segunda-feira, 4 de maio de 2009

CENA BRASILIENSE VISTA AO ACASO

CHOQUE CULTURAL

Rodoviária do Plano, segunda, seis pras sete horas. Multidões correndo de um lado para o outro afim de embarcar nos ônibus. Uma trupe de uns 15 artistas circenses de Brasília, liderada pelas filhas de Ari Pararaios, do Esquadrão da Vida, entre em cena e faz um cortejo entre os milhares de transeuntes que se apressam alucinadamente para sair fora rumo às suas casas, aos cursinhos de concurso público ou faculdades particulares. Os jovens palhaços e palhaças cantam, tocam violão e anunciam a 2º Mostra “Zezito do Circo”, que vai acontecer no espaço cultural da Funarte, atrás da Torre de TV entre 4 e 10 de maio. Zezito morava em Águas Lindas, fazia genais brinquedos artesanais e morreu do coração aos 55 anos. Ao perceber que aí morrer, correu pra debaixo da lona do seu circo num derradeiro gesto circense. O povo olhava o cortejo atônito, como se os jovens performistas fossem ETs de outro planeta que pousaram ali vindos de um disco voador, enquanto trotkistas do PSOL distribuíam panfletos contra o ministro Gilmar Mendes.

Um comentário:

Pedro César disse...

Turiba,
teus textos sempe são bons. Muito bons.

Apenas uma observação. O ato do dia 6 de maio, pela saída de Gilmar Mendes da presidência do STF, não foi organizado pelo PSOL. Eles se somaram e fizeram material próprio. A manifestação é apartidária e da sociedade civil. Precisamos de uma corte que seja independente e não tenha rabo preso com ninguém, muito menos com bandidos.

Parabéns pela tua trajetória.

Abraços.