segunda-feira, 6 de setembro de 2010

SERGIO MAGGIO É FINALISTA DO JABUTI 2010



Conversas de Cafetinas é finalista do Jabuti 2010

O livro Conversas de cafetinas, do jornalista Sérgio Maggio, lançado pela Arquipélago Editorial no ano passado, está entre os 10 finalistas do 52º Prêmio Jabuti, promovido pela Câmara Brasileira do Livro. A apuração dos votos e a divulgação do resultado dessa primeira fase foi realizada nesta quarta-feira, 1º de setembro, na sede da entidade, em São Paulo. Em outubro, serão divulgados os vencedores, assim como o Livro do Ano.Conversas de cafetinas reúne oito perfis de donas de cabarés da Bahia. Na apresentação do livro, a jornalista Eliane Brum[vencedora do Jabuti 2007 na categoria reportagem com A vida que ninguém vê] diz que "Sérgio Maggio andou por ladeiras de Salvador e curvas de cidadezinhas do interior baiano para escutar não prostitutas, mas cafetinas, as mulheres no comando do prazer e da dor, administradoras de não-ditos na vida das cidades. Na esquina dessas conversas, às vezes tensas, encontram-se duas mitologias, a do repórter que veio buscar segredos, a das cafetinas que, no vício da profissão, tentam adivinhar que mercadoria agradaria mais ao freguês."


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

UMA BELA DESPEDIDA DO JORNAL DO BRASIL

FUNÉREO

Desce a última página do Jornal do Brasil
Por Joaquim Ferreira dos Santos em 31/8/2010
Reproduzido de O Globo, 30/8/2010

Descansa em paz JB que amanhã pela manhã, quando chegar às bancas a edição do dia 31 de agosto de 2010, esgota seu deadline neste vale de resmas de papel, e alguém vai gritar o definitivo "Parem as máquinas" num cantinho malassombrado da Avenida Brasil 500.
 
Penteia o teu último nariz de cera, JB, pede ao Joaquim Campelo para copidescar uma pirâmide invertida que está na página três, diz ao Gabeira para pesquisar a capa que o Alberto Dines fez do AI-5 – e desce a página para o túmulo dos grandes jornais.
 
Leva um abraço com bafo de uísque para o Zózimo Barroso do Amaral, sempre circulando entre as mesas, já sem o smoking da festa de ontem à noite, e pedindo pelo amor de Deus uma notinha. O foca dizia qualquer coisa que tinha acabado de ver na rua, para que o espírito caminhante de Zózimo sossegasse o facho e ele pudesse escrever a matéria. No dia seguinte, a notinha, um quase nada, uma bolha de sabão, estava impressa no jornal com um charme que enfeitiçaria dezenas de colunistas em gerações futuras, todos frustrados em tentar a mesma leveza e humor sofisticado, mas definitivamente sem conseguir o mesmo buquê do Zózimo.
 
Dúvida do general
 
Descansem em paz o velho atrasador de jornal, o calhau, o bandejão, o Brito's, o plantão na porta do embaixador sequestrado, e também o ascensorista Vovô, o senhor negro encaixotado o dia inteiro em sua jaula de alumínio da Atlas e que quando passava pelo andar da redação anunciava "Parque de diversões".
 
Seus antepassados tinham sido escravos, ele passara a infância capinando na roça, e não entendia que aquela gente de terno, jogando bolinha de papel amassado umas nas outras, pudesse estar trabalhando.
Acabou de rodar a última edição, JB, não se ouvem mais as Remington, mas a fumaça dos cigarros fumados por todos aqueles anos ainda toma o ambiente. Chegou a última notícia, e ela diz que é hora de tomar a saideira naquele sujinho na Leopoldina.
 
Descansa em paz pescoção das sextas-feiras, quando a turma do Esporte passava uma lista de contribuições pelas demais editorias e abria um garrafa de White Horse para que ficasse mais suave cavalgar noite adentro no dorso selvagem de títulos de três de 13. Descansem em paz Oldemário Touguinhó, Luarlindo Ernesto, nomes mais fabulosos da História do jornalismo brasileiro, superiores ao de Oderfla Almeida, o Alfredo ao contrário, que também já se foi e nunca teve a felicidade de trabalhar no JB da Condessa, da Cleusa Maria, da Susana Schild, da Norma Couri e de todas aquelas avançadíssimas moças do Caderno B, num tempo em que redação era coisa de macho.
 
Descansa em paz, Carlinhos de Oliveira, cronista atormentado de três textos semanais, muitos escritos na varanda do Antonio's, muitos de olho em alguma cocota que passava e, como já era comum no Leblon, antes mesmo de Herbert Vianna anunciar no Paralamas, elas não olhavam para Carlinhos porque, embora gênio, o cronista usava óculos.
 
Descansa em paz o dia em que a condessa recebeu a figura augusta do general Costa e Silva. Depois de atravessar com o sujeito pela redação, a condessa disse que no dia seguinte seria publicada uma reportagem sobre a visita. "Tem elogio?", perguntou o general. A dona do jornal desconversou. Disse que era uma reportagem descritiva, como são as boas reportagens. O general dispensou. "Se for assim, não precisa, eu gosto mesmo é de elogio."
 
Chamada de primeira
 
Descansem em paz todas as histórias folclóricas de redação, todos os estagiários que foram encarregados de pegar a calandra e entregar ao editorialista Wilson Figueiredo. Soltem-se todos os balões que o Alberto Ferreira, o chefe da fotografia, autor da foto da bicicleta do Pelé, esticava no chão do laboratório. Chegou a hora triste de pautar um repórter para fazer a ronda dos cemitérios e descobrir que o morto de hoje é o próprio jornal. Escreva-se o funéreo com a elegância que formou várias gerações de grandes jornalistas e ajudou a fundar o espírito de uma cidade. Sem pieguismo, que os neoconcretistas não vão gostar. Pau na máquina. Fecha com a foto da freira caída na frente do ônibus, do Evandro Teixeira.
 
Descansem em paz Wilson Coutinho, a lauda de 30 linhas e 72 toques, e mais ainda Mara Caballero, a diagramação sem fios do Amilcar de Castro, os disfarces de mendigo do Tim Lopes, o elefantinho, o ele da primeira página, os classificados de troca de casais, os velhos homens de imprensa, as estagiárias da pesquisa, a reportagem geral com 53 repórteres e o especial do Caderno B em que Lena Frias mostrou para toda a Zona Sul que do outro lado do túnel havia outra cidade cultural, o Black Rio.
 
Descansem em paz a matéria com cópia em papel-carbono, o salário ambiente, o suplemento literário, o diretor que assediou a secretária e provocou uma passeata na Rio Branco, e também o dia em que o editor jogou para o alto o juramento que fez sobre a Bíblia de Gutenberg. Ele não resistiu e colocou na primeira página de uma segunda-feira a foto daquela repórter da Geral que tinha o mais belo bumbum da redação e fora flagrada, de biquíni, em Ipanema, em toda a exibição orgulhosa de seu trunfo, pelo fotógrafo que fazia a inevitável matéria sobre o movimento das praias no domingo. Descansa em paz a lenda de que se ganhava pouco mas era divertido.
É hora de descer a última página e, como nos artigos de Dom Marcos Barbosa, reunir todos os que se formaram naquela redação para dizer muito obrigado e amém.
 
P.S.: Não esquece de chamar na primeira.

 
 

NOVO LIVRO DE CHACAL NA PRAÇA

Acabo de receber esses notícias do poeta
 
Chacal publica suas memórias e defende a utopia de viver de poesia


MAURICIO STYCER   
 Chacal vai completar 60 anos em 2011. Desde os 20, vive de poesia. Alguém poderá dizer que vive de brisa. Engano. Suas memórias, que acaba de publicar, mostram como se colocou na linha de frente dos principais movimentos culturais nas ultimas quatro décadas no Rio de Janeiro.

Como protagonista ou coadjuvante, na frente do palco ou nos bastidores, Chacal associa seu nome a diferentes mídias, da literatura ao teatro, da música ao circo. Junto com o grupo Nuvem Cigana, foi um dos responsáveis pela eclosão da chamada poesia marginal, no início da década de 70. Também trabalhou com o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, participou do Circo Voador nos seus primórdios, fez letras de música para a Blitz e criou o espaço CEP 20.000, entre muitas outras atividades.

Seu livro se intitula "Uma História à Margem" (Editora 7 Letras, 252 págs, R$ 39,00) título que diz respeito à utopia que move Chacal nestes 40 anos – a de fazer arte sem compromisso com o mercado. É, como diz, "seu vício e ofício". Em todo o percurso, entre acertos e erros, entre conquistas e acidentes, parece movido exclusivamente por este ideal.

"Uma História à Margem" é também uma espécie de "quem é quem" da cultura alternativa nas últimas quatro décadas no Rio de Janeiro. Chacal fala de centenas de pessoas com que se relacionou ao longo do tempo – em artimanhas, eventos e performances poéticas, teatrais e circenses.

Chacal ilustra episódios de sua trajetória com poemas que escreveu a respeito, dando ao livro também o caráter de antologia poética. A propósito, sua obra completa está reunida no belíssimo "Belvedere", publicado pela Cosac Naify e 7 Letras, em 2007. Uma primeira reunião de seus livros da década de 70 está em "Drops de Abril", editado pela Brasiliense em 1982 dentro da famosa coleção Cantadas Literárias.


"Creio que me tornei poeta justamente para me comunicar com as pessoas sem necessariamente estar com elas", escreve Chacal em suas memórias. Abaixo, ele responde a algumas perguntas do UOL:

UOL - Por que você resolveu escrever suas memórias? Não é cedo? Você ainda tem muito chão para percorrer, não?
CHACAL - A gente corre pra lá e pra cá feito barata tonta. De vez em quando, é preciso parar para acertar o prumo. Em 2011, faço 60 anos. Publiquei há pouco minha poesia reunida – "Belvedere". Estava na hora de começar a contar história. para ajudar quem está chegando, para perceber melhor o percorrido e começar o segundo tempo.
UOL - Você fala mais de uma vez da sua timidez, dislexia, dificuldade de estar com as pessoas, mas lendo o livro dá pra ver que você está em todos os lugares, com todo mundo. Imagine se você não fosse tímido...
CHACAL - A solidão é uma árvore frondosa, mas infrutífera. É preciso correr atrás para se alimentar. Conhecer as pessoas, trabalhar com elas, é meu prato predileto. Mas vez por outra, volto pra minha sombrinha.
UOL - Em termos culturais, pensando no Brasil, qual você acha que é o maior legado dos anos 70? E da década de 80? São períodos intensos, como se pode ler no livro, mas são importantes, ricos, do ponto de vista cultural?
CHACAL - Difícil falar de cultura fora de seu contexto. Fizemos a cultura possível num período de repressão e censura. Foram anos de atitudes, de descobertas, de sobrevivência na selva dos coturnos. Um tempo mais de gritos e sussurros do que da palavra plena articulada. Um tempo de mudança de paradigmas radical onde a arte dava lugar ao entretenimento e à indústria cultural. Tivemos que gritar a plenos pulmões para sermos ouvidos.
UOL - Você fala muito em utopia, na sua utopia, e do conflito com a realidade "do sucesso e da grana", "cultura do mercado". É possível fazer arte nesta realidade?
CHACAL - Criar é a maior especiaria da natureza humana. Mas não se cria do nada. A criação vem das coisas que você observa, mixadas às coisas que você adquire. Num mundo que tem outros valores que os seus, fica mais difícil ser ouvido. Dane-se o mundo. Só crio com o que eu creio.
UOL - Olhando pra trás, para esses 40 anos, você se arrepende de algo que fez? Ou que deixou de fazer?
CHACAL - Arrependimento não faz parte do jogo. Cada tempo, cada cabeça, uma sentença.

lançamento no BAR BALCÃO em São Paulo ( 23 / 08 / 2010)


eu e fernanda d'umbra

eu e lúcio agra trocando livros

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

XICO CHAVES, O POETA SEM-FRONTEIRA, VOLTA A UnB


Foto Regina Bittencourt
 
Luis Turiba
 
Em cerimônia simples, mais coberta de simbolismos históricos e significados culturais, o poeta multivisual e musical Xico Chaves recebeu ontem (1/9) das mãos do vice-reitor da Universidade de Brasília (UnB), professor João Batista, seu título de "Notório Saber" em artes plásticos.
 
O aluno Francisco Chaves, o nosso querido Xico (com X porque tem o outro, o Alvim, com Ch), que até de lixeiro já se vestiu comigo para fazermos performance na Bienal de Poesia de Brasília, em 2008, foi expulso da UnB pela ditadura militar em 1969 e teve que se exilar no Chile para não ser preso.
Durante esses 40 anos, ele construiu uma carreira poética e acadêmica por conta própria. Xico, portanto, volta a universidade, onde foi recebido com honras por ex-colegas e os professores Luiz Galina Neto e Nivalda Assunção, do Curso de Artes. Todos sairam ganhando: o poeta, a comunidade cultural e acadêmica e a própria UnB.
 
Xico leu um longo discurso muito legal, mas o que valeu mesmo foram algumas de suas considerações sobre a cultura no mundo atual. Anotei a que achei mais próxima da nossa realidade:
 
"A arte, como a universidade, nos tempos cibernéticos de hoje tem que assumir a transterritorialidade. É como se tudo acontecesse dentro de um processo de simultaneidade. Essa é a ruptura do século 21. As artes visuais são as que melhor podem traduzir esse sentido cultural. A arte é a própria vida com o desfazimentos de fronteiras."
 
Salve Xico. Será que entendi bem? 

NOVO LIVRO INFANTIL NA PRAÇA - Naomi e Anita e o irmãozinho


Livro infantil aborda a chegada de um irmãozinho e a diferença entre as famílias

Naomi e Anita trazem mais um personagem para suas histórias: o irmãozinho Thales


As amigas Naomi e Anita já mostraram aos pequenos leitores o valor da amizade, no livro Naomi e Anita. As duas ensinaram noções de ciência, sociedade e o respeito às diferenças entre as pessoas, na sequência Naomi e Anita e suas Descobertas. Agora, Naomi e Anita trazem mais um personagem para suas histórias: o irmãozinho Thales.

Na obra Naomi e Anita e o Irmãozinho, a autora Akemi Nitahara e a ilustradora Adriana Cascaes trabalham a questão da diferença entre as famílias, que hoje em dia não é mais, necessariamente, formada pelo núcleo pai, mãe e filhos. Temos mãe, filha, avó, avô e tia; neta, avô e avó; pai e filhos; e também, pai, mãe, filho e filha.

Thales também faz suas próprias aventuras, tem seus próprios amigos e ensina, junto com as "grandes" Naomi e Anita, como aceitar a chegada de um irmãozinho na família, o que nem sempre é tarefa tranquila.

Ele vem somar às histórias de Naomi e Anita o respeito e, principalmente, a paciência e o cuidado que é preciso ter com as crianças menores. Tudo de maneira lúdica e facilmente assimilável pelas crianças que começam a se aventurar pelo maravilhoso mundo da leitura. O texto, com personagens e situações reais, facilita a identificação do leitor com a história.

Sobre a autora

Akemi Nitahara, mãe de Naomi e Thales, é jornalista e começou a se aventurar pelas histórias infantis inspirada em seus filhos. Na Rádio Nacional há seis anos, é formada pela UnB.

Sobre a ilustradora

Adriana Cascaes, mãe de Anita, é artista plástica formada pela UnB. Ilustra a série Naomi e Anita motivada pela amizade que há três gerações une essas crianças e suas famílias.

Os personagens

Anita tem 9 anos, gosta de dançar, tocar violão, andar de bicicleta e é amiga da Naomi.

Naomi tem 9 anos, é amiga da Anita e irmã do Thales. Gosta de balé, dos Beatles e de fazer poesia.

Thales tem 6 anos, é irmão da Naomi e amigo da Anita. Gosta de esportes radicais, Le Parkour, anda de skate e bicicleta.

Thesaurus Editora
Preço: R$ 20,00
Apoio: Fundo de Apoio à Cultura/Secretaria de Cultura

COMO CONSEGUIR O LIVRO
Lançamento:
11 de setembro de 2010 (sábado), 15h
Café da Rua 8 (408 norte)
Informações: (61) 8111-4663


     

OS ALOPRADOS ESTÃO DE VOLTA

COMO NA MÚSICA DE JORGE BENJOR
 
 
"Os aloprados estão de volta
estão de volta os aloprados
os aloprados estão de volta"
 
Da série "Vamos guardar nossos estranhamentos para daqui a algum tempo"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ADOTEI UMA ESCOLA - ADOTE UMA TAMBÉM

Fotos dos professores e da professora ANA REIS
 
ADOTEI UMA ESCOLA NA PERIFERIA

Luis Turiba

Imaginem a energia de 120 crianças entre 7 e 12 anos, todas sentadinhas no pátio a espera da palavra de um poeta. Poeta? Mas que diabo será isso....

O poeta era eu cujas rimas foram compostas na esperança de agradar, fazer rir e conquistar para a magia do mundo das palavras cada uma daquelas meninas e daqueles meninos ali sentados.

Foi com estupenda emoção que Luísa Lambach, minha filha de 11 anos; e eu, enfrentamos, conquistamos e adotamos para sempre os alunos da Escola Classe n° 4 da Vila Buritis, na cidade de Planaltina, Distrito Federal. Foi uma tarde memorável em todos os sentidos.

A professora Ana Reis criou a Sala de Leitura Cecília Meireles que os alunos visitam em busca de aventuras, histórias e livros. É um trabalho de valor extraordinário que merece todos os prêmios da sociedade brasiliense e do governo do Distrito Federal. Um exemplo a ser seguido e multiplicado.

Há seis meses me correspondo com a professora e ontem (31/08), finalmente, fui à escola cumprir o ritual de adoção a que me propus. Agora, a Escola Classe nº de Vila Buritis é minha também. Ali, aprendi e aprenderei muito com alunos e professores.

Luísa, minha filha, musa inspiradora do livro "LUÍSA LULUSA, A ATRIZ PRINCIPAL" tem me acompanhado nessas visitas-recitais em escolas do ensino básico. Foi a quarta escola que visitamos esse ano. Uma experiência que a marcará pelo resto da vida.

Foi tudo de bom, show de bola, na moral. Falei e apresentei o livro "Meiaoito" que estamos publicando nesse setembro pelo FAC; da coleção OIPoema que vem por aí. Me comprometi a levar outros escritores à escola, como meus companheiros de coleção, os poetas Nicolas Behr, Cristiane Sobral, Amneres, Bic Prado, Resa e Angélica.

Recitei e cantei com a molecada. Sentei no chão, deitei e rolei para fotos e brincadeiras. Até alunos de outras escolas vizinhas estavam lá.

Sorteei livros, doei outros. Demos autógrafos, Luísa e eu. Recebemos como presente um quadro reproduzindo a capa do livro "LUÌSA LULUSA" e outro com um verso bordado. Ambos, lindos, foram para o quarto de Luísa, é claro.

Tudo isso durou cerca de duas horas. Tempo infinito e intenso, fora dos horários, momentos que não terão mais fim. Nem pra mim, nem pra eles, os alunos e os professores. A criançada, moradoras de uma periferia repleta de problemas como toda periferia brasileira, aprendeu um pouco mais sobre livros, poemas, poesia, visita e amizade.

Nunca me orgulhei tanto de ser chamado de poeta. Sou agora o Tio Poeta.