quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BRASÍLIA ENTRA EM 2011 ARRASADA

 
Política, do blogdonoblat

Sem governo, Brasília vive o caos

Do blog de João Bosco Rabello

Com o maior orçamento proporcional do País, de R$ 22,6 bilhões para uma população de 2,5 milhões de habitantes, Brasília encerra 2010,ano de seu 50º aniversário, com um cenário de abandono completo. Do mato invadindo áreas residenciais às pistas esburacadas e ao lixo acumulado em toda parte da cidade.

A omissão administrativa agravou o precário atendimento médico, prejudicado pela desativação de salas de cirurgia, o sucateamento de equipamentos e a suspeita de desvio de verbas do setor.

Escolhido pelo voto indireto em abril, numa escandalosa manobra de deputados distritais envolvidos com o mensalão local, o governador-tampão, Rogério Rosso (foto acima), se concedeu férias informais e viajou com a família. Rosso também surpreendeu pela prática de despachar com seus auxiliares em casa e não no gabinete de governo.

Em 2011, o orçamento sobe para R$ 25,7 bilhões, sendo R$ 8,8 bilhões do Fundo Constitucional e R$ 16,9 bilhões de receitas próprias. O governador eleito Agnelo Queiroz (PT) encontrará carência de recursos em várias áreas, do metrô à coleta de lixos, além de ter de realizar licitação em praticamente todos os setores para reverter o caos.

Levantamento feito pelo deputado distrital Chico Leite (PT-DF) no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo) mostra que nos últimos três anos a Secretaria de Saúde gastou mais de R$ 1 bilhão com dispensa de licitação.

 

SUPER 2011




MATAGAL TOMA CONTA DE BRASÍLIA - CARTA-PROTESTO DE MARIA ELISA COSTA, FILHA DE LÚCIO COSTA

 
Maria Elisa Costa

POR QUÊ ???

 

Frequento Brasília, rotineiramente, há 50 (cinquenta) anos – a trabalho, por conta de relações familiares, por prazer.

Na semana passada, quando cheguei na cidade para representar a família numa homenagem da CAPES a Lucio Costa, tomei um susto: todos os gramados estavam transformados em pastos, com capim e mato alto de todos os tipos crescendo à vontade, sem a menor cerimônia.

Pensei comigo: "será que o DPJ fechou? que a NOVACAP não existe mais? que o governo do DF está de férias ???". Soube que tinha havido uma greve na NOVACAP – mas a explicação não justificou o estado geral de menosprezo, de falta de cuidado, de ausência de manutenção geral no conjunto dos "detalhes urbanos" que a presença acintosa do matagal me fez ver de perto. E a pergunta não me sai da cabeça: POR QUÊ???

Uma manutenção constante e bem feita não custa nenhuma fortuna, é só questão de saber administrar – qualquer dona de casa sabe disso. Volto para o Rio – tudo normal, sem mato onde é grama, calçadas varridas, sem lixo acumulado em todo canto... Por que será que em Brasília não está sendo assim?

Acabei achando que a origem disso está na transformação do Distrito Federal num estado como os demais (só que de mentira, já que as despesas são pagas pela mamãe federal).

É possível que essa decisão tenha tido origem no calor do momento da redemocratização do país – mas para quem, como eu, conviveu, quando a capital era no Rio, com o DF tratado como um Distrito FEDERAL, para cuja administração o presidente da república nomeava um prefeito (sujeito a ser demitido se não desse conta do recado) para tomar conta da casa, sendo os interesses da população local representados numa câmara de vereadores eleita, fica a pergunta: como lidar com a estrutura administrativa do atual DF?

Porque, do jeito que está, paulatinamente Brasília foi passando a ser vista como a capital do "estado" chamado Distrito Federal, e não como a capital DO PAÍS – ou seja, houve uma melancólica e absurda "provincianização" do olhar do governo para a cidade... Se não fosse pela excepcional qualidade e coragem do Plano Piloto de Lucio Costa, e pela beleza dos projetos de Oscar Niemeyer... a capital do Brasil hoje não passaria de uma cidade de interior como qualquer outra.

E volto à pergunta: o que fazer para corrigir este estado de coisas?

 

 



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ANO NOVO, POR CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

COPACABANA JÁ É DE IEMANJÁ

Começam as homenagens a Iemanjá na Praia de Copacabana

Evento reúne devotos para distribuir oferendas e fazer pedidos.
Em ato litúrgico, entidades fazem cerimônia da prosperidade.

Aluizio Freire Do G1 RJ

Os preparativos para celebrar o A homenagem a Iemanjá acontece na tarde desta quarta-feira (29) em Copacabana (Foto: Aluizio Freire / G1)


Os preparativos para celebrar o "Sexto Barco de Iemanjá" começaram na tarde desta quarta-feira (29) na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento começou com a saída de uma carreata do Estácio, no Centro, atraindo simpatizantes e curiosos da celebração promovida pela Congregação Espírita Umbandista do Brasil (Ceub).

Durante os festejos, serão entoados hinos de umbanda e outros cânticos religiosos. Os devotos de Iemanjá vão oferecer um barco de quatro metros com oferendas e pedidos para a "Rainha do Mar".

"Essa é uma prática de mais de 60 anos. É uma festividade totalmente religiosa. O objetivo é fazer um ato litúrgico para as entidades darem o último descarrego do ano e consultas de caridades gratuitas", explica a presidente da Ceub, Fátima Damas, lembrando que ato encerra com cerimônia da prosperidade.

iemanjá celebração copacabanaDevotos de Iemanjá vão oferecer um barco de quatro metros com oferendas e pedidos  (Foto: aluizio freire)

PAZ EM QUALQUER IDIOMA



2011 pra mim é assim:

Abenaki OLAKAMIGENOKA; Afrikaans VREDE; Akkadian SALMU Alabama ITTIMOKLA; Albanês PAQE; Algonquin WAKI IJIWEBISI; Alsaciano FRIEDE; Amharic SELAM; Árabe SALAM; Armenio ASHKHARH; Beba MUTENDENm; Basque (Euzkera) BAKEA; Bavariano FRIDN; Batak PARDAMEAN; Belorusso PAKOJ; Bengali SHANTI; Bhojpuri SHANTI; Bislama PIS; Blackfoot INNAIHTSIIYA; Bosniano MIR; Bretão PEOCH; Buli GOOM-JIGI; Burmese NYEIN CHAN YAY; Cantonês PENG ON; Carolinian GUNNAMMWEY; Catalão PAU; Cebuano KALINAW; Chamorro MINAGGEM; Checo MIR; Cheyenne NANOMONSETOTSE; Chewa MTENDERE; Chinês HE-PING; Choctaw ACHUKMA; Chontal AYLOBAHA GAFULEYA; Chuuk KUNAMMWEY; Comanche TSUMUKIKATU; Corsican (north) PACE; Corsican (south) PACI; Creole PAIX; Crio PIS; Dari SULH; Dinamarquês FRED; Duala MUSANGO;
Egípcio HETEP; Ekari MUKA MUKA; Eslovaco MIER; Esloveno MIR; Esperanto PACO; Esquimó ERKIGSNEK; Estoniano RAHU; Faeroese FRIDUR; Fanagolo KUTULA; Farsi (Persa) SOLHF; Fijiano VAKACEGU; Filipino PASENSIYA; Finlandês RAUHA; Flemish VREDE; Fon FIFA; Francês PAIX; Francês (antigo) PAIS; Fresian FRED; Fula JAM; Gaelico-Irlandês SIOCHAIN; Galiciano PAZ; Alemão FRIEDEN; Gikuyu THAYU; Grego EIPHNH; Greenlandic EQQISAQATIGIINEQ; Guarani PYGUAPY; Gujarati SHANTI; Halaka PEGDUB; Hausa LUMANA; Hawaiano MALUHIA; Hebreu SHALOM; Hindi SHANTI; Hokkien TAI PENG; Hopi I-NU-MU (=peaceful) Húngaro BEKE; Icelandic FRIDUR; Igbo UDO; Ila CHIBANDA; Indonésio DAMAI; Inglês PEACE; Japonês HEIWA; Japonês HEIWA; Javanês RUKUN; Kannada SHANTI; Kazakh MIR; Kekchi TUKTUQUIL ; Khmer(Cambodjano) SANTEKPHEP USILAL; Kinyarwanda AMAHORO; Kirundi AMAHORO; Klingon ROJ; Koasati ILIFAYKA; Coreano PYOUNG-HWA; Kosati ILIFAYKA; Kurdish ASHTI; Kurdish ASHTI; Kusaiean MIHS; Lakota WOWANWA; Lao MITSUMPUN; Latim PAX; Latvian MIERS; Lingala KIMIA;
Lithuanian TAIKA; Lojban PANPI; Luganda EMIREMBE; Magindanain KALILINTAD; Mahican ANACHEMOWEGAN; Malagasi FANDRIAMPAHALAMANA; Malay KEAMANAN (SALAM DAMAI?); Malgache FANDRIAMPAHALEMANA; Maltês PACI; Mandarim HA-PIN; Manobo LINEW; Maori RONGO; Mapundungun UVCHIN; Maranao DIAKATRA; Marshallese AENOMMAN; Mentaiwan PERDAMIAM; Metis Cree PEYAHTUKE YIMOWIN; Micmac WONTOKODE; Miskito KUPIA KUMI LAKA; Mokilese ONPEK; Mongo BEOTO; Miskito KUPIA KUMI LAKA; Mongolian ENKH TAIVAN (?);Mossi LAFI;
Munsterian ECHNAHCATON; Navajo KE; Nepali SAANTI; Nez Perce EYEWI; Nhengatu TECOCATU; Norueguês FRED; Ntomba NYE; Nyanja MTENDERE; Ojibwe BANGAN (=to be peaceful); Otomi HMETHO; Palauan BUDECH; Pali NIRUDHO; Papago DODOLIMDAG; Pashto AMNIAT; Pintupi YATANPA; Polonês POKOJ; Ponapean MELELILEI; Potawatomi ETOKMITEK; Punjabi SHANTI; Pustu SULA; Quechua CASILLA (?);Rapanui KIBA KIBA; Romanês PACE; Romansch PASCH; Ruanda NIMUHORE; Rundi AMAHORO; Russo MIR; Saa DAILAMA; Sami RAFAIDUHHTIT; Samoano FILEMU; Sanskrit SHANTIH; Sardinian PACHE; Servio MIR; Sesotho KHOTSO; Setswana KAGISO; Shona RUNYARO; Sinhala SAMAYA; ioux WOOKEYEH; Siswati KUTHULA; Somali NABAD; Espanhol PAZ; Srilankan SAAMAYA; Sueco FRED; Swahili USALAMA (SALAMA?); Tagalog KAPAYAPAAN; Tamazight(Berber) TALW; Tamil SAMADAANAM; Tangut NEI; Tatar DUSLIK; Telugu SHANTI; Thai SANTIPAB; Thiraro MBUKUSHI; Tibetano ZHIDE; Tlingit LI-KEI; Tongan MELINO; Truk KUNAMMWEY; Tsalagi NVWHTOHIYADA; Tswana

Paz em qualquer idioma!!!

Valerio (Carioca) Bernardo

 


R$ 84 MILHÕES PARA PROJETOS DE CINEMA E VÍDEO

 FSA destina R$ 84 milhões para investimento em projetos de cinema e televisão
 
Inscrições nas chamadas públicas estão abertas até 18 de fevereiro, pelo site da FINEP

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE e a Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP lançaram hoje, dia 21 de dezembro, no Rio de Janeiro, as novas chamadas públicas do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA, que somam R$ 84 milhões em recursos para investimento em projetos para cinema (produção, distribuição e comercialização) e televisão (produção). 

Em sua terceira fase de operação, o FSA já é reconhecido como um dos principais instrumentos de fomento à indústria audiovisual no Brasil, tanto pela abrangência das linhas de ação quanto pela estabilidade, que contribui para a organização do mercado.

"Desde o lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, em dezembro de 2008, as convocatórias são abertas na mesma época do ano. Essa constância possibilita aos agentes do mercado maior capacidade de planejamento" observa o diretor-presidente da ANCINE, Manoel Rangel, lembrando que o FSA já nasceu como um mecanismo de política pública inovador, pois seus investimentos prevêem participação na receita obtida pela obra. "O fundo inverteu a lógica do recurso a fundo perdido e convidou os agentes do setor para parcerias nas quais os riscos são divididos. A ampla aceitação desse modelo pode ser verificada pela quantidade e qualidade das propostas recebidas nas chamadas públicas anteriores, quando foram destinados R$ 116 milhões a cerca de 130 projetos", afirma.

Novamente, as linhas de ação contemplam diferentes atividades da cadeia produtiva do setor: produção de longa-metragem (linha A, R$ 34 milhões), produção de obras para televisão (linha B, R$ 20 milhões), aquisição de direitos de distribuição de longa-metragem (linha C, R$ 25 milhões) e comercialização de longa-metragem (linha D, R$ 5 milhões). Os aspectos artísticos, a capacidade e histórico da empresa proponente, além da compatibilidade entre o orçamento do projeto e a perspectiva de retorno comercial estão entre os critérios de avaliação dos projetos.

Os editais lançados hoje incorporam mudanças efetuadas pelo Comitê Gestor do FSA a partir de sugestões coletadas pela ANCINE junto a representantes do setor. A linha D passa a funcionar em fluxo contínuo, isto é, não existe mais um período de inscrição para propostas de comercialização de filmes. Elas serão analisadas à medida que forem apresentadas à FINEP pelas distribuidoras, o que garantirá maior agilidade ao processo de seleção e, consequentemente, de contratação dos investimentos. Para evitar concentração de recursos, uma determinada empresa não poderá receber mais de 50% do total disponível na linha. Nas demais linhas o prazo de inscrições começa amanhã, dia 22, e segue até 18 de fevereiro de 2011, e devem ser feitas pelo site da FINEP .

Outra novidade válida para todas as linhas reforça o compromisso do FSA com o compartilhamento de riscos, ao mesmo tempo em que busca contribuir para a sustentabilidade do mecanismo. Trata-se de uma pontuação extra, apurada com base nos resultados comerciais de projetos contemplados com investimento do FSA em chamadas anteriores.

Linhas de ação e recursos disponíveis para investimento em 2011

- LINHA A (Chamada Pública Prodecine 01/2010)
Dedicada às operações de investimento em produção de longa-metragem independente, incluindo projetos de coprodução internacional. Nas duas chamadas públicas já realizadas, a Linha A selecionou 63 projetos e investiu um total de R$ 59,2 milhões. Os filmes contemplados – obras de ficção, documentários e animações – espelham a diversidade do cinema brasileiro, e falam com diferentes públicos. Na etapa de seleção é utilizado um indutor regional. Isso significa que, na fase de convocação para a defesa oral ('pitching'), podem ser chamados projetos cujos proponentes estejam sediados em estados não contemplados no grupo de propostas que obtiver a nota técnica mais alta. Recursos disponíveis: R$ 34 milhões.

- LINHA B (Chamada Pública Prodav 01/2010)
Voltada para operações de investimento em produção independente de obras audiovisuais brasileiras para televisão, privada ou pública, aberta ou por assinatura, incluindo projetos de coprodução internacional. Já selecionou 28 projetos e investiu um total de R$ 20,8 milhões. Devido ao êxito da Chamada Pública de 2009, que contou com maior número de projetos de qualidade e grande adesão de emissoras de TV (cinco redes privadas de sinal aberto, duas de sinal fechado e duas públicas), o Comitê Gestor do FSA resolveu aumentar o montante disponível para investimento, que passou de R$ 17,7 milhões para R$ 20 milhões. 
 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

TERRORISMO! FACISTAS AMEAÇAM SAMBA DE NORDESTINO EM SAMPA

27/12/2010 12h19 - Atualizado em 27/12/2010 14h06

Escola de samba recebe e-mails discriminatórios por causa de enredo

Acadêmicos do Tucuruvi irá falar sobre nordestinos no desfile de 2011.
Agremiação de SP registrou boletim de ocorrência relatando ameaças.

Do G1 SP

Tucuruvi grava vinheta para o carnaval 2011 em São PauloTucuruvi grava vinheta para o carnaval 2011 em
São Paulo (Foto: TV Globo/Zé Paulo Cardeal)

A escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi afirma ter recebido e-mails com conteúdo discriminatório por causa do enredo escolhido para o carnaval 2011: "Oxente, o que seria da gente sem essa gente? São Paulo: a capital do Nordeste!". A agremiação da Zona Norte registrou um boletim de ocorrência no dia 17 de dezembro na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

O diretor jurídico da Tucuruvi, Carlos Malachim, conta que decidiu procurar a polícia por causa de mensagens repetidas, enviadas através de e-mails diferentes. "Os primeiros acabamos deletando e, como foi reincidente, o cidadão manda o mesmo texto com e-mails diferentes, decidimos registrar o boletim de ocorrência", disse. Segundo o diretor, a mensagem critica a escolha do enredo da escola.

Na sexta-feira (24), um novo e-mail com ameaças foi recebido pela Tucuruvi e, nesta segunda-feira (27), outra mensagem continha, como descreveu o diretor, "um festival de palavrões". Malachim afirma que, nesse último, a pessoa ameaça "acabar com o pessoal que está defendendo o enredo". Ele leu um trecho do e-mail para a reportagem do G1: "Tomara que esse carnaval seja o pior de todos da escola. É o que desejam todos os paulistas separatistas". O remetente assina como "São Paulo é meu país".

Uma mensagem de intolerância contra o enredo da escola também foi encaminhada para a Ouvidoria da São Paulo Turismo (SPTuris), responsável pela organização do carnaval. A assessoria da SPTuris confirmou que o e-mail foi recebido no dia 7 de dezembro.

O presidente da escola, seu Jamil, comentou os e-mails ofensivos. "Tiveram várias ameaças para a escola não desfilar e, se a gente falasse alguma coisa, eles iriam revidar. Esse pessoal que usa essas artimanhas é covarde, são pessoas que não têm escrúpulos", afirmou. Ele acredita que "uma ou duas pessoas" podem ser responsáveis pelas mensagens.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, dois e-mails já apresentados na delegacia pela escola foram enviados através do campo de contato no site da agremiação. A polícia tenta descobrir o IP (protocolo de internet) para chegar ao responsável pelas mensagens. Segundo Malachim, uma pessoa mandou um e-mail também nesta segunda-feira se identificando como suposto autor de algumas mensagens. Esse e-mail será também repassado à polícia.

Malachim diz que, apesar das mensagens, não houve reforço na segurança da escola. "Não há necessidade disso, não estamos nos escondendo de ninguém", defende. O diretor acredita que o problema é também reflexo do "crescimento da escola". "Ano passado fizemos um carnaval impecável. Em função de a escola ter ficado em evidência, chamou a atenção", afirma. Para ele, o episódio não abalará a agremiação durante os preparativos para o carnaval 2011. "Isso só vem fortalecer a escola."
 

LULA DIZ QUE FOI "GOSTOSO" GOVERNAR O BRASIL



estadao.com.br (Grupo Estado - Copyright 1995-2010 - Todos os direitos reservados.)

Por Estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 27/12/2010 9:40

Lula: 'Foi gostoso demais e nada complicado' governar o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 27, durante o último programa de rádio Café com o Presidente de seu mandato, que foi 'gostoso demais' governar o Brasil nos últimos oito anos e que não achou 'nada complicado essa tarefa'. Lula também pediu ao povo para apoiar a presidente eleita, Dilma Rousseff, que tomará posse em 1º de janeiro. Em tom de despedida, o presidente pediu apoio a sua sucessora, Dilma Rousseff, e agradeceu ao 'carinho imenso' que teve do povo brasileiro.

'Serão quatro anos de intensivo trabalho, e a Dilma vai precisar de todo o apoio. E é isso que eu queria pedir para vocês. Agradecer o carinho imenso que vocês tiveram comigo nesses oito anos, dizer para vocês que eu quebrei um tabu, porque todo mundo dizia que era muito difícil governar o Brasil, que era difícil, que era complicado. Eu não achei nada complicado, achei até gostoso demais. Provar que é possível fazer as coisas, provar que é possível fazer acontecer, provar que é possível permitir que o povo participe', disse.

Lula também afirmou que trabalhará até o dia 30 e que vai descansar no dia seguinte para a comemoração do Ano-Novo. 'Trabalhar até o último dia é um compromisso que nós assumimos com o povo brasileiro quando tomamos posse no dia 1º de janeiro de 2003 e, depois, tomamos posse, outra vez, dia 1º de janeiro de 2007', disse. 'Eu ainda tenho que viajar essa semana para Pernambuco, ainda tenho que viajar para o Ceará, tenho que viajar para a Bahia e tem coisa para fazer aqui em Brasília. Então, até o dia 30 eu trabalho, dia 31 eu paro para descansar, desligo o motor, deixo o motor esfriar para poder entregar o motor para a Dilma, com manutenção feita, tudo direitinho para que ela possa começar, dia 2 de janeiro, a 100 (km/h) por hora', afirmou.

O presidente agradeceu ainda à equipe que produz o Café com o Presidente e sugeriu que Dilma mantenha o programa semanal de rádio no ar. 'Eu penso que é justo que a nova presidente da República continue esse programa. Eu acho que ela deve continuar, porque é um programa que tem tido um êxito extraordinário, muitas das coisas que nós falamos aqui repercutem na televisão à noite', disse Lula.


domingo, 26 de dezembro de 2010

UM POEMA DE LUIZ MARTINS



O AMOR E O AMAR

 

Luiz Martins da Silva

 

Não tem fim o amor,

As pessoas, sim.

O amor é o vinho,

As paixões, garrafa.

 

A dor não tem fim,

Promessas, sim.

Há o que a dor adorna,

O não-amor, idólatra.

 

Os amantes vigiam,

Temendo, se vá.

Mas o amor não é voz,

Nem vazio do vão.

 

Pessoas pretendem

Elas próprias, o Ser.

E até O declamam,

Como um sino ao som.

 

Amor não é miragem,

Nem é sim sem dono,

Amar é a passagem,

Do exercício ao dom.

 

Pessoas são notas,

Mas não toda a música.

E amar já é assopro,

Da flauta ao cósmico.

 

Amor, alaga mar

Que os casais alugam,

Para o hábito de um lar,

Do oceano concha.

 

Mas, quando não oram

E se finda o não moro,

Não mais o inventam,

Como ao assovio.

 

Quem ama, jamais

Perde o fio, a inocência.

O amor não se vai

Se é eterna presença.

 

O amor não se quebra,

Qual um tino ao bronze.

O amor não é pedra,

Que um dia foi chama.

 

Mas amar tem aroma,

Como a essência ao vinho.

Não que um seja o outro,

Nem quando fundidos.


sábado, 25 de dezembro de 2010

EMOÇÃO DE SELMINHA NO SHOW DO REI ROBERTO CARLOS

25/12/2010 17h57 - Atualizado em 25/12/2010 19h52

Porta-bandeira da Beija-Flor vai entregar homenagem a Roberto Carlos.
Bateria da escola de samba ensaia para show desta noite.

Liana Leite Do G1 RJ

Selminha Sorriso se prepara para show do ReiSelminha Sorriso se prepara para show do Rei (Foto: Liana Leite/G1)

A porta-bandeira da Escola de Samba Beija-Flor Selminha Sorriso já está na concentração do show do Rei Roberto Carlos, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, neste sábado (25). A musa revelou que vai entregar uma homenagem para o ídolo na hora do show. "Não posso revelar o que é, mas acho que não vou aguentar de tanta emoção", afirmou.

Selminha contou ainda que, na gravação para o show de 2009, ela estava trabalhando como bombeiro, e não pode comparecer. "Fiquei com o coração na mão por não poder estar lá. Agora, em 2010, nem sei qual será a minha reação quando ficar de frente para ele", explicou a porta-bandeira.

Por volta das 17h deste sábado, a bateria da escola de samba começou a ensaiar sua apresentação no palco. O show, que está previsto para começar às 21h30, será transmitido pela Rede Globo, ao vivo, logo após a novela "Passione".

FELIZ 2011, AMIGAS & AMIGOS



 Grande abraço do Marcelo Dischinger – 

 



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ORAÇÃO PARA UM FELIZ NATAL



...Aos que estiveram tão perto neste 2010 desejo coletivamente  uma noite feliz de Natal, mas dedico especialmente a cada um o que celebro com meu credo , 'em feitio de oração' (com licença de Noel...)


creio em você
criador na Terra...
creio na luz
das cores da diferença...
essa é minha crença
!
 creio na comunhão dos seres
na revisão do passado
creio que a vida eterna é o agora
creio na força que o Natal comemora
e em tudo que junto se fez
 creio em nós mais uma vez
e tanto...

em nome do Pai, do Filho e do Amigo santo
[amém]
 Sylvia

QUE A LUZ ILUMINE O NATAL DE TODOS



imagine peace tower.jpg

Querid@s amig@s,


A Torre da Paz é uma homenagem que a Yoko fez para o Lennon e para a paz no mundo.
Meu desejo é que a paz ilumine o natal de todos.
Que 2011 seja torres de luz e amor em sua vida! 
Imagine all the people living life in peace - John Lennon
http://www.youtube.com/watch?v=9Q0Eyw3l3XM

Elaine Ruas



 Toca o vídeo!!!  :)



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

BRASILÍADA, DE NICOLAS BEHR, EM O GLOBO. (18-12-2010)


Brasilíada, de Nicolas Behr, por José Castello

No Prosa & Verso deste sábado, 18 de dezembro, o crítico José Castello escreveu sobre Brasilíada, de Nicolas Behr, recém-lançado pela editora Língua Geral:

O escritor brasiliense Nicolas Behr dedica "Brasilíada", seu novo livro de poemas, aos "fracassados de Brasília". Habita uma cidade destroçada, que se desmente e diverge de seu projeto. É cáustico: dedica o livro "aos que não acreditaram, aos que desistiram, aos que não tiveram forças nem para sonhar". Brasília, desde o início, foi um sonho. No deserto da vigília, ela desaparece.

Behr está em guerra com o presente, que lhe parece indigno de confiança e traiçoeiro. Vê Brasília, a capital do futuro, como uma Bagdá, capital devastada onde o conflito destroça o ideal. A aflição do poeta se resume em seus primeiros versos: "Brasília foi construída para ser destruída". A queda é o preço a ser pago pelos que buscam a perfeição. Ainda adverte seus leitores: "Se você ama Brasília, não leia esse livro".

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/110_1759-behr.jpg"Brasilíada" é o relato de uma guerra. É, ainda, a narrativa, minuciosa, de uma escavação. Cavando os entulhos do presente, como um arqueólogo cego, Behr tateia em busca da cidade mágica (a Bagdá de Sherazade?), que não existe mais. Se é que algum dia existiu. Apoia-se em frágeis pegadas e relata sua aventura com firmeza, mas pudor, ciente de que sua odisseia provoca desconforto em quem lê. Mas como fazer poesia sem incluir a perturbação?

"Impossível agradar a gregos e goianos", ele sabe, e segue em frente. Poemas não existem para agradar, mas para perfurar. Sabe Behr que seu retorno ao mito provoca decepção. "JK voltará glorioso, coberto de asfalto,/ poeira e lama", ele vaticina. Juscelino, o fundador, ressurgirá coberto de cinzas; encontrará a cidade perfeita destroçada pelo contemporâneo. Com ela, o poeta desaparecerá outra vez. JK é o primeiro mito. "O segundo, Renato Russo. O terceiro mito sou eu", ele se inclui, deixando claro que também não escapa.
Behr vê Brasília como o resumo das sete grandes capitais históricas: Tebas, Luxor, Atenas, Babilônia, Persépolis, Roma e Cuzco. Busca o elo invisível que ata a capital a essas sete cidades mágicas. Para encontrá-lo, deve desmontar o mundo real. "Descontruir JK./ Reconstruir Braxília", propõe, e o S que se converte em X assinala a busca da cidade que nunca foi. Mito inalcançável, cujo lugar foi usurpado pelo humano.

Poetas — e Nicolas Behr não escapa — não sabem bem o que buscam. Soubessem, e não seriam poetas, mas cientistas. De um lado, Behr faz de seu poema uma denúncia da ilusão: "Quem pensou que Brasília seria eterna, dançou". De outro, afasta-se das exigências da realidade, para fazer da poesia o caminho do impossível — estado primeiro, que o X (como que fixado em um documento da República), vem assinalar. Nesse segundo movimento, a capital ocupa o lugar divino. Pergunta-se, como se ajoelhasse: "Que cidade é essa/ que amo/ mais do que eu?".

Em meio ao vazio do cerrado, peregrino que atravessa um deserto, Behr vê Brasília como uma cidade vazia também, "habitada por pessoas vazias/ que circulam por avenidas vazias". A ausência se multiplica e o livro se torna ainda mais atordoante. Como em uma narrativa de Kafka, o poeta experimenta o horror da rotina e da repetição. "Aqui estou: expediente encerrado/ papel timbrado/ burocracia infeliz". A Brasília oficial (e real) destrói o sonho. Teimoso como um crente, Nicolas Behr se agarra à promessa de um retorno. O poeta se torna profeta.

Mas o mito está sempre a tardar. Medita Behr que, no ano de 2060, centenário da cidade imaginária, ele já terá 102 anos. Vê-se "lúcido, mas cego, surdo e mudo". Édipo cujos sentidos entraram todos em colapso, o poeta verá apenas porque sofre. Fará do sofrimento, lucidez. Então, o tempo rasgará os restos da cidade imaginária. E o real — como um carimbo que arquiva para sempre um processo, salvando a vida do criminoso — imporá sua versão. "Nós estaremos todos mortos/ nós estaremos todos errados". E isso, no entanto, terá sido viver.

Estranha "Ilíada", o poema se desenrola às avessas, servindo não como relato de uma vitória, mas como funeral. Prevendo o futuro, o poeta se angustia: "Esse livro é um elogio de Brasília?/ Ou uma crítica/ à burocracia?" Incapaz de uma resposta (se dão respostas, poetas negam a poesia), Behr persevera no vazio, e dele faz sua beleza.

 

 




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{+}Nevinho
Venha para o Movimento Colaborativo http://sextapoetica.com.br !!

BOLAS DE FOGO NA NEVE,





FELIZ NATAL DO ARTISTA DARLAN ROSA
www.darlanrosa.com




 


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

QUE O FARNEL TENHA SEMPRE MANTIMENTOS

MENSAGEM DO FOTÓGRAFO JUVENAL PEREIRA

 
Amigos e pessoas queridas.

Tá chegando ano novo, Dilma, Lula...o mundo em ebulição e nós querendo um pouco mais, além de amor, comida, cultura e arte.
Que nos próximos anos vcs tenham mais estes alimentos e o farnel cheio de possibilidades.
 
Juvenal Pereira

A foto foi feita na comunidade São Lourenço, nas margens do Rio Roosevelt agora  no início de dezembro. Fica localizada nas fronteiras do Mato Grosso, Amazonas e Rondonia.



--
Juvenal Pereira

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ANA DE HOLLANDA É MINISTRA DA CULTURA

20/12/2010 20h04 - Atualizado em 20/12/2010 20h45

Cantora e irmã de Chico Buarque assume MinC

Nova ministra da Cultura foi diretora do Centro de Música da Funarte.
Chico Buarque declarou apoio a Dilma Rousseff durante eleição.

Do G1, em Brasília

Ana de HollandaAna de Hollanda é filha do historiador
Sérgio Buarque de Hollanda  (Foto:
Divulgação/Site Oficial)

Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e irmã do cantor Chico Buarque, Ana Maria Buarque de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, para comandar o Ministério da Cultura.

Ela trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte, entre 2003 e 2007.

Nascida em 12 de agosto de 1948, no Rio de Janeiro, estreou nos palcos aos 16 anos, acompanhando o irmão Chico Buarque, como integrante do quarteto As Quatro Mais, no show "Primeira Audição". Em sua carreira, além de três discos próprios, tem participações em discos de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho e Miúcha.

Como atriz, participou de vários espetáculos, entre eles "O Reino Deste Mundo", dirigido por Amir Haddad. Escreveu, em parceria com a dramaturga Consuelo de Castro, a peça "Paixões Provisórias" e em 1993 participou do musical "Nunca Te Vi, Sempre Te Amei".
 

ALGUNS FICARAM DE FORA DO FESTIVAL MUNDIAL DE ARTES NEGRAS

 

III FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS

     Nota de esclarecimento



A comissão responsável pela organização da agenda brasileira no III Festival Mundial das Artes Negras (Senegal, África) esclarece que apesar dos esforços empreendidos para que a programação do Brasil fosse a mais ampla possível, a participação de alguns artistas e grupos (como Gilberto Gil, Bando de Teatro Olodum, Teresa Cristina, Carlinhos Brown e Balé Folclórico da Bahia) não foi concretizada.

A rigidez da legislação eleitoral e o contingenciamento de recursos do Governo Federal impediram a contratação, em tempo hábil, dos artistas, provocando a incompatibilidade de algumas agendas. Informa, porém, que mesmo com as ausências lamentadas, o Brasil é o país com a maior delegação nesta grande confraternização artístico-cultural, que conta com a participação de 60 nações.

A delegação brasileira reúne 362 personalidades, entre artistas, intelectuais, cineastas, escritores e grupos de dança e de música, com nomes representativos, como os de Sandra de Sá, Margareth Menezes, Lazzo, Olodum, Ilê Aiyê, Chico César, Rita Ribeiro, Mombaça, Escola de Samba Império Serrano, Rappin´ Hood, Joel Zito Araújo, Jefferson De, Zózimo Bulbul, Kabengele Munanga, Petronilha Beatriz Gonçalves Dias, Zélia Amador e Conceição Evaristo.

O III Festival Mundial das Artes Negras ocorre de 10 a 31 de dezembro de 2010, nas cidades de Dacar, Saint Louis e na Ilha de Gorée, no Senegal. O Brasil - país com um dos maiores contingentes de afrodescendentes do mundo - é o convidado de honra desta edição. A comissão é composta por representantes do Ministério da Cultura, Fundação Cultural Palmares, Ministério das Relações Exteriores e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).


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- Brasil é convidado de honra!




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domingo, 19 de dezembro de 2010

COMEÇOU O BUNDALELÊ DO CARNAVAL

Solange Gomes mostra demais em festa de bloco carnavalesco

Com vestido curtíssimo, modelo se empolga e deixa o bumbum à mostra, na noite deste sábado, 18, no Rio.

Do EGO, no Rio

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Solange Gomes se descuidou - outra vez! - e deixou o bumbum à mostra enquanto sambava, na noite deste sábado, 18, na festa do bloco carnavalesco Araribloco, de São Gonçalo, região metropolitana do Rio. No dia anterior, a modelo já havia deixado a calcinha aparecer na quadra de uma escola de samba.

 

Divulgação/.

Solange Gomes cai no samba e mostra demais

 

 

Paul McCartney diz que 1º show em SP foi um dos melhores da carreira

Em entrevista, ex-Beatle comentou que apresentação foi a melhor do ano.
'Foi simplesmente brihante, o público estava insano', afirmou.

Do G1, em São Paulo

Paul McCartneyPaul McCartney durante seu primeiro show
em São Paulo, no dia 21. (Foto: Daigo Oliva/G1)

A passagem de Paul McCartney não será inesquecível apenas para os brasileiros que puderam acompanhar aos seus três shows neste ano. Em entrevista ao seu site oficial, o ex-Beatle afirmou que sua primeira apresentação em São Paulo, no dia 21 de novembro, está entre os melhores de sua carreira.

Perguntado se poderia citar dois grandes momentos de 2010, McCartney lembrou a sua apresentação na Casa Branca, quando ganhou o Prêmio Gershwin de Música Popular da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, e o primeiro show paulistano.

"Eu diria que [o show de] São Paulo, as 65 mil pessoas do primeiro show foram incríveis. Os brasileiros amam sua música e nós amamos tocar para eles, então foi um show único. Foi um de nossos top shows de todos os tempos, foi simplesmente brilhante. O público estava insano e tivemos uma ótima noite", elogiou.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

WIKILEAKS DO TIRIRICA

17/12/2010 09h43 - Atualizado em 17/12/2010 11h36

'É o 1º diploma de muitos que vêm aí', diz Tiririca antes de diplomação

Com 1,3 milhão de votos, ele foi o deputado federal mais votado do país.
Cerimônia de diplomação acontece na Assembleia Legislativa de SP.

Roney Domingos Do G1 SP

TiriricaTiririca chegou acompanhado de sua mulher, Nana Magalhães (de vermelho), para a diplomação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira (PR-SP), o Tiririca, chegou por volta das 9h30 desta sexta-feira (17) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, onde será diplomado. Tiririca obteve 1,3 milhão de votos e é o deputado mais bem votado do país. Nesta sexta, serão diplomados o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB), o vice-governador Guilherme Afif Domingos (DEM), os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Marta Suplicy (PT), além de 70 deputados federais e 94 deputados estaduais paulistas eleitos em 3 de outubro.

"Estou nervoso e feliz. É o primeiro diploma de muitos que vêm aí", disse. Tiririca afirmou que está estudando a Constituição e que deve focar seus projetos nas áreas de educação e cultura, na defesa de artistas circenses em geral e ciganos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DECLARAÇÃO DE OSCAR

"PAMPULHA FOI O INÍCIO DE BRASÍLIA"
 
CORREIO BRAZILIENSE, em 15/12/10
 
 

WIKILEAKS E A GUERRA DA 4ª GERAÇÃO

artigo de Bruno Lima Rocha, do blogdonoblat

 Julian Assange é o nome do momento e a perseguição pela qual sofre retrata a relevância do personagem. O australiano veio ganhando escala mundial por seu trabalho pioneiro como representante público de uma equipe dedicada a difundir documentos classificados (reservados, confidenciais ou secretos), agindo, segundo as próprias palavras do Wikileaks em seu editorial, em nome da "transparência e da prestação de contas". Conceitualmente, Assange e os demais membros do portal estão em guerra de 4ª geração, operando – de fato – contra Estados potência e empresas transnacionais. E eles não estão sós no front.

Tampouco a modalidade de conflito é exclusiva dos países desenvolvidos. A primeira vez que escutei o termo foi quando estive na Venezuela (janeiro de 2009), em companhia de ativistas midiáticos e militantes da comunicação popular. Estes homens e mulheres, voluntários em sua maioria, praticam a partir da internet e de emissoras de rádio FM de baixa potência, dois contrapontos simultâneos. Seus alvos permanentes são a chamada mídia escuálida (termo popular para definir os venezuelanos de origem européia) assim como a direita endógena (políticos oligarcas convertidos ao chavismo). Embates semelhantes ocorrem pelo mundo.

O cenário desta guerra varia a cada território, questão em voga ou nicho de interesse. O que há de perene são as diretrizes (informais) de buscar aumentar o poder da cidadania e a capacidade decisória de indivíduos e coletividades diante dos agentes com poderes de incidir sobre a vida do planeta, como os EUA e o complexo industrial, militar e petrolífero, por exemplo. Nesta luta, a rede mundial de computadores é fundamental.

Definitivamente, estamos diante de uma quebra de paradigma para o significado da internet em nossas vidas. O modus operandi do Wikileaks e de seus assemelhados, vem ultrapassando as fronteiras do jornalismo formal (em seu modelo empresarial) e indo além do legalismo na defesa do direito à informação.

A tese levantada é simples. A cidadania necessita de ter informações precisas e fidedignas para poder decidir. Uma vez que hoje somos todos influenciados por decisões tomadas por Estados do centro do capitalismo, a começar pelos EUA (única superpotência bélica em escala planetária) e empresas transnacionais, é necessário saber o que se passa nestes lócus de poder, e também o que pensam e fazem os membros destas as elites dirigentes.

A internet há muito deixou de ser uma atividade de ócio para tornar-se uma das artérias centrais da globalização corporativa (também chamada de mundialização). Explico. Se a informação é central para o processo decisório e a decisão em áreas sensíveis passa por assegurar a defesa de dados, informes, relatos, impressões, pareceres, relatórios e documentos oficiais, portanto, para governar é fundamental manter segredo e dissimular versões

Esta necessidade entra em rota de colisão com os valores atribuídos a toda e qualquer forma de democracia, como a transparência nas ações tomadas por detentores de mandatos ou no exercício de autoridade em nome do bem comum.

O interessante é notar a fragilidade da defesa de informações por parte da superpotência. Não vejo como válida a hipótese de que a equipe do Wikileaks (tanto fixos como voluntários) tenha condições de operar como agência de espionagem. Portanto, se os documentos sensíveis vazam, é porque foram vazados.

Assim, em alguma etapa da hierarquia e do fluxo informacional, alguns estão vazando os conteúdos secretos que dizem respeito à vida de milhões. Uma vez checada a informação (e até onde se sabe a rede do Wikileaks faz a checagem), não há nenhuma razão (legal ou moral) para não difundi-los.

A prisão de Assange e o acionar da parafernália da Interpol em sua captura dão mostras tanto do temor destas instituições como da "letalidade" do risco permanente do vazamento de informações de modo a possibilitar a produção de novos consensos a respeito de temas relevantes para as maiorias. A guerra de 4ª geração está apenas começando.

 Bruno Lima Rocha é cientista político www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@gmail.com 

 

OSCAR NIEMEYER: 103 ANOS

'Enquanto eu puder trabalhar eu trabalho', diz Niemeyer. Ele celebrou aniversário em inauguração mais uma obra sua em Niterói.
Comer creme de abacate é hábito religioso dele, diz bisneto.

Carolina Lauriano Do G1 RJ

NiemeyerNiemeyer completa 103 anos nesta quarta (15)
(Foto: Carolina Lauriano/G1)

Em plena atividade, com diversos projetos em andamento e um vigor surpreendente , Oscar Niemeyer resumiu, com a mesma genialidade que produz suas famosas construções arquitetônicas, um dos seus lemas, ao completar, nesta quarta-feira (15), 103 anos de idade.

"Enquanto eu puder trabalhar eu trabalho, porque o trabalho me distrai, não é sacrifício. Cada problema que aparece é um esforço para resolver que me agrada muito e que ainda consigo fazer", disse o arquiteto reconhecido mundialmente.

Ele deu início às comemorações de aniversário na inauguração da Fundação Niemeyer, mais uma de suas obras do Caminho Niemeyer, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Lá irá funcionar  um Centro de Pesquisa e Documentação, com as obras do arquiteto, e a Escola Oscar Niemeyer de Arquitetura e Humanidades.

O evento contou com a presença do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, e ainda diversas autoriades públicas, além de amigos e familiares de Niemeyer.

Creme de abacate
Manter a cabeça ativa é prescrição de qualquer médico para quem já viveu muito. Mas, segundo o arquiteto Carlos Oscar Niemeyer, bisneto do mestre das curvas em concreto, há um outro hábito que o bisavô pratica religiosamente.

"Tem uma coisa que ele faz há uns 100 anos que é comer a sobremesa preferida dele, um creme de abacate", confessa Carlos Oscar. Segundo ele, a receita não tem muito segredo, mas a fruta tem que ser batida com sorvete para ficar cremoso.

Carlos também contou que o bisavô participa de aulas de filosofia todas as terças-feiras, com familiares e amigos, e que há cerca de cinco meses, após ficar um período internado em maio, ele parou de fumar, por orientação médica.

A mulher de Niemeyer e fiel companheira, Vera Lucia Niemeyer, disse que estava se sentindo feliz ao comemorar um aniversário tão especial com o marido. "Porque 103 anos, por favor, né, é muita coisa. O importante é que ele está com saúde, produzindo, isso é o que é importante", disse ela.

Elogios a Lula
Ao responder à pergunta sobre o que ele esperava ver em 2011 no Rio de Janeiro, após um ano com tantos acontecimentos, Niemeyer fez elogios ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nós estamos em um ano que o brasileiro pode sorrir um pouco, porque o Lula é ligado ao povo, ele é correto, compreende os problemas da América Latina", afirmou o arquiteto.

Niemeyer comentou ainda sobre um dos diversos projetos atuais, o Aquário de Búzios, na Região dos Lagos, e exaltou seu pioneirismo na arquitetura. "Agora eu fiz um aquário dentro d'água. Nunca ninguém fez um aquário dentro d'água. Isso me distrai", afirmou.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

GILBERTO GIL FALA SOBRE EXPERIÊNCIA NO MINC

Gil em Vitória

Erlon José Paschoal | sexta-feira, 10 dezembro 2010Sem Comentários

Sempre fui um admirador do músico e compositor Gilberto Gil, que no último dia 23 proferiu uma conferência com o tema "Política e Cultura no Mercado da Música", no Teatro Carlos Gomes, encerrando o Programa de Capacitação em Música organizado pela Secult e o Sebrae, em Vitória.  Seguro e sereno, o ex-ministro e popstar mostrou ao público por que a sua passagem pelo Ministério da Cultura mudou paradigmas e colocou a cultura na pauta principal das políticas públicas que visam ao desenvolvimento social e à ampliação do conceito de cidadania.

Além de demonstrar competência e todo o conhecimento necessário para se compreender os impactos provocados pelas novas tecnologias na circulação do produto artístico – em especial da música -, Gil encantou a plateia com suas proposições no tocante aos possíveis caminhos a serem percorridos pelos artistas em busca de espaços de atuação e de recursos financeiros. Enfatizou a necessidade de uma postura sempre ativa do artista, a fim de divulgar o seu trabalho e fazê-lo chegar ao público, em uma sociedade saturada de ofertas de toda ordem.

Naturalmente, tal objetivo só pode ser atingido se a obra tiver qualidade artística suficiente e estar em sintonia com os anseios e sonhos do público desejado. Isso não significa somente qualidade técnica, mas criatividade e valor social do produto artístico a ser consumido.

Para quem conheceu Gil como ministro não foi novidade ver como ele transita com muita propriedade sobre temas e aspectos relevantes da política cultural e da inserção do artista em uma sociedade em constante processo de transformação. Ao longo de sua trajetória como ministro sempre salientou em seus discursos o tripé da política cultural responsável – "a cultura como usina de símbolos, como direito e cidadania e como economia" – e a força da diversidade cultural brasileira fazendo dela uma das alavancas e principais estratégias do nosso desenvolvimento.

Vale citar aqui alguns programas e propostas implementadas sob a sua gestão, como o Cultura Viva, o Plano Nacional de Cultura, já aprovado pelo Congresso Nacional, institucionalizando questões importantes para o futuro das políticas culturais, tais como a legislação de direitos autorais e o financiamento público às artes, e também o programa Cultura e Pensamento, que incentiva a reflexão e a produção crítica sobre fatores que estruturam a cultura e a sociedade.

Tive o prazer de trabalhar no Ministério da Cultura sob a sua batuta durante 3 anos, primeiro na SPC (Secretaria de Políticas Culturais) colaborando na formulação de políticas a serem implementadas, e depois, na coordenação de projetos internacionais, tais como a Copa da Cultura na Alemanha e a participação do Brasil na Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) em Madri. Pude constatar assim a firmeza e a suavidade com que conduzia as suas equipes sem nunca perder a alegria, a generosidade e a capacidade de sonhar.

O público deixou o Teatro Carlos Gomes estimulado a descobrir novos caminhos e territórios para a sua atividade artística e satisfeito em ter compartilhado esse momento tão importante da vida cultural do Espírito Santo.

 

domingo, 12 de dezembro de 2010

ESCOLHA DA "GAROTA VACA" DO CARNAVAL ESQUENTA A LAPA

12/12/2010 10h00 - Atualizado em 12/12/2010 10h07

Mulheres fazem fila para disputar concurso de Garota Vaca do carnaval

A vencedora vai ganhar um sininho e poderá desfilar à frente do bloco.
Disputa, em clima de brincadeira, atraiu advogada, engenheira e professora.

Aluizio Freire Do G1 RJ

Garota Vaca - QueilaUm das candidatas ao título de Garota Vaca,
Queila Mara (Foto: Aluizio Freire/G1)

Carnaval é época de irreverência, deboche, alegria, bom humor e muitos concursos. Com esse espírito carnavalesco, o dono de um bar da Lapa, zona de agitação cultural e eterna área da boemia carioca, decidiu lançar o concurso Garota Vaca, inspirado no nome do botequim. A escolha será feita em janeiro e a vencedora vai desfilar à frente do bloco, além de receber uma faixa, um sininho e R$ 1 para gastar como quiser, segundo o organizador.

Os frequentadores aprovaram a ideia e muitas mulheres se apressaram a fazer a inscrição. Já são pelo menos 20 concorrentes. Tudo com muito respeito, sem vulgaridade, garante o dono do botequim Vaca Atolada, Cláudio Cruz, um dos mais animados com a adesão das candidatas. "Até minha mulher se inscreveu", garante ele que também é fundador da Sociedade Carnavalesca Embaixadores da Folia.

Garota Vaca - ClaudioDono do botequim Vaca Atolada, Cláudio Cruz,
onde acontece o concurso (Foto: Aluizio Freire/G1)

Vários homens se ofereceram para participar da mesa de jurados, mas a escolha foi feita com muito critério. Entre os escolhidos até agora está o compositor de marchinhas, João Roberto Kelly, a ex-prostituta Gabriela Leite, fundadora da grife Daspu, que vende roupas confeccionadas por profissionais do sexo, e o sambista, compositor e radialista Rubem Confete, 74 anos.

Brincalhão, Confete foi logo perguntando, aproveitando-se de sua deficiência visual. "Posso apalpar antes de dar minha nota?". Cláudio disse que vai atender ao pedido. "Nunca na história deste país se fez um concurso como este, então vamos tratar a questão como inclusão social. Ele merece. Mas só ele terá essa prerrogativa", alertou.

Funk 'Tô ficando atoladinha' foi vetado
Empolgado com o concurso, Kelly fez uma concessão e permitiu uma adaptação de seu samba "Dança do bole bole". Em vez de "Gatinha que dança é essa que o corpo fica todo mole" será: "Vaquinha que dança é essa...".

Garota Vaca - Grupo de mulheresConcurso está atraindo candidatas de todas as
idades, como as amigas acima
(Foto: Aluizio Freire/G1)

O funk "Atoladinha", aquele que diz "tô ficando atoladinha", foi vetado.
Kelly, autor de tantas machinhas de sucesso - sua última composição é a "Marcha do xixi", um pito aos mijões de ruas - comemorou. "Autorizei a adaptação na hora. Carnaval é isso, brincadeira, bom humor. A ideia do concurso é genial."

Candidatas

Uma candidata que promete arrasar é a passista Queila Mara. No clima de alegria do concurso, ela não se fez de rogada e logo se apresentou, exibindo seu gingado do alto de seu 1,74 m de altura e manequim 42.

Queila, que se diz vítima de uma injustiça, já que no ano passado foi eliminada do concurso de Rainha do Carnaval por ter 44 anos — o limite permitido é 35 anos –  quer mostrar o que muita gente deixou de ver.

"Gosto muito de carnaval. O que quero é me divertir, participar dessa brincadeira com esse pessoal alto astral. Não quero que apenas o fato de ser uma profissional influencie no resultado. Aqui é um ambiente democrático", diz, num tom meio ingênuo e malicioso.

Garota Vaca - Érika Érika também topou entrar na brincadeira do
concurso (Foto: Aluizio Freire/G1)

O concurso não tem limite de idade, e muitas frequentadoras do bar entraram na fila para participar, como a administradora de empresas Vilma Carvalho, 60, a advogada Eleonora Vieira da Silva, 62, a professora Lelia Peixoto, 60, e a engenheira Angela Nazareth, 59, as mulheres mais animadas da roda de samba da noite da última quinta-feira (9).

"Somos assanhadas assumidas, mesmo. Aqui tem viúvas, separadas, mulheres independentes que querem diversão, ser feliz. Não temos que provar mais nada para ninguém. Na nossa vida, o que tinha que rolar, rolou. O que a gente tinha que conquistar, conquistamos. Agora a gente quer é brincar", defende Angela, porta voz do grupo.

A estudante de turismo, Érica Sodré, 32, também decidiu entrar no clima de disputa e sair no bloco. "Adoro blocos de rua. E esse astral do carnaval é muito bom. A gente vai se divertir", anima-se.

sábado, 11 de dezembro de 2010

CLIPE "EU ERA O NOEL" CITADO NO CORREIO BRAZILIENSE

Semana cheia de homenagens

Irlam Rocha Lima
O centenário de Noel Rosa teve uma semana de comemorações em Brasília. Entre terça e quinta-feira, foi apresentada no Teatro da Caixa a série de shows Sopro de Noel, com a participação do Quinteto Pixinguinha, do mestre da flauta Altamiro Carrilho e do flautista e saxofonista Nivaldo Ornelas — todos fazendo versões instrumentais do Poeta da Vila. Na quinta-feira, no Feitiço Mineiro, o músico Cacá Pereira fez show juntamente com Sandra Duailibe cantando Noel Rosa e aproveitou para lançar o vídeo clipe da música Eu sou Noel, dirigido por Maxtunay e Luis Turiba.

Também no Teatro da Caixa, hoje, às 20h, e amanhã, às 19h, o público poderá assistir ao espetáculo Noel Rosa: 100 Anos de Roda de Sururu, com o grupo carioca Sururu na Roda, formado por Nilze Carvalho, Camila Costa, Fabiano Selek e Sílvio Carvalho. Com nove anos de carreira, o conjunto se envolveu no processo de revitalização do histórico bairro boêmio do Centro do Rio de Janeiro — escolhido por Noel, à sua época, como um dos seus lugares preferidos.

"Músicas de Noel sempre fizeram parte do nosso repertório de discos e shows. Referência importantíssima do samba tradicional, ele deixou um impressionante legado, em apenas 26 anos de vida", comenta Nilze Carvalho. "Neste show no Teatro da Caixa, vamos mostrar standards como Conversa de botequim, Feitiço da Vila, Palpite infeliz e as menos conhecidas Tantos beijos, Quem rir melhor e Tarzan, o filho do alfaiate", anuncia.

Expressão
Homenagem ao compositor, nascido em Vila Isabel, será prestada, também, amanhã, às 18h, na Livraria Cultura (Shopping Iguatemi), pelo poeta Francisco K e pelo professor Luiz Roberto Pinheiro, com entrada franca. Eles farão palestra sob o título Noel Rosa e a modernidade indecisa, na qual serão focalizadas questões que colocam em destaque a figura de Noel diante do surgimento e a consolidação do samba urbano no mercado, como expressão preferencial da brasilidade, no início do século 20.

Alguns sambas do compositor, a serem examinados pelos palestrantes, sob o ponto de vista "da crítica da cultura e de outros aportes teóricos", vão ser apresentados pelo grupo Feitio de Feitiço, formado por Ademir Martinello (voz, violão e cavaquinho), Chico Marcílio (percussão), Liliane (trombone) e Francisco K (vocal). Foram selecionados: Com que roupa, Palpite infeliz, Três apitos, Filosofia, Feitiço da Vila, Feitio de oração e Pierrot apaixonado.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

IRMÃ DE CHICO BUARQUE NO MINISTÉRIO DA CULTURA?

Deu na Folha de S. Paulo

Ana de Hollanda cresce na bolsa de apostas do MinC

Cantora entra no páreo na reta final e passa a integrar lista tríplice de favoritos; atual ministro segue cotado

PT luta para ter de volta a pasta que, no governo Lula, foi entregue ao PV, partido ao qual o músico Gilberto Gil era filiado

Ana Paula Sousa

Cantora como Gilberto Gil, um dos ministros mais populares do governo Lula, mulher como desejaria Dilma Rousseff e, ainda por cima, integrante do clã Buarque de Hollanda, Ana de Hollanda passou a ser cotada para ser a futura ministra da Cultura.

O nome da artista, que foi diretora de Música da Funarte, surgiu esta semana, após um recado que a equipe de transição do novo governo fez chegar ao núcleo petista - de que Dilma desejaria, para o ministério, uma mulher e, se possível, nordestina.

Apesar de não ter nascido no Nordeste, Ana de Hollanda surge como o nome de maior peso na disputa. Ela integra uma lista tríplice de favoritos que inclui o sociólogo Emir Sader e o também músico Wagner Tiso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

UM POUQUINHO DE NOEL!

 

Um pouquinho de Noel

 

Ana Magalhães

 

Noel de Medeiros Rosa, filho de Manoel Garcia Rosa, o Neca  como era chamado e de Martha Corrêa de Azevedo, nasceu  no dia 11.12.1910,  em Vila Izabel , no Rio de Janeiro, no dia em que passaria pelo Brasil o Cometa Harley, trazendo com ele um presságio do  Fim do Mundo e morreu num outro presságio destes pois passaria por aqui o Cometa Hermes, no dia 04.05.1937.

Nascendo e morrendo em dias de fim do mundo, acaba ficando imortal, atual e, sobretudo genial.

Em 26 anos de vida, espírito inquieto, olhos atentos ao mundo que o cerca, boêmio contumaz, amante da rua, de gente, das pessoas, da música, da poesia e da mulher, constrói uma obra de aproximadamente 400 músicas, carregadas ora de um humor sarcástico, ora da dor de uma paixão, sempre irretocável na forma e na emoção, foi retratando a sociedade, a política, a boemia e o amor, de um jeito tão singular que se fez gênio, imortal e atual. Atemporal.

Ainda menino, quando fazia um mau feito e sabia que seria pego, deixava lá um versinho se justificando ou mesmo mudando de assunto e lógico, era sempre perdoado.

Estudou no Colégio São Bento e lá era o brincalhão da turma, começando a fazer paródias com o hino nacional e outras músicas já existentes e piadas com tudo o que via ou que lhe acontecia.

Um dia teve um professor surdo e já velhinho. De repente levantava-se e dizia: profesor: posso mijar no seu bolso? Ou Posso ir lá fora comer sua mãe? Ao que o professor respondia: vá, mas volte logo.

Das muitas descobertas de Noel, a que mais o fascina são as casas onde era possível comprar por alguns mil réis, os carinhos de uma mulher. Iniciou-se aos 12/13 anos e nunca mais parou.

Daí partiu para a boemia, as madrugadas, as serenatas, rodas de botequins, aonde compõe grande parte de suas músicas.

Define o botequim com uma entidade agregadora e altamente democrática. A instituição que mais serviços comunitários presta aos homens do bairro. Mais que igrejas, clubes e delegacia, ou seja – Vende refeições fiado, empresta dinheiro, fixa nas paredes anúncios manuscritos pedindo ou oferecendo empregos, põe seu telefone a serviço dos que não têm, oferece suas mesas a quem quer que seja, dá e recebe recados, etc.

Aprendeu a tocar bandolim com sua mãe ainda pequeno, mas foi com o pai que aprendeu violão e ganhou a sua primeira notoriedade se apresentando nas festas da escola. Gostou e foi em frente pelas madrugadas afora.

Aos 19 anos entra para o Bando dos Tangarás composto de Noel, Braguinha, Almirante, Alvinho e Henrique Brito, músicos talentosos em inicio de carreira, ganhando muito pouco o que valeu a frase de Noel: "Mais vale ir almoçar em casa de um parente do que trabalhar para ganhar o insuficiente."

Com que Roupa? Marca o início do seu sucesso no mundo artístico e fonográfico concluindo que " O samba é a voz do povo, sem gramática, sem artifício, sem preconceito, sem mentira. É malicioso e ... ingênuo. O povo carioca sente a alma do samba."

Noel, pra deleite e alívio da família entra na Faculdade de Medicina mas se vê dividido entre o samba e a medicina, até que um dia escolhe e conclui que: " Como médico eu jamais serei um Miguel Couto. Mas quem sabe não poderei ser um Miguel Couto do samba?

E foi. E é até hoje. E será sempre o nosso Doutor Catedrático em SAMBA.

E Viva Noel Rosa!

 

 


 

"EU ERA O NOEL", UM CLIPE-SONHO COM O POETA DA VILA

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

QUEM FOI NOEL ROSA?

 
MILLÔR FERNANDES, na contra-capa do livro "Noel Rosa", uma biografia", de João Máximo e Carlos Didier
 
"Marco fundamental da música brasileira. Letras de simplicidade absoluta, fazendo uso da palavra com propriedade extraordinária. Humor excepcional, espontâneo, sem armação. É acultura popular autêntica."
 
DONA NEUMA, ídem
 
"Como amante da Mangueira, ligado aos sambistas da sua época, nunca deixaste a deseja. Sempre foste querido e até hoje emos saudades."
 
 

Enredo: "Noel, a presença do poeta da Vila"

Compositor: Martinho da Vila

Se um dia na orgia me chamassem
Com saudades perguntassem
Por onde anda Noel?
Com toda minha fé responderia
Vaga na noite e no dia
Vive na terra e no céu
Seus sambas muito curti
Com a cabeça ao léu
Sua presença senti
No ar de Vila Isabel
Com o sedutor não bebi
Nem fui com ele ao bordel
Mas sei que está presente
Com a gente nesse laurel

Veio ao planeta com os auspícios de um cometa
Naquele ano da Revolta da Chibata
A sua vida foi de notas musicais
Seus lindos sambas animavam carnavais
Brincava em blocos com boêmios e mulatas
Subia morros sem preconceito sociais

Foi um grande chororô
Quando o gênio descansou
Todo o samba lamentou ô ô ô
Que enorme dissabor
Foi-se o nosso professor
A Lindaura soluçou
E a dama do cabaré não dançou
Fez a passagem pro espaço sideral
Mas está vivo neste nosso carnaval
Também presentes Cartola
E o Bando dos Tangarás
Lamartine, Ismael, Aracy e outros mais
E a fantasia que se usa
Pra sambar com o menestrel

Tem a energia da nossa Vila Isabel
Tem a energia da nossa Vila Isabel

 

40 ANOS SEM JOHN LENNON

France Presse

08/12/2010 11h18 - Atualizado em 08/12/2010 11h33

Yoko Ono lembra Lennon no 30º aniversário de sua morte

'Apesar da curta vida de 40 anos, ele deu muito ao mundo', disse a viúva.
Nesta quarta-feira (8) o assassinato do ex-beatle completa 30 anos

Da France Presse

A artista plástica Yoko Ono durante passagem por São Paulo em 2008Yoko Ono durante passagem por São Paulo em
2008 (Foto: Foto: Daigo Oliva / G1)

Yoko Ono, viúva de John Lennon, lembrou nesta quarta-feira (8) os 30 anos do assassinato do ex-integrante dos Beatles, durante um show em homenagem ao artista em Tóquio.

"Hoje, neste doloroso aniversário, por favor unam-se a mim para recordar John com profundo amor e respeito", escreveu Yoko Ono no Twitter, antes do show anual de caridade.

"Apesar da curta vida de 40 anos, ele deu muito ao mundo. O mundo teve a sorte e a benção de ter conhecido John", completou.

"Mesmo hoje, continuamos aprendendo muito com ele. John, eu te amo. 2010/12/8 Yoko Ono Lennon".

Yoko Ono, que vive em Nova York, estava com o marido quando ele foi atingido nas costas por tiros em 8 de dezembro de 1980 ao lado do "Dakota", o edifício onde o casal morava em frente ao Central Park.

Lennon teria completado 70 anos no último dia 9 de outubro.