domingo, 12 de dezembro de 2010

ESCOLHA DA "GAROTA VACA" DO CARNAVAL ESQUENTA A LAPA

12/12/2010 10h00 - Atualizado em 12/12/2010 10h07

Mulheres fazem fila para disputar concurso de Garota Vaca do carnaval

A vencedora vai ganhar um sininho e poderá desfilar à frente do bloco.
Disputa, em clima de brincadeira, atraiu advogada, engenheira e professora.

Aluizio Freire Do G1 RJ

Garota Vaca - QueilaUm das candidatas ao título de Garota Vaca,
Queila Mara (Foto: Aluizio Freire/G1)

Carnaval é época de irreverência, deboche, alegria, bom humor e muitos concursos. Com esse espírito carnavalesco, o dono de um bar da Lapa, zona de agitação cultural e eterna área da boemia carioca, decidiu lançar o concurso Garota Vaca, inspirado no nome do botequim. A escolha será feita em janeiro e a vencedora vai desfilar à frente do bloco, além de receber uma faixa, um sininho e R$ 1 para gastar como quiser, segundo o organizador.

Os frequentadores aprovaram a ideia e muitas mulheres se apressaram a fazer a inscrição. Já são pelo menos 20 concorrentes. Tudo com muito respeito, sem vulgaridade, garante o dono do botequim Vaca Atolada, Cláudio Cruz, um dos mais animados com a adesão das candidatas. "Até minha mulher se inscreveu", garante ele que também é fundador da Sociedade Carnavalesca Embaixadores da Folia.

Garota Vaca - ClaudioDono do botequim Vaca Atolada, Cláudio Cruz,
onde acontece o concurso (Foto: Aluizio Freire/G1)

Vários homens se ofereceram para participar da mesa de jurados, mas a escolha foi feita com muito critério. Entre os escolhidos até agora está o compositor de marchinhas, João Roberto Kelly, a ex-prostituta Gabriela Leite, fundadora da grife Daspu, que vende roupas confeccionadas por profissionais do sexo, e o sambista, compositor e radialista Rubem Confete, 74 anos.

Brincalhão, Confete foi logo perguntando, aproveitando-se de sua deficiência visual. "Posso apalpar antes de dar minha nota?". Cláudio disse que vai atender ao pedido. "Nunca na história deste país se fez um concurso como este, então vamos tratar a questão como inclusão social. Ele merece. Mas só ele terá essa prerrogativa", alertou.

Funk 'Tô ficando atoladinha' foi vetado
Empolgado com o concurso, Kelly fez uma concessão e permitiu uma adaptação de seu samba "Dança do bole bole". Em vez de "Gatinha que dança é essa que o corpo fica todo mole" será: "Vaquinha que dança é essa...".

Garota Vaca - Grupo de mulheresConcurso está atraindo candidatas de todas as
idades, como as amigas acima
(Foto: Aluizio Freire/G1)

O funk "Atoladinha", aquele que diz "tô ficando atoladinha", foi vetado.
Kelly, autor de tantas machinhas de sucesso - sua última composição é a "Marcha do xixi", um pito aos mijões de ruas - comemorou. "Autorizei a adaptação na hora. Carnaval é isso, brincadeira, bom humor. A ideia do concurso é genial."

Candidatas

Uma candidata que promete arrasar é a passista Queila Mara. No clima de alegria do concurso, ela não se fez de rogada e logo se apresentou, exibindo seu gingado do alto de seu 1,74 m de altura e manequim 42.

Queila, que se diz vítima de uma injustiça, já que no ano passado foi eliminada do concurso de Rainha do Carnaval por ter 44 anos — o limite permitido é 35 anos –  quer mostrar o que muita gente deixou de ver.

"Gosto muito de carnaval. O que quero é me divertir, participar dessa brincadeira com esse pessoal alto astral. Não quero que apenas o fato de ser uma profissional influencie no resultado. Aqui é um ambiente democrático", diz, num tom meio ingênuo e malicioso.

Garota Vaca - Érika Érika também topou entrar na brincadeira do
concurso (Foto: Aluizio Freire/G1)

O concurso não tem limite de idade, e muitas frequentadoras do bar entraram na fila para participar, como a administradora de empresas Vilma Carvalho, 60, a advogada Eleonora Vieira da Silva, 62, a professora Lelia Peixoto, 60, e a engenheira Angela Nazareth, 59, as mulheres mais animadas da roda de samba da noite da última quinta-feira (9).

"Somos assanhadas assumidas, mesmo. Aqui tem viúvas, separadas, mulheres independentes que querem diversão, ser feliz. Não temos que provar mais nada para ninguém. Na nossa vida, o que tinha que rolar, rolou. O que a gente tinha que conquistar, conquistamos. Agora a gente quer é brincar", defende Angela, porta voz do grupo.

A estudante de turismo, Érica Sodré, 32, também decidiu entrar no clima de disputa e sair no bloco. "Adoro blocos de rua. E esse astral do carnaval é muito bom. A gente vai se divertir", anima-se.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CLIPE "EU ERA O NOEL" CITADO NO CORREIO BRAZILIENSE

Semana cheia de homenagens

Irlam Rocha Lima
O centenário de Noel Rosa teve uma semana de comemorações em Brasília. Entre terça e quinta-feira, foi apresentada no Teatro da Caixa a série de shows Sopro de Noel, com a participação do Quinteto Pixinguinha, do mestre da flauta Altamiro Carrilho e do flautista e saxofonista Nivaldo Ornelas — todos fazendo versões instrumentais do Poeta da Vila. Na quinta-feira, no Feitiço Mineiro, o músico Cacá Pereira fez show juntamente com Sandra Duailibe cantando Noel Rosa e aproveitou para lançar o vídeo clipe da música Eu sou Noel, dirigido por Maxtunay e Luis Turiba.

Também no Teatro da Caixa, hoje, às 20h, e amanhã, às 19h, o público poderá assistir ao espetáculo Noel Rosa: 100 Anos de Roda de Sururu, com o grupo carioca Sururu na Roda, formado por Nilze Carvalho, Camila Costa, Fabiano Selek e Sílvio Carvalho. Com nove anos de carreira, o conjunto se envolveu no processo de revitalização do histórico bairro boêmio do Centro do Rio de Janeiro — escolhido por Noel, à sua época, como um dos seus lugares preferidos.

"Músicas de Noel sempre fizeram parte do nosso repertório de discos e shows. Referência importantíssima do samba tradicional, ele deixou um impressionante legado, em apenas 26 anos de vida", comenta Nilze Carvalho. "Neste show no Teatro da Caixa, vamos mostrar standards como Conversa de botequim, Feitiço da Vila, Palpite infeliz e as menos conhecidas Tantos beijos, Quem rir melhor e Tarzan, o filho do alfaiate", anuncia.

Expressão
Homenagem ao compositor, nascido em Vila Isabel, será prestada, também, amanhã, às 18h, na Livraria Cultura (Shopping Iguatemi), pelo poeta Francisco K e pelo professor Luiz Roberto Pinheiro, com entrada franca. Eles farão palestra sob o título Noel Rosa e a modernidade indecisa, na qual serão focalizadas questões que colocam em destaque a figura de Noel diante do surgimento e a consolidação do samba urbano no mercado, como expressão preferencial da brasilidade, no início do século 20.

Alguns sambas do compositor, a serem examinados pelos palestrantes, sob o ponto de vista "da crítica da cultura e de outros aportes teóricos", vão ser apresentados pelo grupo Feitio de Feitiço, formado por Ademir Martinello (voz, violão e cavaquinho), Chico Marcílio (percussão), Liliane (trombone) e Francisco K (vocal). Foram selecionados: Com que roupa, Palpite infeliz, Três apitos, Filosofia, Feitiço da Vila, Feitio de oração e Pierrot apaixonado.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

IRMÃ DE CHICO BUARQUE NO MINISTÉRIO DA CULTURA?

Deu na Folha de S. Paulo

Ana de Hollanda cresce na bolsa de apostas do MinC

Cantora entra no páreo na reta final e passa a integrar lista tríplice de favoritos; atual ministro segue cotado

PT luta para ter de volta a pasta que, no governo Lula, foi entregue ao PV, partido ao qual o músico Gilberto Gil era filiado

Ana Paula Sousa

Cantora como Gilberto Gil, um dos ministros mais populares do governo Lula, mulher como desejaria Dilma Rousseff e, ainda por cima, integrante do clã Buarque de Hollanda, Ana de Hollanda passou a ser cotada para ser a futura ministra da Cultura.

O nome da artista, que foi diretora de Música da Funarte, surgiu esta semana, após um recado que a equipe de transição do novo governo fez chegar ao núcleo petista - de que Dilma desejaria, para o ministério, uma mulher e, se possível, nordestina.

Apesar de não ter nascido no Nordeste, Ana de Hollanda surge como o nome de maior peso na disputa. Ela integra uma lista tríplice de favoritos que inclui o sociólogo Emir Sader e o também músico Wagner Tiso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

UM POUQUINHO DE NOEL!

 

Um pouquinho de Noel

 

Ana Magalhães

 

Noel de Medeiros Rosa, filho de Manoel Garcia Rosa, o Neca  como era chamado e de Martha Corrêa de Azevedo, nasceu  no dia 11.12.1910,  em Vila Izabel , no Rio de Janeiro, no dia em que passaria pelo Brasil o Cometa Harley, trazendo com ele um presságio do  Fim do Mundo e morreu num outro presságio destes pois passaria por aqui o Cometa Hermes, no dia 04.05.1937.

Nascendo e morrendo em dias de fim do mundo, acaba ficando imortal, atual e, sobretudo genial.

Em 26 anos de vida, espírito inquieto, olhos atentos ao mundo que o cerca, boêmio contumaz, amante da rua, de gente, das pessoas, da música, da poesia e da mulher, constrói uma obra de aproximadamente 400 músicas, carregadas ora de um humor sarcástico, ora da dor de uma paixão, sempre irretocável na forma e na emoção, foi retratando a sociedade, a política, a boemia e o amor, de um jeito tão singular que se fez gênio, imortal e atual. Atemporal.

Ainda menino, quando fazia um mau feito e sabia que seria pego, deixava lá um versinho se justificando ou mesmo mudando de assunto e lógico, era sempre perdoado.

Estudou no Colégio São Bento e lá era o brincalhão da turma, começando a fazer paródias com o hino nacional e outras músicas já existentes e piadas com tudo o que via ou que lhe acontecia.

Um dia teve um professor surdo e já velhinho. De repente levantava-se e dizia: profesor: posso mijar no seu bolso? Ou Posso ir lá fora comer sua mãe? Ao que o professor respondia: vá, mas volte logo.

Das muitas descobertas de Noel, a que mais o fascina são as casas onde era possível comprar por alguns mil réis, os carinhos de uma mulher. Iniciou-se aos 12/13 anos e nunca mais parou.

Daí partiu para a boemia, as madrugadas, as serenatas, rodas de botequins, aonde compõe grande parte de suas músicas.

Define o botequim com uma entidade agregadora e altamente democrática. A instituição que mais serviços comunitários presta aos homens do bairro. Mais que igrejas, clubes e delegacia, ou seja – Vende refeições fiado, empresta dinheiro, fixa nas paredes anúncios manuscritos pedindo ou oferecendo empregos, põe seu telefone a serviço dos que não têm, oferece suas mesas a quem quer que seja, dá e recebe recados, etc.

Aprendeu a tocar bandolim com sua mãe ainda pequeno, mas foi com o pai que aprendeu violão e ganhou a sua primeira notoriedade se apresentando nas festas da escola. Gostou e foi em frente pelas madrugadas afora.

Aos 19 anos entra para o Bando dos Tangarás composto de Noel, Braguinha, Almirante, Alvinho e Henrique Brito, músicos talentosos em inicio de carreira, ganhando muito pouco o que valeu a frase de Noel: "Mais vale ir almoçar em casa de um parente do que trabalhar para ganhar o insuficiente."

Com que Roupa? Marca o início do seu sucesso no mundo artístico e fonográfico concluindo que " O samba é a voz do povo, sem gramática, sem artifício, sem preconceito, sem mentira. É malicioso e ... ingênuo. O povo carioca sente a alma do samba."

Noel, pra deleite e alívio da família entra na Faculdade de Medicina mas se vê dividido entre o samba e a medicina, até que um dia escolhe e conclui que: " Como médico eu jamais serei um Miguel Couto. Mas quem sabe não poderei ser um Miguel Couto do samba?

E foi. E é até hoje. E será sempre o nosso Doutor Catedrático em SAMBA.

E Viva Noel Rosa!

 

 


 

"EU ERA O NOEL", UM CLIPE-SONHO COM O POETA DA VILA

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

QUEM FOI NOEL ROSA?

 
MILLÔR FERNANDES, na contra-capa do livro "Noel Rosa", uma biografia", de João Máximo e Carlos Didier
 
"Marco fundamental da música brasileira. Letras de simplicidade absoluta, fazendo uso da palavra com propriedade extraordinária. Humor excepcional, espontâneo, sem armação. É acultura popular autêntica."
 
DONA NEUMA, ídem
 
"Como amante da Mangueira, ligado aos sambistas da sua época, nunca deixaste a deseja. Sempre foste querido e até hoje emos saudades."
 
 

Enredo: "Noel, a presença do poeta da Vila"

Compositor: Martinho da Vila

Se um dia na orgia me chamassem
Com saudades perguntassem
Por onde anda Noel?
Com toda minha fé responderia
Vaga na noite e no dia
Vive na terra e no céu
Seus sambas muito curti
Com a cabeça ao léu
Sua presença senti
No ar de Vila Isabel
Com o sedutor não bebi
Nem fui com ele ao bordel
Mas sei que está presente
Com a gente nesse laurel

Veio ao planeta com os auspícios de um cometa
Naquele ano da Revolta da Chibata
A sua vida foi de notas musicais
Seus lindos sambas animavam carnavais
Brincava em blocos com boêmios e mulatas
Subia morros sem preconceito sociais

Foi um grande chororô
Quando o gênio descansou
Todo o samba lamentou ô ô ô
Que enorme dissabor
Foi-se o nosso professor
A Lindaura soluçou
E a dama do cabaré não dançou
Fez a passagem pro espaço sideral
Mas está vivo neste nosso carnaval
Também presentes Cartola
E o Bando dos Tangarás
Lamartine, Ismael, Aracy e outros mais
E a fantasia que se usa
Pra sambar com o menestrel

Tem a energia da nossa Vila Isabel
Tem a energia da nossa Vila Isabel

 

40 ANOS SEM JOHN LENNON

France Presse

08/12/2010 11h18 - Atualizado em 08/12/2010 11h33

Yoko Ono lembra Lennon no 30º aniversário de sua morte

'Apesar da curta vida de 40 anos, ele deu muito ao mundo', disse a viúva.
Nesta quarta-feira (8) o assassinato do ex-beatle completa 30 anos

Da France Presse

A artista plástica Yoko Ono durante passagem por São Paulo em 2008Yoko Ono durante passagem por São Paulo em
2008 (Foto: Foto: Daigo Oliva / G1)

Yoko Ono, viúva de John Lennon, lembrou nesta quarta-feira (8) os 30 anos do assassinato do ex-integrante dos Beatles, durante um show em homenagem ao artista em Tóquio.

"Hoje, neste doloroso aniversário, por favor unam-se a mim para recordar John com profundo amor e respeito", escreveu Yoko Ono no Twitter, antes do show anual de caridade.

"Apesar da curta vida de 40 anos, ele deu muito ao mundo. O mundo teve a sorte e a benção de ter conhecido John", completou.

"Mesmo hoje, continuamos aprendendo muito com ele. John, eu te amo. 2010/12/8 Yoko Ono Lennon".

Yoko Ono, que vive em Nova York, estava com o marido quando ele foi atingido nas costas por tiros em 8 de dezembro de 1980 ao lado do "Dakota", o edifício onde o casal morava em frente ao Central Park.

Lennon teria completado 70 anos no último dia 9 de outubro.