde eu e o Claudinho fizemos vários oficinas de carnaval.

Uma coisa é certa: muita gente vai se surpreender com o que vamos mostrar. Os brasileiros tem que ver uma Brasí­lia sem os polí­ticos. Tem conhecer Brasí­lia por seus monumentos, seu urbanismo inovador, sua criação cultural, seus poetas, seus sambistas, seus repentistas. Até um dos autores do samba da Beija-Flor mora em Taguatinga, o Dílson Marimba. Gente, eu vi. Brasí­lia tem alma, tem orgulho e tem cultura.

 

P - A Beija Flor está feliz com este enredo?

 

SELMINHA SORRISO - É uma honra para a Beija-Flor ser escolhida para cantar os primeiros 50 anos de uma capital reconhecida, entre outros méritos, como Patrimônio Cultural da Humanidade. Uma cidade adorada por seus habitantes e por todos que vieram para Brasí­lia. Uma epopéia cercada de personagens, folclores, cantos, danças, culinária vindos de todos os cantos do País e que chega aos 50 anos com uma vitalidade impressionante. Brasí­lia é hoje a quarta cidade brasileira em população.

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

RECITAL EM HOMENAGEM A ARISTO FOI EMOCIONANTE

 
"O POEMA É MINHA VITÓRIA SOBRE O NADA", Ariosto Teixeira

 

Foi um recital poético como jamais se viu em Brasília.

 

Por quase duas horas mais de 200 pessoas lotaram o Café Martinica, na Asa Norte, Brasília, na noite da última terça-feira (26/01), para ouvir no mais absoluto silêncio e com muita emoção, os versos fortes e cortantes do jornalista e poeta Ariosto Teixeira, falecido no último sábado aos 56 anos.

 

O recital foi uma homenagem do grupo "Poesia na Lua" ao poeta que criou a frase: "o poema é minha vitória sobre o nada."

Foram lidos poemas do seu único livro publicado, "Poemas do front civil", publicado em 2008 pela 7 Letras, do Rio.

 

O momento mais emocionante do recital foi quando a viúva de Ariosto, Solange; e seu filho mais novo, João Manuel, subiram ao palco e leram dois poemas inéditos.

 

"Meu pai não tinha medo da doença e sempre se esforçou muito para continuar vivendo. Ele fazia muito esforço para vim aqui recitar poemas com vocês. Ele sempre chegava a ensaiar em casa para dizer seus poemas da melhor maneira possível", revelou João Manuel.

RECITAL PARA ARIOSTO TEIXEIRA FOI EMOCIONANTE

 

 
"O POEMA É MINHA VITÓRIA SOBRE O NADA", Ariosto Teixeira
 
Luis Turiba

 

Foi um recital como jamais se viu em Brasília.

 

Por quase duas horas mais de 200 pessoas lotaram o Café Martinica, na Asa Norte, Brasília, na noite da última terça-feira (26/01), para ouvir no mais absoluto silêncio e com muita emoção, os versos fortes e cortantes do jornalista e poeta Ariosto Teixeira, falecido no último sábado aos 56 anos.

 

O recital foi uma homenagem do grupo "Poesia na Lua" e de amigos ao poeta que criou a frase: "o poema é minha vitória sobre o nada."

Foram lidos poemas do seu único livro publicado, "Poemas do front civil", publicado em 2008 pela 7 Letras, do Rio de Janeiro.

 

Poemas cortantes, elegantes e de linguagem desafiadora, uma conversa permanente de Ariosto com seu estado de saúde. Por mais de 10 anos ele lutou contra uma hepatite CD e chegou fazer transplante do fígado.
 
 O momento mais emocionante do recital foi quando a viúva de Ariosto, Solange; e seu filho mais novo, João Manuel, subiram ao palco e leram dois poemas inéditos.

 

"Meu pai não tinha medo da doença e sempre se esforçou muito para continuar vivendo. Ele fazia muito esforço para vim aqui recitar poemas com vocês. Ele sempre chegava a ensaiar em casa para dizer seus poemas da melhor maneira possível", revelou João Manuel.