segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SURGE UM NOVO POETA. VIVA A POESIA DE FABRÍZIO MORELO

Fabrízio Morelo: estréia será na Bienal do T-Bone

"tediário"

. A palavra não está nos dicionários oficiais, mas no vernáculo próprio dos poetas, que têm licença para grafar de maneira própria sentimentos. No caso em questão o poeta é Fabrízio Morelo e tediário o título com que ele oferece ao mercado editorial de Brasília junto com a chuva generosa deste 2011.

Advogado por profissão e poeta por compulsão de sobrevivência, Fabrízio lança seu primeiro livro no próximo dia 28 de outubro na Bienal do B, no Açougue Cultural T-Bone. Fará, na ocasião, um pequeno recital, onde dirá a que veio: declamará alguns poemas e apresentará um pouco do seu trabalho de letrista e compositor em parcerias com Sérgio Duboc e Vicente Sá.

Quem estiver lá, verá: estreante na palavra impressa, Fabrízio não é um poeta desconhecido, como destaca Vicente Sá no prefácio de tediário:

"Seus poemas e algumas letras de música já circulam na internet e rodas de samba de Brasília e de Minas Gerais." Outro parceiro, o músico Hamilton Holanda, apresenta o poeta com o conhecimento e o afeto declarados por frutos de uma amizade de 20 anos:

"Fabrizio mistura toda a sua experiência de leitor voraz e estudioso da palavra com sua paixão pela cultura popular, em especial pelo samba. Sua poesia tem ritmo, tem o balanço sincopado e bem cadenciado. Há o sofrimento, a resignação e o humos. Por vezes parece que escreve mais pelo som das palavras do que pelo signo, e isso é muito bom."

E Vicente Sá, no prefácio, completa: "O ritmo é pulsante e a palavra fui fácil, leve, como a pegada simples de um urso na floresta nativa, ou o nado de um peixe em seu riozinho esquecido lá por Minas Gerais."

Porque é em Minas que Fabrízio tem suas raízes escancaradamente expostas em vários dos poemas de tediário. Como expostas estão a paixão imedida pela filha Alice e as grandes verdades de um poeta que, como já disse Maiakoviski, é "todo coração".

Com vinte poemas organizados em quatro "capítulos" – poemas de traço, poema de assalto, poemas de amor e poemas de ocasião – tediário tem 60 páginas preciosamente embaladas em projeto gráfico e capa de Ribamar Fonseca e uma única ilustração de Gustavo H. Menezes. Sérgio Amaral fotografou o poeta.

Como disse Hamilton Holanda: "Para o leitor é um presente viajar por essa fantasia real."

Serviço:

tediário, de Fabrízio Morelo

60 páginas, edição do autor, Preço – R$ 25,00

Lançamento, dia 28 de outubro, 19h30min, na Bienal do B, a Poesia na Rua

Açougue Cultural T-Bone, comercial da 312 Norte, Brasília

fabriziomorelo@gmail.com

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