Luis Turiba
Na roda, Renatinha Jambeiro soltou sua voz e rodou a baihana.
Na roda, Renatinha Jambeiro soltou sua voz e rodou a baihana.

Divulgação
FAMOSIDADES
MAIS: Paul McCartney manda recado para brasileiros: "Nos vemos aí"
Por FAMOSIDADES
RIO DE JANEIRO - Mais um show entrou para a lista das apresentações históricas no Brasil. Desta vez, o ex-beatle Paul McCartney fez sua reestreia no país (o último show do cantor foi há 17 anos) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Mesmo a cidade não sendo roteiro de shows internacionais, que geralmente são feitos no eixo Rio-São Paulo, o Estádio Beira-Rio, onde a apresentação foi realizada, reuniu 50 mil pessoas, onde algumas milhares delas aguardavam o cantor desde o início da semana, acampadas em filas.
O único imprevisto observado foi a substituição do show de abertura. Estava previsto para que a dupla sertaneja Kleyton & Kledir abrisse o evento. Porém, por "problemas técnicos", eles não desistiram na sexta-feira e quem entrou no palco foi o DJ Pic Schmitz, junto do saxofonista Vinicius Neto e o guitarrista Fred Mentz.
Paul McCartney arriscou algumas frases no início do show, que começou às 21h05. "Boa noite, Porto Alegre. Boa noite, Brasil. Hoje eu vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês. Obrigado, gaúchos."
Como já havia demonstrado anteriormente, Paul esbanjou simpatia e soltou o vozeirão. As clásssicas músicas do ex-Beatle foram cantadas, levando os fãs ao delírio. "All My Loving", "Drive My Car", "Long And Winding Road", "My Love" (música que Paul comp}os para a esposa Linda, falecida em 1998). E finalizou a apresentação – que durou quase três horas – com "Hey Jude". O cantor autografou o braço de duas fãs, voltou após a platéia pedir "bis" e ao retornar ao palco, veio acompanhado de uma bandeira brasileira com a frase "Ah, eu sou gaúcho!" e cantou "Day Tripper" e "Get Back".
Acompanhe o Famosidades no Twitter: http://twitter.com/Famosidades
| Eraldo Peres/Divulgação/ Fotos: Editora Sinhá Produções/Divulgação |
![]() |
| Poetas "brasilienses": a diversidade de estilos marca os versos do pessoal do grupo OiPoemas |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
DVD
História de resistência e irreverência
Vídeo sobre o Sindicato dos Jornalistas do DF evoca lutas políticas e culturais, como a criação do Pacotão
· Viviane Marques
Especial para o Correio
|
|
| |
| Luis Turiba: "Essa memória dos anos de chumbo precisa ser contada" |
|
|
| |
| MEMÓRIA DO SINDICATO |
|
|
O Boldo Bar, uma tapera nos fundos do terreno do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), é palco de algumas histórias divertidas contadas no DVD Cadê o sindicato que estava aqui?, primeira etapa do projeto Memórias do Sindicato dos Jornalistas do DF. Sob coordenação do jornalista Luis Turiba e do produtor audiovisual Maxtunay França, o vídeo será lançado hoje, às 19h30, no Sesc do Setor Comercial Sul. O filme lembra alguns fatos marcantes da história da instituição, entre eles a criação do Clube da Imprensa e do bloco carnavalesco Pacotão, bem como a eleição de Carlos Castello Branco, o Castellinho, seu primeiro presidente.
A demolição da antiga sede foi o mote para que veteranos das redações brasilienses se reunissem em torno de "causos" e contassem histórias pessoais que se enredam com suas trajetórias profissionais. "Ali aconteceram muitas lutas, assembleias históricas. Além de registrar o momento das máquinas derrubando o prédio, aproveitamos para ouvir ex-presidentes e conhecedores dessa história, como Clóvis Senna e Rubens de Azevedo Lima", explica o jornalista Luis Turiba, responsável pelo conteúdo do filme.
O terreno do Setor de Indústrias Gráficas onde ficava o sindicato foi vendido para uma construtora e no local já está sendo erguido um edifício comercial. Lá, ficará instalada a nova sede do sindicato — que está funcionando, provisoriamente, no Clube da Imprensa — e salas comerciais, algumas cedidas a ele em pagamento e cujos aluguéis gerarão renda à instituição.
Uma curiosidade diz respeito ao próprio título do documentário, que seria Por dentro da máquina de escrever. Um dia, no entanto, depois da demolição do prédio, Turiba passou, acompanhado de uma amiga, em frente ao terreno, e percebeu um grande buraco prestes a receber fundações. Ela, sem saber do que se passava, soltou a frase: Cadê o sindicato que estava aqui?. Foi difícil resistir à deixa que deu o nome final do filme.
Dividido em capítulos, numa ordem quase cronológica, o filme tenta fugir do registro puro e simples. O som (já ausente das redações) das batidas no teclado da máquina de escrever introduz os capítulos, acompanhado de poemas do curitibano Paulo Leminski. Imagens de arquivo, músicas incidentais também entremeiam os depoimentos de 15 veteranos jornalistas locais, cujas falas foram colhidas em clima informal. Foram duas rodadas de entrevistas: a primeira, num café da Asa Norte; a outra, no Clube da Imprensa.
O Boldo Bar, por exemplo, era o ponto de encontro antes e depois das assembleias. Em 1989, como o prédio do sindicato estava sendo usado como passagem para frequentadores do bar, resolveu-se erguer um muro separando as duas construções. O fato gerou um editorial, publicado no Correio, em que jornalistas protestavam, comparando a recente queda do muro de Berlim à malfadada parede que dificultava o acesso ao bar.
Uma dificuldade enfrentada por Turiba foi o levantamento documental — fotos, vídeos e outros documentos que contassem, por si, trechos da história do sindicato, tido pelos membros como um símbolo de resistência ao governo militar. "Quem poderia ter fotos de antigas assembleias, por exemplo, não conseguiu encontrar os negativos. Muitas imagens são do meu arquivo pessoal, outras consegui no Google", conta o jornalista, que considera o DVD a primeira etapa da recomposição da memória do SJPDF. "É uma obra em construção. Sua divulgação pode fazer com que muita gente se movimente e vasculhe suas gavetas em busca de fotos e outros registros. Essa memória dos anos de chumbo precisa ser contada. Houve material coletado que não entrou na versão final. Pode ser que o projeto continue em um livro ou em outro DVD. Esse foi o pontapé inicial, vamos ver como a turma reage", resume.
Publicação: 17/08/2010 07:00 Atualização: 17/08/2010 00:08
| |
| Teresa Cristina: homenagem a mestres como Paulinho da Viola, Chico Buarque e Caetano Veloso |
| |
| Vinicius e Tom Jobim no Catetinho: reconhecimento internacional |
|
Letícia Macedo Do G1 SP
Painel no Bixiga lembra o compositor Adoniran Barbosa (Foto: Raul Zito/G1)Nesta sexta-feira (6), é comemorado o centenário do nascimento do compositor Adoniran Barbosa, que imortalizou, em suas músicas, bairros como o Bixiga e o Jaçanã, em São Paulo. Para reviver sua história, o G1 listou alguns pontos da cidade citados nos sambas e outros ligados à sua vida.
As letras de Adoniran mesclam, com genialidade, a linguagem dos imigrantes italianos e expressões dos paulistas do interior do estado. "Muitas vezes tem-se a impressão de que a cidade é só pedra, só edifício. Porém, ela é constituída também por uma paisagem sonora. O Adoniran observa os diversos sotaques. Ele capta toda essa sonoridade e a utiliza em seus personagens e em suas canções", diz Maria Izilda Santos de Matos, que é doutora em História, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e autora do livro "A cidade, a noite e o cronista" (Edusc) .
Os sambas também mostram um retrato de uma cidade que vivia dilemas que perduram até os dias atuais, como problemas de moradia ou ligados ao aumento tráfego de veículos.
Adoniran retrata as experiências cotidianas que observava em uma cidade que passava por um intenso processo de modernização. "Ele sempre olha a cidade que está em uma perspectiva de mudança acelerada. Ele tem uma admiração pela modernidade e uma nostalgia do tempo perdido", diz a doutora em História.
Pois é mais ou menos isso que vai acontecer amanhã (terça, 4/05), com o lançamento do livro 'BEIRUTE, BAR QUE INVENTAMOS", organizado por Fernando Fonseca, com mais de 100 colaboradores.
Será no Foyer do Cine Brasília com a apresentação de um documentário sobre o mais famoso bar de Brasília.
O livro traz textos, poemas, fotos, entrevistas, teses, montagens. São 404 páginas de um trabalho editorial que já dura há mais de 10 anos. Ou como prefere definir o autor de tamanha façanha: "o livro é uma expressão coletiva daqueles que gostam do Beirute."
Nenhum outro bar, pub ou restaurante do mundo mereceu tratamento tão digno e nobre.
Para organizar o livro, Fonseca se dedicou por nove meses a recolher textos, montar um arquivo fotográfico de personagens e ambientes junto com o fotógrafo Luiz Clementino e a encontrar um montagem gráfico que acompanhasse o astral do Beirute. O livro traz também uma edição fac-simile de uma primeira edição publica em 1994.
Tive a honra de participar do livraço com texto poético-jornalístico sobre a alma dos que freqüentam o Beirute. Eis um resumo da nossa participação:
Patrimônio imaterial de Brasília
"Bar: três letras que bebem sem parar
Enquanto o mundo pulsa fragmentos
Numa verdadeira CPI da existência"
Confesso. Estes versos da abertura do poema "Glo(bar)libar" do meu livro "Bala" não foram feitos especificamente para o Beirute, o bar-restaurante mais popular e festivo de Brasília.
Mas poderiam, pois eles cabem como uma camisinha bem colocada (uma arte biruteana, por sinal) para descrever a filosofia existencial do território mais libertário da capital do País. Ou seja: tudo que existe neste planeta se fala aqui na mesa do bar, mas com um detalhe: o papo é sempre regado à cerveja, um bom uísque e muita insinuação.
É assim que o Beira cumpre sua missão de ser a verdadeira CPI da existência humana com todas as suas complexidades e pluralidade. Da mais vil fofoca de alguém que esta comendo um outro alguém a um boato ministerial que no dia seguinte irá fazer estremecer a República e fazer a Bolsa cair. Mas, já já voltamos ao assunto. Agora, sigamos falando de poesia.
Para o Beirute, na verdade, fiz um outro versinho, quase um hai-kai, que está no livro "Cadê?". Diz assim:
Noite fulmínea
Permitir-se
Soprar a última vigilância da lucidez
A Deus"
Ora, é de se afirmar que à noite biruteana foi, é e continuará sendo uma das sete maravilhas de Brasília, pois enquanto a lua brilha e as estrelas cintilam no céu infinito do Planalto Central, um happening de atitudes, conversas e posturas acontece entre suas mesas boemias e copos transbordantes de cerveja.
Isso acontece em qualquer dia da semana de domingo a quinta. Nas sextas, porém, o clima se transforma em uma quase revolução cultural francesa: liberté, fraternité, igualité. De uns tempos pra cá, vale tudo no mais libertário território GLS de Brasilia! O Beira se transmuta em Gayrute e explode em alegrias, tititis, azarações e desmunhecações de rapazes e moças e outros e outras nem tão moças e rapazes assim. Todos os credos, opções sexuais, etnias e folias juntos num tudo ao mesmo tempo agora.
Ah, mas isso sempre foi assim. Atire a primeira pedra quem nunca viveu uma noitada surpreendente, caliente, sedutora, embriagadora, louca – muito louca - no Beirute. Quem não dormiu no slipbag nem sequer sonhou e não há de saber do que estamos falando.
Reduto de diferentes tribos, as pessoas se encontram no Beira como numa praça do interior ou na Praça Castro Alves de um carnaval baiano dos velhos e inesquecíveis anos 70/80. A noite é fulminante e, ao permitir-se vivê-la em sua plenitude, acabamos por soprar a última vigilância de lucidez ao um Deus maior que toma conta da boemia, dos artistas, dos bêbados, dos apaixonados e, por que não, também dos garçons – coitados - que aturam toda essa piração com paciência, bom humor e generosidade. Isso por quatro décadas seguidas."
Do G1, com agências
O diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, de 72 anos, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o último domingo (10). Segundo boletim médico ele passará por uma cirurgia para o implante de um marcapasso nesta segunda-feira (18) às 21h. O dramaturgo foi hospitalizado "em decorrência de síncopes, cuja causa está sendo investigada", diz o boletim enviado pelo hospital na quinta-feira (14).
Corrêa está internado na Unidade Crítica Cardiológica e, de acordo com o hospital, seu quadro é estável. Ele está sob os cuidados da equipe médica do cardiologista Roberto Kalil Filho.
Valério Peguini, o produtor do Teatro Oficina - que está sob o comando de Corrêa desde a década de 60 - contou que o dramaturgo sofreu dois desmaios seguidos causados por arritmia cardíaca quando estava no Piauí em férias, entre o Natal e o último dia 9. Segundo o produtor, Corrêa deve passar por uma cirurgia para a colocação de um marcapasso e está otimista. "Ele está feliz e confiante de que ter uma melhora na qualidade de vida", diz, em nota.
José Celso Martinez Corrêa é uma das mais importantes figuras da cena teatral da atualidade. À frente do Teatro Oficina, na Bela Vista, desde a década de 60, dirigiu montagens que se destacam pela criatividade e irreverência como "Os bandidos" (2007), "Os sertões" (2001), "As bacantes" (1996).
Em 2009 sua companhia montou "Cacilda!! Estrela brazyleira a vagar", "Taniko, o rito do mar" e "O banquete", todas dirigidas por Corrêa.




Pernambucano, criado no Rio de Janeiro, radicado em Brasília. Fundou a revista de poesia experimental BRIC-A-BRAC, em Brasília, em 1985. Na poesia, tem militância ativa há mais de 30 anos. Publicou seu primeiro livreto, Kiprokó, em 1977, no Rio de Janeiro. Em Brasília publicou Clube do Ócio, em 1980, Luminares, em 1982; Realejos, em 1988; a antologia Cadê?, em 1998; e Bala, em 2005.
Atende pelo e-mail turibapoeta@gmail.com