quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ABERTURA FESTIVA 50 ANOS DE LETRAS DA UnB- DIA 3 DE SETEMBRO




Amiga e Amigo das Letras !


Esse convite é especial (de verdade!) a você que tenho certeza gostará de compartilhar este momento tão importante dos 50 anos da criação do Curso de Letras e da Universidade de Brasília conosco. 


Dia 3 de setembro (segunda-feira) espero você lá, no espaço do CET-UnB, às 18h. Começaremos com  o Show de música e poesia "O Verso Vivo", passaremos à Sessão de Homenagens e culminaremos com um gostoso Coquetel de confraternização com a inauguração das Exposições de fotos e dos Stands culturais. 


Será uma alegria ter sua presença entre nós.


Um grande abraço,

Sylvia Cyntrão


Descrição do evento: O Simpósio "50 anos de Letras na UnB: memória e perspectivas"  acontecerá de 03 a 06 de setembro de 2012 . Com este evento o IL se propõe a promover uma reflexão ampla e consciente  -em linha com as atividades de comemoração dos 50 anos da Universidade de Brasília (1962-2012). Os três Departamentos do IL (Departamento de Línguas estrangeiras e Tradução; Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas; Departamento de Teoria literária e Literaturas) unem-se com o objetivo de recuperar a memória e também de comemorar a trajetória deste Curso, um dos fundadores da UnB. As atividades propostas para os quatro dias de Simpósio visam, também, investigar as presentes e futuras atuações acadêmicas para o melhor desenvolvimento de uma aprendizagem verdadeiramente cidadã de nossa língua de cultura, das línguas estrangeiras, respectivas literaturas e seus mecanismos de diálogo e tradução. Compreende-se a divulgação de estudos, pesquisas, inovadoras propostas metodológicas e das diversificadas atividades artísticas que vêm sendo realizadas no âmbito do Instituto, em ampla interação com os atores sociais, alvo de nossa missão pedagógica e educativa.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

JUVENAL FAZ EXPÔ INDIVIDUAL EM BELÔ

Fotógrafo mineiro Juvenal Pereira ganha a primeira individual em Belo Horizonte

Mostra reúne 4 000 trabalhos, entre texturas, paisagens e fotos de artistas como Raul Seixas e Miles Davis

por Raíssa Pena | 15 de Agosto de 2012

Juvenal Pereira/Divulgação

Raul Seixas: o cantor e compositor protagonizou um ensaio descontraído em 1988

Como fotojornalista, o mineiro Juvenal Pereira sustenta um portfólio cheio de curiosidades e registros históricos. Nascido na pequena cidade de Água Suja, hoje chamada de Romaria, ele começou a carreira como freelancer na sucursal da revista O Cruzeiro em Belo Horizonte, na década de 70. A partir de então, viajou e retratou diversos eventos e cenários brasileiros, como comunidades indígenas da Amazônia e de Mato Grosso, e uma série de personalidades nacionais. Em 1971, por exemplo, foi contratado para fotografar Milton Nascimento, Fernando Brant, Lô e Márcio Borges em Diamantina. O ensaio saiu melhor que o previsto, já que, pelas ruas da cidade histórica, eles se encontraram com Juscelino Kubitschek. O ex-presidente se juntou ao grupo em uma imagem histórica, instalada logo na entrada da exposição individual do fotógrafo, que estreia na terça (14). 

O espaço CentoeQuatro abriga até o dia 9 de setembro a primeira mostra de Pereira em Minas Gerais. Parte da 2ª Semana da Fotografia em Belo Horizonte, a exposição Poeta da Luz traz cerca de 4 000 imagens. Em um painel metálico imantado foram fixadas 3 900 delas, formando um grande mosaico chamado Mimetismo. As outras cerca de oitenta fotos estão divididas por temas. São texturas e paisagens naturais, festas tradicionais, como o Tambor de Crioula do Maranhão e os rituais de indígenas mato-grossenses, e uma curiosa série de retratos de artistas, a exemplo de Raul Seixas, Lobão, Cauby Peixoto e o trompetista americano Miles Davis. Uma instalação em homenagem ao Rio São Francisco completa a retrospectiva dos quarenta anos da carreira do artista.

Juvenal Pereira. CentoeQuatro. Praça Ruy Barbosa, 104, Centro, ☎ 3222-6457. Todos os dias, 17h às 22h. Grátis. Até 9 de setembro. A partir de terça (14).


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Epopéia de uma Sexta Feira 13 nos Aeroportos do Rio


Artur Pedro Souza, arquiteto
Uma noite feliz de quinta-feira, 12 de julho de 2012, voo de Brasília para o Rio (Santos Dumont), motivo: fazer exame admissional e levar a documentação para uma empresa no Rio, pela qual estou sendo contratado. O voo que parecia ser a viagem da concretização dos meus sonhos, do retorno à minha cidade maravilhosa, depois de 9 anos de Brasília, se transformou num pesadelo dos aeroportos do Rio.


Até o embarque no Aeroporto JK, tudo normal, nenhuma notícia de anormalidade pela voz do aeroporto nem pelo "pessoal de terra" da Webjet, companhia do meu voo. Após esperar algum tempo no saguão, o embarque se deu normalmente, no horário previsto, pouco antes do horário normal do voo, 21 h. Mal sabia o inferno que estava por vir. Embarcamos, todos acomodados, portas em automático, vamos embora... Que nada, doce ilusão...


Ai começou a novela, após uns 20 minutos parados no mesmo local, o comandante anuncia: "devido a um forte temporal que cai no Rio de Janeiro neste momento, o aeroporto Santos Dumont encontra-se fechado para pousos e decolagens, estamos aguardando novas notícias, mas é grande a possibilidade de sermos deslocados para pouso no aeroporto internacional do Galeão". Todos franziram a testa, se reajeitaram na cadeira "muitíssimo" confortável da Webjet, que nem reclinar, reclina, e começa o chá de paciência.


Meia hora depois, novo aviso do comandante: "más notícias senhores passageiros, o temporal no Rio está pior, o Santos Dumont permanece fechado para pousos e decolagens e agora também o Galeão encontra-se fechado" Que maravilha, tudo que queríamos ouvir naquele momento. Segue o ritual de paciência, fecho os olhos, tento tirar um cochilo, sem sucesso na posição vertical da "muitíssimo" confortável cadeira da Webjet. Mais meia hora se passa e novo aporte do comandante: "dessa vez trago boas notícias, o Santos Dumont abriu para pousos e decolagens, o temporal passou e dentro de alguns minutos iremos partir, para o aeroporto Santos Dumont". Maravilha era a notícia que todos queriam ouvir, soou como música nos ouvidos já impacientes dos passageiros. Os alguns minutos foram muitos e quase meia hora depois decolamos, enfim, rumo à Cidade Maravilhosa. Decolamos às 22: 30 h. Já havia se passado 1 h e 40 min do nosso embarque. O grande detalhe, nada fora noticiado antes do embarque.


Durante o voo, tudo tranquilo, nas 1 hora e 20 min normais de Brasília para o Rio, nem na descida, que achei que pegaríamos resquícios do temporal de mais cedo, nada, pouquíssima turbulência. Não seria mais tranquilo por uma notícia vinda do comandante lá pela segunda metade do voo: "senhores passageiros, o aeroporto Santos Dumont somente irá operar até as 23:30 h e nossa previsão de chegada ao Rio é às 23:45 h, portanto teremos de descer no Galeão, e já informo que embora nosso pouso esteja autorizado, o pátio está completamente lotado e teremos de aguardar bastante pois há vários voos na nossa frente para desembarcar, precisaremos ter paciência".


Eu só não imaginava quanta paciência seria necessária. Nem eu, nem os passageiros daquele voo lotado. Pousamos às 00:05 h e ai se iniciava a grande espera da noite, o grande e principal show da noite, o show da incompetência da Infraero, juntamente com a Webjet, que mostraram todo o despreparo do Brasil em seus aeroportos, às vésperas do maior evento esportivo mundial. O Santos Dumont, que normalmente opera até às 23 h, apenas, eu disse apenas, estendeu seu atendimento em meia horinha, ora, "não podemos trabalhar mais do que meia hora a mais, já trabalhamos demais por hoje, porque estender mais o horário de pousos? Deixa que o Galeão se vira". Parecia ser essa a voz que todos os passageiros que pousavam no Galeão ouviam em seus ouvidos. E olha que eram muitos passageiros, de muitos voos, de muitos lugares. No primeiro local em que ficamos "estacionados" por cerca de 40 min, não dava pra ver a situação do pátio do Galeão e ficávamos à mercê de notícias vindas do comandante.


A impaciência dos passageiros ia ganhando forças, as pessoas começavam a fazer amizades, conversar e se apoiarem umas às outras nesse momento difícil e impaciente. O comandante dá novamente o ar da graça e brada: "pedimos a todos que se mantenham sentados com seus cintos afivelados, peço que tenham paciência, e informo que existem muitos aviões na nossa frente, para estacionar e não temos previsão de parada final da aeronave, conforme nos foi passado pela torre". Foi a gota d'água para a impaciência dos passageiros começar a se transformar em revolta. Muitos começaram a bradar gritos de "eu quero ir pra casa", "vamos embora piloto" e por ai vai. Alguns mais exaltados começavam a bater nas paredes e no teto do avião, como que estivessem num trem vindo do Engenhão na final do campeonato. A comissária pedia paciência e explicava que a culpa não era deles. Em parte, ela até estava certa. Mas a Webjet cometeu dois grandes erros nesse voo. Embarcou os passageiros num voo que ela sabia que era fadado ao fracasso e ao inferno. Somente os passageiros não sabiam o pesadelo que nos aguardava, porém todo o pessoal da companhia, em Brasília, estava ciente da confusão que estava nos aeroportos do Rio, digo isso porque fui alertado pela atendente da companhia sobre uma "confusão" logo no check in. Achei que a confusão era no embarque, mas não, era no Rio. Mas e o que fizeram, embarcaram mesmo assim, seus passageiros como se nada estivesse acontecendo. Sabiam a "fria" em que estavam nos metendo e mesmo assim prosseguiram com esse ato insano. Nos meteram na "fria" e pareciam não querer nos tirar dela. O outro grande erro da Webjet foi não servir nenhuma alimentação para os passageiros em quase 5 horas e meia de voo. Nem sequer uma água ou café ofereceram. Apenas serviam água para os passageiros que pediam quase suplicando: "um copo d'água por favor". Um absurdo em meio ao caos. Durante o voo, passaram aquele cardápio que perece vir de um restaurante no Alto Leblon, com o preço surreal de R$ 24,00 por um sanduiche com refrigerante e um chocolate, quase o dobro de um lanche na maioria dos fast foods por ai. O cardápio ainda se intitula com a quase irônica frase: "vamos comer algo?" Pense numa raiva que dava olhar essa frase no cardápio a cada hora que passava.


E continuávamos lá parados no pátio do Galeão. E de vez em quando a voz quase grosseira da comissária dizia: "para sua segurança, permaneçam sentados com cintos de segurança afivelados". A essa altura do campeonato, já estavam muitos levantando, ficando no corredor da aeronave, outros apenas em pé, recostados nas suas "confortáveis" cadeiras. Foi nessa hora que o avião andou um pouco e o comandante, parecendo querer "acomodar todos nos seus assentos de volta" deu uma freada brusca, sacolejando a todos e aumentando em muito, a revolta dos passageiros que começaram a bradar gritos de: "tá de sacanagem piloto, aqui tem gente, não animais". O clima estava ficando tenso dentro da aeronave. Alguns falavam em tom de brincadeira: "vamos quebrar tudo" num claro momento de desabafo, mas ali, todos eram pessoas civilizadas e pacatas e o máximo que fizeram foi reclamar com a comissária ao sair da aeronave.


Bem, já eram 2 horas da manhã quando o comandante enfim conseguiu um local para estacionar o avião e desembarcar passageiros e malas. Todos bateram palmas, gritando: "eu não acredito" como que imitando o ídolo Ayrton Senna ao ganhar a corrida em Interlagos pela primeira vez.  Ai veio o penúltimo pesadelo da noite, sair do avião. Algo que parece tão simples se tornou mais um caos, por mais um despreparo da Infraero. Não havia ônibus suficientes para desembarcar todos os aviões que estavam pousados no Galeão. O avião se encontrava muito distante do saguão do aeroporto. Então, o "descarrego" dos passageiros começou a ser feito em uma Kombi da Webjet, que pegava cerca de 5 passageiros por vez. E ai já viu né, começou o caos do desembarque. De 5 em 5, as pessoas iam descendo da aeronave, e eles só deixavam descer quem já pegaria a Kombi. Ou seja, formou-se uma imensa fila no corredor do avião no aguardo da tão esperada Kombi que deve ter feito umas trezentas viagens do avião até o pátio. Nesse momento, eu dei graças a Deus pela única escolha certa que fiz nessa viagem, o assento nº 8. Olhei lá pra trás da aeronave e fiquei com muita pena dos passageiros que estavam nos bancos finais do avião. Provavelmente esperariam mais uma hora ali, mal acomodados, para poder enfim sair daquele pesadelo.


Peguei a tão sonhada Kombi e me dirigi ao local de retirada das bagagens. Como o desembarque estava muito demorado, todas as bagagens já esperavam anciosas por seus donos na esteira, indo e voltando, como que também pedindo pra irem pra casa. Peguei a minha mala e fui para o 3º piso, onde o pessoal da Webjet disse que haveria transporte para o Santos Dumont. Chegando lá, havia realmente um micro-ônibus e uma van, com destino ao Santos Dumont. Porém muitos passageiros decidiram lutar pelo direito de um taxi até seus destinos finais, no guichê da Webjet. Me juntei a alguns deles e fomos lutar pelos nossos direitos. Um funcionário da companhia, meio exaltado, bradava que a Webjet: "não tinha obrigação de fornecer taxi para seus passageiros, conforme legislação da ANAC" mas que eles fariam num ato de extrema bondade e caridade. Óh que meigo! Enfim, muitos contestaram que aquilo não seria um favor, e que diante daquela situação, era o mínimo que a companhia poderia fazer pelos seus passageiros, uma vez mais lembrando, que já se passavem quase 6 horas do embarque e nenhuma alimentação nos foi oferecida.


Peguei o meu voucher do taxi, e me dirigi ao 1º piso, onde saiam os taxis dessa cooperativa. Ao chegar lá, o último caos da noite, uma fila quilométrica, a qual eu não conseguia ver o início, gente gritando, discutindo, enfim, o auge do pesadelo, que me lembrou a cena do filme Titanic em seus últimos momentos. Só faltava a banda tocando jazz. Decidi não ficar naquele caos e retornei para o 3º piso, onde estavam as vans e graças ao bom Deus, uma van estava saindo naquele momento para o Santos Dumont, juntamente com mais três passageiros. Não pensei duas vezes e entrei. Enfim, uma viagem mais tranquila, do Galeão até o centro do Rio. O motorista nos deixou na Cinelândia próximo a um ponto de taxis. Eu e os outros três passageiros enfim pegamos taxis para nossas respectivas casas e às 3:30 h da manhã encerrei essa epopeia infernal, morto de cansado e tendo ainda que acordar cedo para compromissos no Rio. Moral da história: nem a Webjet e muito menos a Infraero estão preparadas para qualquer advento que ocorra na Cidade Maravilhosa. Isso parece uma piada, seria cômico se não fosse trágico. Diante de eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas que estão tão próximas de ocorrerem, uma mera chuva, aliada à incompetência das companhias aéreas e da Infraero, é capaz de transformar uma viagem de 1 h e meia em 7 h de transtornos e falta de suporte aos passageiros. Aonde vamos parar? Pelo jeito, nas pistas dos aeroportos brasileiros. Como dizia o famoso vídeo que se popularizou na web (sem trocadilhos): "Imagina quando chegar a Copa".


Artur Souza 



RAIOS DE SOLSHI

Luis Turiba

I
comer sushi
ação ninja
com os olhos
com os dedos
com as narinas

na ponta da língua
lacrimejar-se

II
lâminas de samurai
hashi de gueixa
ritual satori
kama & mesa

III
luas de enredos
bambu de bambas
sorvê-los até ficar
bêbados
em sedas
de sândalos

IV
oh sol salmão
(quão lindo)
sushi comido
em pêlo
sorrindo
shoyu meu
shoyu meu
vou buscar na barca amada
o teu i-meio

VI
bolas de neve
sóis de bonsais
paisagens Nô
jardins hai-kais

prato fêmea
...desliza
há um sorriso
de pomba-gira
na Mona Lisa
uma pitada
de raiz forte
no teu olhar
hipnotiza

VII
nenhuma alga a mais
tudo pouco & peixe cru
bolo de arroz

prato não dá pra três
ômega-sol com saquê
é par de dois

sábado, 30 de junho de 2012

UM POEMA PARA MEU RIO DE JANEIRO

Coração de Amêndoa

... Luis Turiba

Agosto é o mês em que as amendoeiras escolheram para trocar suas folhagens.
Ficam nuas para a chegada da primavera, primeiro sinal do verão que se anuncia.
Alguns ruas do Rio ficam cobertas por essas espécies em forma de
abanos, balões imaginários e corações alados.
Abanos amarelados; balões degradês e corações cor de vinho quase
encarnados. Alguns lindos, inesquecíveis.
Seguimos distraidamente nossos passos pisando nas folhas secas pelas
calçadas, asfaltos, paralelepípedos e vendo-as nos capôts dos carros.
Ando atento olhando para o chão para não pisar nos corações secos,
cortados, amassados, desfigurados, descoloridos, largados, safenados,
triturados e perdidos que caem das amendoeiras dando seus últimos
suspiros antes que algum gari a serviço da limpeza pública recolha-os
para um triste fim em algum aterro sanitário da Comlurb.

Agora coração: no ano que vem, novas pulsações.Ver mais

--
Ou a gente se Raoni
Ou a gente se Sting

Luis Turiba

terça-feira, 26 de junho de 2012

GILBERTO GIL FAZ 70 ANOS, COM A CABEÇA TROPICALISTA

Quando indicado para ser ministro da Cultura do presidente Lula,
Gilberto Gil parou para pensar e chegou ameaçar não aceitar o convite.
Na época, acompanhando de perto toda a movimentação, escrevei esse
poema que lhe dedico hoje, pelos seus 70 anos

A Revolução Cultural Tropicalista

Luis Turiba

"Começou a circular o Expresso 2222
Que parte diretor de Bonsucesso pra depois"


A alegria é a prova dos nove
Mu mulher, tu tu mimi fifi zeste um escravo....
Chegou a hora desse gente bronzeada mostrar seu valor
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato insoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O mar quando quebra na praia: Viva a Vaia! Viva a Vaia!

Gil é grill
Gil no Ministério da Cultura é
O homem certo na hora do circo
Uma dádiva de Padim Padre Cícero
O poder da música no poder do risco
Uma onda azul num mar de arco-íris
Mais do que possível, é o magnífico
Mais do que previsto, é o impossível
Mais do que as verbas, os versos vivos
Mais do que o PV, o prazer no poder
Mais do que o prazer, é o por fazer
O fim da cena e o início da cena acessa
O fim do círculo e o começo da antena
A parabólica lep-top do poeta da raça
Uma banda dada dentro da banda larga
Não representa partidos, mas é inteiro
É o planetário global bem brasileiro
O fim do mito que o artista não administra
Mais que o sonho é o sim da senha
Para o povo fazer sua revolução cultural
Vivíssima em cada lágrima, em cada riso, em cada benção
Gil foi a utopia que esperávamos do presidente torneiro-mecânico
Um rasta sem mistério no comando do Ministério

Salve Luiz Gonzaga! Gordurinha! Geraldo Pereira! Noel Rosa!
Salve Valdir Azevedo! Pixinguinha! Clementina de Jesus!
Filhos de Gandhy e Estação Primeira da Mangueira!

Vamos lá, Gil, vá chorar e cantar com o presidente Lula
Vamos lá, Gil, poeta-maestro, diga um afiado "fico" e vá vivendo
Fique pra comandar a revolução cultural tropicalista que o AI-5 abortou
Fique pois prum filho de Legun-Edé "tudo tudo vai dá pé"
Fique e mostre por mundo como se dança um baião
No sítio do Picapau Verde & Amarelo
Fique pro Cartola e Bob Marley, por Irmã Dulce e Mãe Menininha
Fique por Caetano, Gal, Betânia, Torquato, Nara e Afonsinho
Pelos maestros Rogério Duprat, Júlio Medaglia, Rogério Duarte, Tom Zé,
Capinam, José Agripino de Paula, Jorge Mautner, Zé Celso Martinez,
Glauber Rocha, Roberto Pinho, Dominguinhos, Jorge Benjor, Milton e os
Concretistas, Rita Lee, os Mutantes são demais!!!!!
Fique pela Geléia Geral Brasileira
Pelo hip-hop e as canções gospel
Fique como voz vez e viés da grande reparação cultural
Dos 500 anos de escravidão de índios, negros, pobres & favelados
Fique, mas não pare de cantar
Suba neste talco sua alma cheira a palco como bebê de bumbum

Bem-vindo à Brasília, ministro Doce Bárbaro
O Fogo Cerrado te aguarda
Baiano planetário portelense
Bat Macumba Iê Iê
Bat Macumba Obâ Babá
Ministério sempre há de pintar por aí
Mas cultura? Ah...e a civilização, ah...
Elas que se danem. Ou não?
Fazer um gol nessa partida não é fácil, meu irmão
... Aquele abraço...

UM RECITAL CERCADO DE AMIGOS

TURIBA FAZ RECITAL NO RIO

Um ano de Rio de Janeiro. Passou rápido como um raio, um hai-kai.
Reencontrei antigos amigos(as). Fiz novas amizades. Então, temos mais
um motivo para celebrar a vida com vinho, papo e poesia. E você está
convidado(a) para esse meu primeiro Recital de Poesia no Rio.

Agendem-se, vossa presença é importante. O convite foi feito por Suzana
Vargas. Aceitei.
Será no próximo sábado, dia 30, às 16hs. Na Livraria
Estação das Letras, Rua Marques de Abrantes, 177, lojas 107/108,
próximo a estação Metrô do Flamengo.
Lerei poemas de meus livros "Cadê?", "Bala", "Meiaoito" e o infantil
"Luísa Lulusa, a atriz principal." Papearemos e autografarei livros.
Meu amigo Carlos Nico do Cavaco fará uma participação especial,
tocando e cantando sambas de nossa autoria.

Nós vemos lá.