Frase do dia

"Não tem nada acertado, mas tá tudo certo"
Luis Turiba

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

BENJOR ANIMA O CORUJÃO DA POESIA

 
RECITAL DE POESIA VOLTARÁ A ACONTECER NA TERÇA-FEIRA GORDA. TODO MUNDO LÁ, FANTASIADO
 
Foi sensacional e contagiante, o maior barato mesmo, o 'CORUJÃO DA POESIA" que acontece toda terça-feira, de meia-noite às seis da manhã, na Livraria do Leblon, sob o comando animadíssimo de João Luís Corujão e do cantor e compositor Jorge BenJor, o Jorge Maravilha de "Chove Chuva", TajMaral"  e "Fio Maravilha" e tantas outras canções e hits que embalam o inconsciente coletivo brasileiro.
 
Durante toda a madrugada, poetas e músicos se revezam num espaço nobre da livraria para ler poemas e mandar canções. No final, BenJor faz uma roda, onde ele e alguns de maior competência levam uma música básica baseada no refrão "Corujão da Poesia" e os poetas vão entrando e soltando seus versos de maneira mais livre possível. O  resultado é performático e encantador. Ninguém fica parado ao embalo de BenJor.
 
Na madruga da última terça-feira, a  noite começou com uma magnífica homenagem a Fernado Pessoa. O poeta Refael Azevedo recitou por quase 20 minutos e de forma esplendorosa o poema "Tabacaria",  assinado pelo heterônimo Álvaro de Campos. Foram lidos sonetos e Sady Bianchin mandou alguns de seus belos poemas. Antes do final,João leu um significativo poema de Mandela que emocionou a todos os presentes. No final da noite,o músico Lê Andrade, aquele que criou uma versão reggea-inglesa para o Hino do Flamengo, animou  a festa com versões em inglês de históricas marchinhas do carnaval carioca. Como havia sido anunciado, o recital só terminou nos primeiros raios de sol. Inesquecível!  

LÍNGUA À BRASILEIRA

Poema que recitei no CORUJÃO DA POESIA
 
Luis Turiba
 
 
Ó órgão vernacular alongado
hábil áspero ponteado
móvel Nobel ágil tátil
Amálgama lusa malvada
degusta deglute deflora
mas qual fora antropofágica
salva a pátria mal amada
 
Língua-de-trapo Língua solta
Língua  ferina Língua douta
Língua cheia de saliva
Saravá Língua-de-fogo e fósforo
Viva & declinativa
Língua fônica apócrifa
Lusófona & arcaica
Crioula Iorubaica
 
Língua-de-sogra Língua provecta
Língua morta & ressurecta
Língua tonal viperina
Palmo de neolatina
Poema em linha reta
Lusíadas no fim do túnel
Caetano não fica mudo
Nem "Seo" Manual lá da esquina
 
Por ti Gueras Errante, afro-gueixa
O mar se abre o sol se deita
Por Mários de Sgarana
Por magos de Saramagos
Viva os lábios!!
Viva os livros!!
Dos Rosas Campos & Netos
Os léxicos, Andrades, os êxtases
Toda a síntese da sintaxe
Dos erros milionários
Desses malandros otários
Descartáveis de gorjetas
 
Língua afiada a Machado
Afinal, cabeça afeita
Desafinada índia-preta
Por cruzas mil linguageiras
A coisa mais Língua que  existe
É o beijo da impureza
Desta Língua que adeja
Toda brisa brasileira
 
Por mim,
              Tupi,
                      por tu, Guesa

BENJOR ANIMA O CORUJÃO DA POESIA

 
RECITAL DE POESIA VOLTARÁ A ACONTECER NA TERÇA-FEIRA GORDA. TODO MUNDO LÁ, FANTASIADO
 
Foi sensacional e contagiante, o maior barato mesmo, o 'CORUJÃO DA POESIA" que acontece toda terça-feira, de meia-noite às seis da manhã, na Livraria do Leblon, sob o comando animadíssimo de João Luís Corujão e do cantor e compositor Jorge BenJor, o Jorge Maravilha de "Chove Chuva", TajMaral"  e "Fio Maravilha" e tantas outras canções e hits que embalam o inconsciente coletivo brasileiro.
 
Durante toda a madrugada, poetas e músicos se revezam num espaço nobre da livraria para ler poemas e mandar canções. No final, BenJor faz uma roda, onde ele e alguns de maior competência levam uma música básica baseada no refrão "Corujão da Poesia" e os poetas vão entrando e soltando seus versos de maneira mais livre possível. O  resultado é performático e encantador. Ninguém fica parado ao embalo de BenJor.
 
Na madruga da última terça-feira, a  noite começou com uma magnífica homenagem a Fernado Pessoa. O poeta Refael Azevedo recitou por quase 20 minutos e de forma esplendorosa o poema "Tabacaria",  assinado pelo heterônimo Álvaro de Campos. Foram lidos sonetos e Sady Bianchin mandou alguns de seus belos poemas. No final da noite,o músico Lê Andrade, aquele que criou uma versão reggea-inglesa para o Hino do Flamengo, animou  a festa com versões em inglês de históricas marchinhas do carnaval carioca. Como havia sido anunciado, o recital só terminou nos primeiros raios de sol. Inesquecível!  

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MORRE EM SAMPA CANTOR SERTANEJO PENA BRANCA

José Ramiro Sobrinho morreu ontem à noite de infarto, aos 70 anos de idade.

Morreu em São Paulo o cantor Pena Branca, da dupla sertaneja Pena Branca e Xavantinho. São quase 50 anos de estrada, gravando com nomes como Fagner, Milton Nascimento.

José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, morreu ontem à noite de infarto, aos 70 anos de idade.

Nascido em Uberlândia, em Minas Gerais, Pena Branca trabalhou na roça quando jovem. Com 23 anos começou a cantar ao lado do irmão Ranulfo, mais conhecido como Xavantinho.

Em 1968 a dupla desembarcou em São Paulo para tentar a vida artística. Vieram os festivais, os prêmios e o reconhecimento como uma das melhores duplas sertanejas do país. Em 1999, Xavantinho morreu e Pena Branca seguiu carreira solo.

A dupla deixou como legado músicas próprias e canções tradicionais do folclore brasileiro, como Cálix Bento.

Em sua carreira solo, Pena Branca ganhou um Grammy latino. Os horários do velório e do enterro ainda não foram definidos.

MUIÉR MUIÉR MUIÉR ... HIT DO CARNAVAL CARIOCA

Música de Neguinho da Beija-Flor coloca a mulher no centro do universo e no carnaval carioca. É a música mais tocada nos blocos  e nos bailinhos.
 
Compositor da Beija-Flor se reuniu com líderes femininas, fez mudanças na letra exaltando a mulher,  mas o povo só canta a letra  original que é assim: 
 
MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR
MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR
 
UMA MUIÉR
DUAS MUIÉR
TRÊS MUIÉR
QUATRO MUIÉR
CINCO MUIÉR
SEIS MUIÉR
SETE MUIÉR
OITO MUIÉR
NOVE MUIÉR
DEZ MUIÉR
 
MUIÉR.......
 
MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR MUIÉR
 

JOÃOSINHO TRINTA VISITA A ARUC


 

Joãozinho Trinta prestigiou ensaio da agremiação do Cruzeiro

 

O barracão da ARUC (Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro) recebeu uma ilustre visita na noite do último domingo (7). Em visita ao ensaio da quadra da escola, que faz parte do grupo especial do carnaval do DF, Joãozinho Trinta foi o convidado de honra da noite.

 

A escola, que traz como enredo "Brasília Mística – Os mistérios da capital dos sonhos" para o Ceilambódromo na noite do dia 16, está em busca de seu 30° título do carnaval candango. O próximo ensaio da agremiação acontece na quinta-feira (11), a partir das 19h na quadra da escola que fica na Área Especial do Cruzeiro, n° 08.

 

Para Joãozinho Trinta o carnaval da cidade está em pleno desenvolvimento. "Eu sou cidadão honorário de Brasília. Decidi morar e quero trabalhar muito com a produção cultural da cidade... O carnaval de Brasília está em franca expansão e precisa de pessoas que possam cuidar com carinho desta grande festa. Estou disposto a fazer este trabalho porque é o que eu sei fazer, é o que eu sempre acreditei. Brasília deve ser, além da capital federal, a capital cultural do Brasil."

 

Os passistas estão entusiasmados com a possibilidade da conquista do trigésimo título. Seguindo Scarlet (18), "Este ano vamos com força total para conquistar a trigésima estrela!".

 

Ivan Pessoa, que faz parte da bateria da escola, destacou a ligação que todos têm com a agremiação." Estou há 4 anos na bateria mas sempre frequentei a escola. Todos os que chegam aqui ficam. As pessoas aqui fazem o samba porque gostam, isso é o que nos prende."

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

BEIJA-FLOR PREPARA MIL SEGREDOS PARA O DESFILE NA SAPUCAÍ

 
Por Luis Turiba
O último ensaio da Beija-Flor na Marques de Sapucaí, sábado passado, serviu para que mestre Laíla, diretor de carnaval da escola que terá Brasília como seu enredo, possa ao longo desta semana avaliar e corrigir as últimas falhas na harmonia para o grande desfile de domingo de carnaval, às cinco da madrugada.

O samba é empolgante e os componentes da comunidade de Nilópolis estão animadíssimos e prometem um desfile memorável com muitas surpresas, especialmente da Ala que irá representar os candangos  que construíram Brasília. Com suas fantasias esfarrapadas e representativas da grande aventura brasileira no final dos anos 50, os carnavalescos certamente arrancarão risos, choros e aplausos dos que assistirem ao desfile.

Quase 40 mil pessoas assistiram ao ensaio da Beija-Flor mas ninguém vaiou ou protestou contra os escândalos da corrupção no GDF. Esse não é assunto que interesse ao carioca que vibra com as escolas de samba do Rio.  

Segundo o site www.carnavalesco.com.br, o ensaio não foi bom mas diretor Laíla ficou satisfeito com o desfile simulado: "O ensaio foi muito proveitoso. Acompanhei toda a escola e não vi nada de errado. O Neguinho tem um compromisso que não podia faltar no interior de São Paulo e por isso não está aqui hoje - contou Laíla.

A comissão de frente, comandada por Gislaine Cavalcante, apresentou coreografia diferente do primeiro ensaio e os 14 componentes do sexo masculino usaram uma corneta. Ao centro, uma mulher que fazia movimentos que lembravam um pássaro. Sem erros, mas com pouca ousadia, os componentes fizeram boa apresentação na primeira cabine de julgadores.
Em seguida, Claudinho e Selmynha Sorrisoz apresentaram o tradicional bailado de um casal de mestre-sala e porta-bandeira, com elegância, simpatia, cortejo e entrosamento. A dupla, na primeira cabine de jurados, fez uma apresentação segura e simpática, saudando o público. Os dois foram acompanhados por rapazes vestidos de capa e cartola. - Chorei de emoção. A escola cantou e o público correspondeu. Acredito que fizemos um bom ensaio. Felizmente, deu tudo certo entre eu e o Claudinho - disse a porta-bandeira.

Ainda próximo à primeira cabine, um espaço se formou logo atrás da ala das baianinhas. No lado esquerdo, alguns componentes não preenchiam toda a extensão e deixavam pequenos vazios na pista. Uma cena curiosa marcou ainda o ensaio da Beija-Flor. Uma das componentes da segunda alegoria, sinalizada com placas, falava ao celular enquanto passava pela Marquês de Sapucaí. E foi devidamente advertida por um dos diretores de harmonia da escola.

Em geral, a Beija-Flor teve um bom canto, talvez inspirado pelo samba. Mas nem todos os foliões estavam com o samba na ponta da língua. Muitos integrantes da ala Tom e Jerry passaram pela pista animados, mas sem cantar.

A bateria fez boa entrada no segundo recuo. Na fase final do ensaio, quando o carro de som ficou próximo dos ritmistas, os Mestres Plínio e Rodney decidiram ousar e fizeram quatro paradinhas. - O ensaio foi bom, com cadência do início ao fim. Fizemos quatro paradinhas no final do treino porque tínhamos o apoio do carro de som, que estava próximo da bateria. A afinação também agradou, perfeita - comemorou Mestre Rodney, que este ano estreia como um dos primeiros diretores de bateria da azul-e-branco.

De acordo com ele e com o metrônomo do SRZD-Carnavalesco, o ritmo começou com 144 batidas por minuto e depois se manteve em 143 batidas por minuto. A Beija-Flor será a última a desfilar no domingo de carnaval.