terça-feira, 17 de novembro de 2009

FLERTO E NEM PAGO MEIA

Agora à noite, no Café Martinica, na 303 Norte, em Brasília, poetas estarão reunidos para celebrar a Noite do Flerte. Fiz essa letra de música para quase cantá-la durante uma flertada. 
 
Luis Turiba

 

Flerte que te quero flerte

Flerte do olhar de lince

Flerte do olhar travesso

Flerte com teus olhos verde

Flerte flerte flerte é ver-te

 

 

Flerto por desinteresse

Flerto por qualquer merreca

Flerto inté por desacerto

Flerto até com pererecas

Flerte flerte flerte eureka

 

 

Flerto à noite com o samba

Flerto à tarde como frevo

Flerto a madrugada avessa

Flerto e o sol nasce sem medo

Flerto flerto e ainda é cedo  

 

Flerto com meus olhos vesgos

Flerto com meu verso manco

Flerto com meu vinho tinto

Flerto como um anjo tonto

Flerto flerto flerto um santo

 

Flerto com minha mulher

Flerto com a mulher alheia

Flerto com mulher bonita

E também com mulher feia

Flerto e nem pago meia

 

Flertar é um ato gratuito

Gracioso e transatlântico

Flertar não tira pedaço

Flertar é um gesto crível

Quem flerta tem olhos vivos

 

 

Um comentário:

Almira disse...

Turiba,
depois de muitos dias, amanheci flertando com seu blog! (sua poesia nos inspira.
a poesia com lua cheia deve ter sido especial; pena não ter podido estar presente.
Legal Brasília acolher o projeto da Bienal Internacional de Poesia. Será uma boa marca!
abraço
Almira