O samba é empolgante e os componentes da comunidade de Nilópolis estão animadíssimos e prometem um desfile memorável com muitas surpresas, especialmente da Ala que irá representar os candangos que construíram Brasília. Com suas fantasias esfarrapadas e representativas da grande aventura brasileira no final dos anos 50, os carnavalescos certamente arrancarão risos, choros e aplausos dos que assistirem ao desfile.
Quase 40 mil pessoas assistiram ao ensaio da Beija-Flor mas ninguém vaiou ou protestou contra os escândalos da corrupção no GDF. Esse não é assunto que interesse ao carioca que vibra com as escolas de samba do Rio.
A comissão de frente, comandada por Gislaine Cavalcante, apresentou coreografia diferente do primeiro ensaio e os 14 componentes do sexo masculino usaram uma corneta. Ao centro, uma mulher que fazia movimentos que lembravam um pássaro. Sem erros, mas com pouca ousadia, os componentes fizeram boa apresentação na primeira cabine de julgadores.
Ainda próximo à primeira cabine, um espaço se formou logo atrás da ala das baianinhas. No lado esquerdo, alguns componentes não preenchiam toda a extensão e deixavam pequenos vazios na pista. Uma cena curiosa marcou ainda o ensaio da Beija-Flor. Uma das componentes da segunda alegoria, sinalizada com placas, falava ao celular enquanto passava pela Marquês de Sapucaí. E foi devidamente advertida por um dos diretores de harmonia da escola.
Em geral, a Beija-Flor teve um bom canto, talvez inspirado pelo samba. Mas nem todos os foliões estavam com o samba na ponta da língua. Muitos integrantes da ala Tom e Jerry passaram pela pista animados, mas sem cantar.
A bateria fez boa entrada no segundo recuo. Na fase final do ensaio, quando o carro de som ficou próximo dos ritmistas, os Mestres Plínio e Rodney decidiram ousar e fizeram quatro paradinhas. - O ensaio foi bom, com cadência do início ao fim. Fizemos quatro paradinhas no final do treino porque tínhamos o apoio do carro de som, que estava próximo da bateria. A afinação também agradou, perfeita - comemorou Mestre Rodney, que este ano estreia como um dos primeiros diretores de bateria da azul-e-branco.
De acordo com ele e com o metrônomo do SRZD-Carnavalesco, o ritmo começou com 144 batidas por minuto e depois se manteve em 143 batidas por minuto. A Beija-Flor será a última a desfilar no domingo de carnaval.
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