segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A CATARSE EMOCIONAL DA "LEGIÃO"




Rodrigo Leitão (*)

A "Legião" - já não mais Urbana - volta a Brasília no dia 21 de abril, dentro das comemorações dos 50 anos da cidade. Várias bandas dos anos 80, entre elas Escola de Escândalos, Finis Africae, Capacetes do Céu, Plebe Rude, Capital Inicial e Detrito Federal, também vão paticipar de um Tributo a Renato Russo.

"Eu não gosto do termo tributo, soa falso. É show mesmo", disse Marcelo Bonfá depois da apresentação arrebatadora da Legião Urbana no Porão do Rock, domingo (20/9), na Esplanada dos Ministérios.

"Eu estava com medo. No avião, ficava vindo aquela imagem do show no Mané Garrincha (18/6/1988, que acabou em quebra-quebra), mas depois que eu vi a platéia e o clima que estava aqui... foi demais. Muita gente tava querendo vir para cantar também. Eu acho que vai dar certo sim", afirmou o baterista deixando claro que a Legião está de volta. "Mas vão ser eventos limitados, em 2010", completou Dado Villa-Lobos, na coletiva de imprensa, logo após o show. Ele também confirmou que há shows programados para este ano (já são 6 agendados), como o que vai ocorrer em Montevidéo, em dezembro.

O empresáro atual da Legião, o argentino Carlos Taran, disse que a banda vem mesmo para os 50 anos de Brasília, que terá Paul MaCartney como atração principal. Taran também disse que não entendeu porque o empresário de Toni Platão disse às vésperas do show em Brasília que o ex-vocalista do Hojerizah não viria para a festa do Porão do Rock ("Isso é problema entre o Toni e o empresário dele, eu não me meto").

A VOLTA DA LEGIÃO

Sustentando a informação divulgada em primeira mão pela Band News FM Brasília, que a Legião estaria preparando a volta e o primeiro show seria no Porão do Rock, no último fim de semana, Marcelo Bonfá disse que o novo empresário cria coisas muito legais e que eles vão e fazem. "Quem vai cantar? Isso não é problema, o Taran resolve isso muito bem".

Ninguém quis confirmar a participação efetiva de Toni Platão no projeto de CD e DVD ao vivo, para o ano que vem, mas o fato é que o cantor amigo de Dado Villa-Lobos estava muito a vontade no palco, inclusive dançando no "estilo Renato Russo". O vocalista da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, André Gonzales, também foi muito eleogiado por Bonfá e Dado. "Foi muito bom, ele é ótimo", disseram os legionários, após o show.

A Legião subiu ao palco lá pela 22h15. A primeira música foi "Tempo Perdido", com André Gonzales cantando. O público de cerca de 15 mil pessoas cantou e chorou com a banda. Em seguida, dado chamou o uruguaio Sebastian Tesseyra para cantar "Quase Sem Querer". A terceira canção da noite foi "Eu Sei", com Toni Platão, seguido de Herbert Viana defendendo "Ainda é Cedo". Herbert gritava o tempo todo "É Legião!". Dado aproveitou a pesença dos Paralamas no palco (Bi no baixo e Barone na percussão) para dizer que eles foram os responsáveis pela contratação da banda, em 1984, pela gravadora EMI Odeon.

A quinta música foi o maior hit da banda e que impulsionou a maior vendagem da Legião, com o disco As Quatro Estações. Marcelo Bonfá cantou "Pais & Filhos" e Dado pediu ao público que fizesse esse número. Quinze mil brasilienses entoaram o blues de Renato Russo e Bonfá não perdeu tempo: "A Legião são vocês!"

Phillippe Sabra subiu ao palco e disparou: "O primeiro show da Legião foi com a Plebe, em Patos de Minas, em 1982 e acabou todo mundo preso. Lembra disso Bonfá?" (Dado ainda não era do grupo, o guitarrista era Edu "Paraná" Lambach e Paulo Paulista tocava teclados). Bonfá disse que sim. Nesse show, em plena campanha eleitoral de 1982, a Plebe tocou "Vote em Branco". As bandas tinham sido contratadas para animar um comício e Phillippe Seabra (com 16 anos à época), incentivou os eleitores a não votar: "Seja alguém, vote em ninguém". Não deu outra, foi todo mundo ver o sol nascer quadrado.

Voltando ao retorno apoteótico da Legião Urbana, Phillippe mandou de "Geração Coca-Cola" e foi seguido do veterano uruguaio Juan Casanova, com "Será". O bis foi uma festa, uma verdadeira roquestra com todos os convidados e mais Loro Jones -- ex-Capital Inicial -- gritando "Que País é Este?".

Sobre a canção feita em 1979 por Renato, para o repertório do Aborto Elétrico, Dado comentou ao final do show: "É lamentável que uma música como essa, feita há 30 anos, ainda seja atualíssima no Brasil".

Aos jornalistas, na Sala de Imprensa do Porão, depois do show, o guitarrista da Legião Urbana disse que "a Legião, hoje, seria uma forma de reenconrar o público, uma catarse. Numa volta como essa e um público como esse, foi sensacional!

Vamos fazer eventos limitados em 2010", disse dado Villa-Lobos confirmando que a Legião não só está de volta -- com váios vocalistas, que seja -- mas vai por o pé na estrada.

Dado e Bonfá sempre gostaram do palco, Renato é que era avesso a grandes shows. Portanto...

Antes da "nova" Legião subir ao palco, o filho e herdeiro de Renato Ruso, Giulliano manfredini, disse que está indo ao Rio de Janeiro nos próximos dias para defibnir como será esse retorno da Legião aos palcos e discutir detalhes sobre CD, DVD, 50 anos de Brasília e os outros eventos. "Mas não se trata de uma volta da Legião. Não existe Legião sem Renato Russo, é uma espécie de tributo", afirmou Giulliano. o novo empresário da banda, Carlos Taran, confirmou que o encontro ocorrerá em duas semanas.

(*) Rodrigo Leitão, 45 anos, é roqueiro, jornalista, foi vocalistas das banas Finis Africae e Pânico!, teve músicas gravadas por Banda 69, Capacetes do Céu e Cássia Eller. Foi crítico de música no Jornal de Brasília e Revista Bizz. Atualmente é editor na TV Band e colunista da Rádio Band News FM.

 
 
 
 

2 comentários:

Anônimo disse...

As fotos desse artigo foram abduzidas do site do porãodorock

valeu, guto e alê

bric-abraços

Turiba

Rodrigo disse...

As fotos ficaram legais